sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Dia do Professor


PARABÉNS!


LUZ- FORÇA- SERENIDADE.

 AMOR - CORAGEM  E  LUTA!




Cada vez menos jovens querem ser professores no Brasil

Só 2% dos alunos do ensino médio querem cursar Pedagogia. É preciso aumentar salários e oferecer plano de carreira e cursos de formação  
 Edição do dia 12/10/2016


 Este sábado (15) é Dia do Professor e cada vez menos jovens querem ser professores. Apenas 2% dos alunos do ensino médio querem fazer faculdade de Pedagogia. Nesse ritmo, vamos ficar sem professores no futuro. Se nada mudar, o futuro dessa profissão – e portanto dos nossos filhos - fica cada vez mais ameaçado.

Especialistas dizem que a saída para isso nem é tão difícil. Aumentar salários, criar um plano de carreira e desenvolver cursos de formação são ações que precisam ser colocadas em prática, para ontem.

G1 – Noticias.  
“PEC 241 vai privatizar o orçamento público”    
Governo não eleito de Michel Temer quer congelar os investimentos em saúde, educação e outras áreas sociais por 20 anos.Rafaella Dotta - Belo Horizonte, 11 de Outubro de 2016 às 18:43
Beatriz: "Regrediremos da ideia da universalização do direito à educação para o Estado focar num nível de ensino e fazer política para aquele nível, desconstruindo o direito à educação básica que conquistamos nas últimas décadas" / Lidyane Ponciano

Proposta de Emenda Constitucional (PEC) quer limitar os gastos do governo federal por 20 anos ao mesmo gasto de 2016, acrescido apenas da reposição da inflação do ano anterior.  A medida tem sido duramente criticada por economistas, lideranças populares e especialistas em políticas públicas por impossibilitar o atendimento a direitos básicos da população. Para explicar os efeitos, caso a PEC 241 seja aprovada, o  Brasil de Fato MG entrevistou Beatriz Cerqueira, presidenta do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) e da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT MG).

O governo não eleito de Michel Temer declara que é preciso enxugar os gastos públicos. A PEC 241 serve realmente a esse fim ou é uma tentativa de empurrar para a população os custos da crise econômica?

A PEC 241 é na verdade a apropriação do que ainda restava do orçamento público que era investido em áreas sociais, como saúde e educação. Não estavam satisfeitos com o que já apropriavam do dinheiro público para o pagamento dos juros e da dívida pública. Vão privatizar o orçamento público. E a PEC abre caminho para as demais reformas  de retiradas de direitos como a da previdência e a reforma trabalhista.

É um engano achar que essa PEC é problema de servidor púbico. E também não está restrita às áreas de saúde e educação. É problema de toda a sociedade. Com ela aliada às mudanças na exploração do pré-sal, não haverá investimentos para a retomada do crescimento econômico, como na indústria. Não haverá renovação de frota, nem investimento em infra estrutura, nem programas de distribuição de renda que movimentam a economia de milhares de pequenos municípios. O salário mínimo vai se distanciando de todas as políticas da previdência. Para comprar uma viatura da PM, será preciso deixar de aposentar um professor. Para comprar o quadro para a sala de aula, será preciso deixar de comprar determinado medicamento para o hospital. Para pagar o auxílio moradia do juiz, será necessário não reajustar o salário da professora. Todas as áreas estarão comprometidas.

Como a PEC pode atingir Minas Gerais especificamente?

A partir do que a PEC propõe, congelamento das despesas primárias por 20 anos, somente sendo reajustadas pela inflação do ano anterior, a Subseção do Dieese no Sind-UTE elaborou um estudo do que seria o impacto na educação. Seriam menos R$ 18 bilhões do que foi investido na última década. E em 2015 o governo teria aplicado 13% e não os 25% que são vinculados em investimentos em educação. O Piso Salarial Profissional da Educação Nacional, que atualmente é de R$ 2.135, seria, com a regra da PEC, R$ 1.300. Neste momento já temos enormes dificuldades com a infraestrutura das escolas, com políticas de valorização dos profissionais da educação. Temos mais da metade das escolas sem quadra de esporte, sem refeitório e chegamos a ter escolas funcionando em posto de gasolina em 2014. Então, que 
seria da escola pública mineira com menos R$18 bilhões?

Não teremos mais a garantia de direitos como transporte e alimentação escolar. Assim não teremos nenhuma política de expansão de educação infantil. Só em Minas Gerais, ainda faltam vagas para cerca de  65% das crianças.

Regrediremos da ideia da universalização do direito à educação para o Estado focar num nível de ensino e fazer política para aquele nível, desconstruindo o direito à educação básica que conquistamos nas últimas décadas.
(...)
Ver matéria completa : Brasil de Fato.


terça-feira, 11 de outubro de 2016

PEC 241: Governista desabafa diante do congelamento de verbas sociais

por André Barrocal — publicado 11/10/2016 18h04, última modificação 11/10/2016 19h55
Deputados não sabem no que votaram na PEC 241, diz Júlio Delgado (PSB). Nem a população, diz opositor Alessandro Molon (Rede)
Lula Marques/AGPT/Fotos Públicas
Deputados da base de Michel Temer comemoram a aprovação da PEC 241, que congelará os gastos sociais por 20 anos.

O deputado mineiro Júlio Delgado, do PSB, apoiou o impeachment e pertence à base aliada de Michel Temer. O carioca Alessandro Molon, da Rede, boicotou o impeachment e faz oposição ao governo. Hoje, eles têm algo em comum. Votaram contra congelar por 20 anos os investimentos federais em saúde e educação, a chamada PEC 241, principal bandeira econômica de Temer.
“Os deputados não sabem no que votaram. A PEC resolve um problema fiscal do governo, mas por trás de números existem pessoas. Não dá para pagar juro da dívida pública e ignorar as pessoas”, afirma Delgado. “A população acha que é corte de gastos para os políticos e não é. É com remédio e professor”, diz Molon.
A proposta tem sido debatida com o rótulo de “teto de gastos”. É o que leva Molon a pensar que a população não se deu conta do que se trata. Afinal, quem seria a favor de gastança de verba pública? Sem compreender que “teto de gastos” significa que faltará dinheiro novo para saúde e educação por 20 anos, não houve pressão popular sobre os deputados, só o governo os pressionou, explica.
Delgado foi um participante ativo em Minas Gerais da recente eleição municipal e viu de perto o estado de escolas e hospitais públicos, os mesmos que serão sacrificados pelo congelamento de verbas sociais, as quais serão reajustadas apenas pela inflação oficial (IPCA) durante duas décadas, caso a PEC vingue. Para ele, prefeitos recém-vitoriosos podem se preparar para o pior.
Hoje, diz Delgado, o governo federal repassa aos municípios 40 centavos por aluno a título de merenda escolar, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Um valor que não compra um pãozinho, na casa de uns 50 centavos, afirma. Agora imagine congelar isso por 20 anos e só corrigir pela inflação, questiona o deputado.
Na saúde, a situação será mais grave, na opinião dele. No setor, a variação de preços é maior do que a inflação oficial – insumos de remédios sobem mais, salário de médico idem. E será o IPCA o índice usado para aumentar repasses federais a municípios pelo SUS. Os prefeitos, afirma Delgado, terão de gastar cada vez mais com saúde, vai sobrar pouco para outras áreas.(...)
Ver matéria completa: Carta Capital.
A PEC 241 não é para equilibrar as contas públicas
por João Sicsú — publicado 11/10/2016 09h46
A proposta do governo Temer, aprovada pela Câmara, significa dar adeus ao desenvolvimento
Lula Marques / AGPT

Deputados celebram a aprovação da PEC 241
Não há desequilíbrio fiscal estrutural, crônico e agudo, nas contas do setor público. Algo que exigiria uma medida drástica: uma mudança na Constituição que deve vigorar por muitos anos. Mas o governo e seus seguidores mentem e dizem que existe. A propaganda mentirosa auxilia aqueles que precisam de uma mentira para repetir e convence os ingênuos que pensam que o governo deve funcionar de forma semelhante à economia doméstica.
Primeiro, mentem dizendo que o governo federal tem déficits anuais e dívidas acumuladas exorbitantes. Em seguida, sugerem que o governo é igual a uma família. Quando endividada, cortaria despesas. Então, precisaríamos de uma regra para impedir o aumento dos gastos públicos. Igualzinho a uma família: algum sacrifício hoje para colher os frutos da tranquilidade amanhã. Por fim, jogam a isca: a Proposta de Emenda Constitucional 241.
A PEC 241 estabelece uma regra de teto para os gastos primários do governo federal. A regra é que os gastos primários de cada ano somente poderão aumentar de acordo com a inflação passada (medida pela variação do IPCA acumulada em 12 meses até junho do ano anterior). E essa regra deverá vigorar por 20 anos.
O governo faz dois tipos gastos: os primários e o pagamento de juros da dívida pública. Os primários são os gastos com saúde, educação, assistência social, cultura, defesa nacional etc. Excetuando os dois últimos anos (2014 e 2015), os diversos governos fizeram superávit no orçamento primário. Sempre gastaram menos do que arrecadaram. Em todos os anos, sem exceção. (...)
 Ver matéria completa: Carta Capital.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

“No Brasil, os gastos mais justos são os primeiros a serem cortados”

O ex-ministro aponta os perigos da PEC 241, que congela os gastos em educação, mas pondera: a esquerda precisa apontar alternativas
por Rodrigo Martins — publicado 07/10/2016      
Entrevista - Renato Janine Ribeiro           Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Ribeiro: 'Para universalizar o atendimento, é preciso construir escolas, contratar professores'

Passado o primeiro turno das eleições municipais, a PEC 241, a prever um teto para os gastos públicos, com o congelamento dos investimentos em saúde e educação por 20 anos, avança no Congresso. Um primeiro relatório sobre a proposta, favorável à aprovação, foi apresentado na Câmara na terça-feira 4, enquanto o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), marcava a votação inicial em plenário para a segunda 10.
Com o objetivo de tentar diminuir resistências parlamentares à aprovação, o relator Darcísio Perondi (PMDB-RS) combinou com o governo uma mudança no projeto. O congelamento dos recursos de saúde e educação começaria não em 2017, como previa a proposta original do governo, mas em 2018. Desse modo, levará mais tempo para a população sentir os efeitos da falta de verba em hospitais e escolas e, talvez, isso não afete o humor do eleitorado nas próximas eleições gerais.
Ex-ministro da Educação do governo Dilma, o filósofo Renato Janine Ribeiro alerta que a proposta inviabiliza o cumprimento da meta de universalizar o atendimento das crianças e adolescentes em idade escolar até 2020, como prevê o Plano Nacional de Educação. Atualmente, 3 milhões de alunos entre 4 e 17 anos estão fora da escola, segundo o Censo Escolar, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) no fim de março.
“Além da questão quantitativa, há o desafio de melhorar a qualidade da educação pública, o que implica em melhor formação dos professores, em investimentos em material didático alinhado com as novas diretrizes curriculares e também na valorização da carreira docente”, afirma o ex-ministro, em entrevista a CartaCapital. Professor de ética e filosofia política da USP, Ribeiro pondera, porém, que a esquerda precisa apontar alternativas, em vez de apenas reivindicar mais recursos. “Desde a reeleição de Dilma, a esquerda ficou muito na defensiva, e isso se intensificou ao longo do processo de impeachment”.
CartaCapital: O que representa a PEC 241 para a educação?
Renato Janine Ribeiro: Representa um grande perigo. Mesmo que seja possível ter alguns ganhos com uma gestão mais eficiente, há uma necessidade de aumentar os investimentos em educação por duas razões. Primeiro, para garantir o atendimento de 100% das crianças e adolescentes durante todo o período de educação obrigatória, com 14 anos de duração. Algo entre 15% e 20% das crianças com 4 e 5 anos de idade precisam ser integradas à pré-escola. Outro tanto deve ter acesso ao ensino médio. Para universalizar o atendimento, é preciso construir escolas, contratar professores.
Além da questão quantitativa, há o desafio de melhorar a qualidade da educação pública, o que implica em melhor formação dos professores, em investimentos em material didático alinhado com as novas diretrizes curriculares e também na valorização da carreira docente. Um professor com diploma de graduação ganha cerca de 72% do salário médio das demais profissões de nível superior. O Plano Nacional de Educação estabeleceu como meta, até 2020, nivelar essa remuneração. Ou seja, conceder aumentos reais, acima da inflação, para os professores terem um salário compatível com o das demais profissões com mesmo nível de formação, de forma a tornar a carreira docente atrativa.

Ver matéria completa ; Carta Capital.

PGR diz em parecer que PEC do teto de gastos é inconstitucional
Documento diz que proposta de Temer 'ofende' independência dos poderes.
Planalto afirmou ser 'evidente' que PEC pode estabelecer limite de gastos.

Filipe MatosoDo G1, em Brasília 07/10/2016 19h21 - Atualizado em 07/10

Nota elaborada pela Secretaria de Relações Institucionais da Procuradoria Geral da República afirma que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) enviada pelo presidente Michel Temer ao Congresso Nacional que limita o aumento dos gastos públicos é inconstitucional porque "ofende" a independência e a autonomia dos poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público ,
O parecer foi divulgado nesta sexta-feira (7) pela assessoria da PGR e  será enviado, conforme o órgão, aos líderes partidários e ao relator da proposta, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), na próxima segunda (10).
Pela proposta do governo, já aprovada em comissão especial e que agora será analisada pelos plenários da Câmara e do Senado, os gastos da União só poderão crescer conforme a inflação do ano anterior.

O projeto estabelece ainda que esse cálculo valerá pelos próximos 20 anos, mas, a partir do décimo ano, o presidente da República poderá apresentar outra fórmula.
"As alterações por ela [PEC] pretendidas são flagrantemente inconstitucionais, por ofenderem a independência e a autonomia dos poderes Legislativo e Judiciário e por ofenderem a autonomia do Ministério Público e demais instituições constitucionais do Sistema de Justiça [...] e, por consequência, o princípio constitucional da separação dos poderes, o que justifica seu arquivamento", diz a nota, assinada pelo secretário de Relações Institucionais da PGR, procurador Peterson de Paula Pereira.

Após a divulgação do parecer da PGR, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência divulgou uma nota à imprensa, na qual afirmou que a PEC estabelece o mesmo critério de limite de gastos em igual proporção, "não havendo qualquer tratamento discriminatório que possa configurar violação ao princípio da separação dos poderes".
Ver matéria completa G1 Noticias.


domingo, 2 de outubro de 2016

"Acabar com a Educação Física é um retrocesso"

Crítica à alteração curricular do Ensino Médio, a medalhista olímpica vê prejuízos inclusive para a saúde pública
por Ingrid Matuoka — publicado 23/09/2016 14h40
Gustavo Alves / Divulgação Ana Moser: mudança é ruim para o País.

Michel Temer e o ministro da Educação, Mendonça Filho, apresentaram na quinta-feira 22 uma Medida Provisória que acaba com a obrigatoriedade das aulas de Educação Física, Artes, Filosofia e Sociologia no ensino médio. O ministro anunciou o modelo uma semana antes e afirmou que a urgência do governo se deve aos resultados do ensino médio no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Ana Moser, medalhista olímpica e sócia fundadora da ONG Atletas pelo Brasil, afirma que a questão é também de relevância para a saúde pública e que "a medida reduz a identificação e o significado da escola para os jovens". A ex-atleta de voleibol, que trabalha para ampliar e qualificar a prática de Educação Física em todo o Brasil, ressalta que a escola alcança lugares no País a que outras instituições não chegam e, por isso, é o centro de garantia de acesso ao esporte.

CartaCapital: Um mês após o Brasil receber as Olimpíadas, o governo federal 
retira a obrigatoriedade do ensino de Educação Física nas escolas. O que isso representa?
Ana Moser: Acabar com a Educação Física é um retrocesso. Voltamos para a década de 80, quando não tínhamos a obrigatoriedade da Educação Física. Isso gerou um prejuízo para a cultura da prática motora na escola, e o preço se paga até hoje. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, por exemplo, mostram que quase 70% dos alunos são sedentários. Trata-se de uma questão de saúde pública.
E, não menos importante, significa também tirar um lugar onde o adolescente pode ser adolescente, usar o corpo, se desafiar e se comunicar por meio de uma atividade motora.(...)
O esporte promove o convívio na diversidade e sob a ética de regras iguais, diz a medalhista olímpica.
CC: Sem a obrigatoriedade, a tendência é que as escolas deixem de investir na infra estrutura e nos professores de educação física?
AM: O que não é obrigatório é opcional. O que é opcional pode não existir. Temos nos baseado em trabalhos científicos e resultados de pesquisas que mostram a importância da atividade física na escola e, a partir disso, procuramos ampliar esse direito e garanti-lo a todos, e agora tiram esse direito, reduzem essa importância.(...)
Registrado em: Ana Moser Educação Esporte

Ver matéria na íntegra: Carta Capital.


VIDA DE ATLETA
Por São Paulo
         Com seu esforço, faz jus a todo o suporte que recebe, seja o financeiro, seja o incentivo de fãs. Mesmo em dias que sua pressão está mais baixa - fato normal na sua condição -, ela não se deixa abater e vai à fisioterapia - sempre cantando e com som alto no carro para animar. São cinco sessões semanais de três horas cada uma. Uma rotina puxada, digna de um atleta, tanto que Lais e as fisioterapeutas da clínica chamam os exercícios de treino.
- Não mudou muito meu dia a dia, porque eu vou para o treino e faço algum tipo de trabalho, ou alguma tarefa. Meu dia a dia parece de quando era atleta. Hoje dedico três horas do meu dia à fisioterapia e parece que corri uma maratona. Eu fico bem cansada. Minha saúde é mais sensível. Basicamente eu fico de olho na minha saúde, vou ao treino e ao mesmo tempo tenho que trabalhar, porque vida de cadeirante não é barata.
Lais Souza se esforça nos treinos (Foto: Marcos Ribolli)

O treino é composto por terapias baseadas em atividades, que buscam promover a recuperação do movimento e da sensibilidade que ela perdeu através de exercícios intensos. Elásticos, cordas e principalmente os fisioterapeutas ajudam na movimentação de braços e pernas. Ela, inclusive, anda em uma esteira ergométrica. O estímulo é passivo, mas o resultado é um real trabalho aeróbico. A frequência cardíaca chega a aumentar de 45 batimentos por minutos para 90 - a frequência cardíaca de um tetraplégico costuma ser menor do que o de um adulto saudável.
- É como se estivesse andando mesmo. As meninas sempre perguntam o que eu estou sentindo, como é que está meu batimento. Eu procuro reparar: sinto bastante meu pé bater no chão, sinto um pouco de pressão no meu quadril. Conforme elas vão mexendo minha perna, eu procuro movimentar o meu corpo, para ajudar e ver se alguma coisa entra em ação, se ativa. Para o cérebro, essa ligação de ficar tentando mostrar com o movimento do corpo que tem alguma coisa ali é muito boa. Você acaba mandando um sinal do corpo para o cérebro e vice-versa para que em algum momento os fiozinhos liguem lá de novo.
O trabalho de fisioterapia complementa o tratamento experimental com células-tronco. Lais já fez três aplicações e espera ser chamada pelo projeto de Miami ainda neste início de ano para mais uma bateria de exames e uma nova aplicação de células-tronco.(...)

Ver matéria completa:
   http://globoesporte.globo.com/olimpiadas-de-inverno/noticia/2016/01/dois-anos-apos-
acidente.

Um olhar sobre a valorização
Salário de professores brasileiros da Educação Básica está abaixo da média de outros países latino-americanos, aponta publicação da OCDE.
PEDRO RIBAS/ ANPR -  
Do fundamental ao médio, docentes brasileiros trabalham mais semanas por ano do que em países da OCDE
          Os dados da publicação Education at a Glance 2016 (Um Olhar sobre a Educação), lançada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) no dia 15 de setembro, destacam o quanto os salários dos professores da Educação Básica estão defasados no Brasil. Hoje, os docentes brasileiros ganham, em média, o equivalente a US$ 12.337 ao ano, valor aproximado a R$ 40 mil, que é menos da metade da média salarial dos países da OCDE (US$ 42.062) e está abaixo dos salários de professores do ensino primário de outros países latino-americanos como Chile (US$ 26.048) e México (US$ 28.262).
Ao mesmo tempo, os professores do ensino fundamental ao médio no Brasil trabalham mais semanas por ano do que os docentes de todos os países da OCDE que forneceram essa informação. São 42 semanas por ano dos professores brasileiros ante a média de 40 semanas (em creches e pré-escolas) e 37 semanas (no ensino médio) dos docentes da OCDE.
O estudo indica uma disparidade que parece distante de ser corrigida, já que, segundo especialistas, existe uma grande possibilidade de a PEC-241, que instituirá o Novo Regime Fiscal, vir a prejudicar o Piso Nacional dos Professores (Lei 11.738/2008) em caso de aprovação. Como por ora o texto da emenda permitiria um reajuste apenas de acordo com a inflação, municípios e estados ficariam impedidos de corrigir o salário segundo a lei do piso, ou seja, com base no valor anual mínimo por aluno definido pelo Fundeb.(...)
Ver matéria completa:  Carta Capital.


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Mudanças no ensino médio são contestadas no STF

Mandado de segurança questiona forma como as medidas foram anunciadas.

Redação
Brasil de Fato | São Paulo (SP), 

Advogado afirma que proposta não tem urgência ou relevância para ser editada por Medida Provisória / Valter Campanato/ Agência Brasil

A Medida Provisória (MP) que altera o ensino médio no Brasil está sendo contestada no Supremo Tribunal Federal (STF). Na última quarta-feira (22), mesmo dia que o governo não eleito de Michel Temer (PMDB) anunciou as mudanças, um advogado impetrou um mandado de segurança na Corte, alegando que a iniciativa não atende aos requisitos para edição de MPs.
A ação foi protocolada pelo advogado Carlos Alexandre Klomfahs, de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Ele afirma que a proposta do governo não tem “relevância” ou “urgência”, condições necessárias para que medidas provisórias sejam editadas. As informações são do jornal Valor Econômico.
Segundo o governo, a urgência se justifica pelos resultados do ensino médio no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). (...)
Ver matéria completa: Jornal Brasil de Fato.
Edição: Camila Rodrigues da Silva

Estudantes protestam na Av. Paulista contra reforma na educação.

Eles se reuniram no vão livre do Masp às 17h.
Grupo condena medida provisória anunciada pelo governo federal.

Do G1 São Paulo - 26/09/2016 18h59 -  


Estudantes protestam na Avenida Paulista contra a reforma na educação anunciada pelo governo federal (Foto: Karina Trevisan/G1)

“Não queremos somente participar, mas sim tomar as decisões! Tudo nos é imposto de cima, mas nem tudo que cai do céu é sagrado! Estamos revoltados  e revoltadas e não queremos migalhas", afirma texto na página de convocação do ato no Facebook.
Governo Temer quer deformar o Ensino Médio
Tico Santa Cruz27 de Setembro de 2016 às 14:52 -Brasil de Fato.

Em 2015, secundaristas iniciaram movimento que incomodou setores conservadores / Divulgação

Essa é uma tentativa do governo de criar uma geração de jovens sem senso crítico
O governo Temer anunciou uma “reforma” no Ensino Médio e retirou a obrigatoriedade de algumas disciplinas, entre elas artes, sociologia e filosofia. Mas, qual é o objetivo por trás da retirada dessas matérias do currículo do ensino médio? Simples: tirar o senso crítico e a capacidade dos alunos de pensar a sociedade, a própria educação, a política e a cidadania.
Artes estimulam a imaginação. Para que queremos jovens com imaginação? Melhor lhes entregar tudo formatado e padronizado.
Sociologia ensina os jovens a pensar e entender as relações sociais e econômicas. Contextualizar causas e efeitos de acontecimentos históricos, buscar alternativas para relações de todos os tipos presentes na sociedade.
Filosofia apresenta ao aluno e à aluna os mais diversos tipos de manifestações do pensamento humano. São séculos de abordagens de todas as linhas. Oferece ao indivíduo a possibilidade de ver a existência humana por diversos ângulos. Entrega ferramentas para o desenvolvimento de uma percepção mais profunda do passado, presente e para construir o futuro.
Ver matéria completa: Jornal Brasil de Fato.