segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Protesto contra o impeachment na Avenida Paulista

PM usa bombas em protesto contra o impeachment na Avenida Paulista

Manifestantes bloquearam avenida e botaram fogo em papéis e lixo.
Tropa de Choque foi acionada para dispersar a manifestação.


Roney Domingos Do G1 São Paulo -  29/08/2016 18h00 


  O ato foi convocado pelo Povo Sem Medo e pela Frente Brasil Popular e começou pacífico às 18h20. A assessora de imprensa da CUT Nacional disse que aproximadamente 20 mil pessoas participam do ato na Avenida Paulista. A PM não divulgou números.
Às 18h50, o grupo, que caminhava em direção ao Paraíso nas duas pistas da Paulista, chegou até o Masp. Lá, a PM fazia um bloqueio. Segundo o major Teles, o bloqueio ocorreu porque os manifestantes não divulgaram o itinerário do ato.
Presença da Polícia Militar durante o ato "Fora Temer", na Avenida Paulista, em São Paulo, nesta segunda-feira, 29. O ato, convocado pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, teve concentração na Praça do Ciclista. (Foto: Fábio Vieira/Fotorua/Estadão Conteúdo).
 Polícia Militar joga bombas de gás lacrimogêneo para dispersar manifestação na Avenida Paulista (Foto: Roney Domingos/G1)


Lixeiras foram jogadas após PM usar bombas contra manifestantes na Paulista (Foto: Roney Domingos/G1)

Manifestantes ateiam fogo em objetos durante o ato "Fora Temer", na Avenida Paulista, em São Paulo, nesta segunda-feira, 29. O ato, convocado pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, teve concentração na Praça do Ciclista. (Foto: Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo) 


Dilma: Só o povo é soberano.

 

Presidente afastada se defendeu em sessão de julgamento no Senado. 

Ela afirmou em discurso que não cometeu crimes pelos quais é acusada.
  29 AGO2016- 11h29


Dilma Rousseff- Foto: EFE - Portal de noticias Terra;
A presidente afastada Dilma Rousseff discursou na manhã desta segunda-feira (29) por cerca de 45 minutos no plenário do Senado, durante a última fase do julgamento do processo de impeachment. Em sua  fala, Dilma , ressaltou que foi ao Senado "olhar diretamente nos olhos dos que a julgarão e negou ter cometido crimes dos quais é acusada, "injusta e arbitrariamente". "Hoje, o Brasil, o mundo e a história nos observam. E aguardam o desfecho desse processo de  impeachment", disse.  

A presidente afastada Dilma Rousseff  afirmou nesta segunda-feira (29), em discurso de 46 minutos  em defesa própria no julgamento do impeachment no Senado, que é alvo de um "golpe de estado" e que não cometeu os crimes de responsabilidade pelos quais é acusada. Segundo ela, só os eleitores podem afastar um governo "pelo conjunto da obra". Portal de noticias Terra;

 Partes do discurso de Dilma do Senado

No discurso, Dilma disse que "jamais" renunciaria e que é alvo de um "golpe de estado".

  Estamos a um passo da concretização de um verdadeiro golpe de estado. Do que eu fui acusada? Quais os crimes hediondos que eu pratiquei?"
Dilma Rousseff

Não é legitimo, como querem meus acusadores, afastar o chefe de estado e de governo por não concordarem com o conjunto da obra. Quem afasta o presidente por conjunto da obra é o povo, só nas eleições".
Dilma Rousseff
Estamos a um passo da concretização de um verdadeiro golpe de estado. Do que eu fui acusada? Quais os crimes hediondos que eu pratiquei?"
Dilma Rousseff

“Um golpe que, se consumado, resultará na eleição de um governo indireto e usurpador, a eleição indireta de um governo que na sua interinidade não tem mulheres nos ministérios, quando o povo nas urnas escolheu uma mulher para comandar o  pais.                                               Um governo que dispensa negros na sua composição ministerial e revelou profundo desprezo pelo programa escolhido e aprovado pelo povo em 2014”, disse Dilma.

Dilma Rousseff
 
Tortura

Dilma iniciou o discurso fazendo referência à tortura que sofreu como presa política durante a ditadura militar. "Não posso deixar de sentir na boca novamente o gosto amargo da injustiça e do arbítrio”, afirmou (...)
 Portal de noticias Terra;
"Não luto pelo meu mandato por vaidade, luto pela democracia", diz Dilma no Senado
Em discurso de cerca de 30 minutos, a presidenta faz sua defesa e é sabatinada por parlamentares, nesta segunda (29)
Cristiane Sampaio
Brasília (DF), 29 de Agosto de 2016 às 17:02
No roteiro da fala, destaque também para os programas sociais e as políticas de inclusão articuladas durante os governos do PT. / Agência Brasil.

"Não luto pelo meu mandato por vaidade ou por apego ao poder, como é próprio dos que não têm caráter, princípios ou utopias a conquistar. Luto pela democracia, pela verdade e pela justiça. Luto pelo povo do meu país, pelo seu bem-estar", disse a presidenta afastada Dilma Rousseff durante o discurso de defesa no Senado, na manhã desta segunda-feira (29).
A frase dá a dimensão do clima de ansiedade política e movimentação que polarizou o país, transpondo as fronteiras nacionais e atraindo holofotes das mais variadas partes do planeta, que hoje se concentram em Brasília (DF) e agitam o Planalto Central. Em discurso de cerca de 30 minutos, Dilma falou aos senadores e à nação durante a sessão que se arrasta desde as 9h40min e que pode se estender pela madrugada.

Entres os destaques do discurso, o escopo do previsível: críticas ao presidente interino Michel Temer e aos projetos de lei que viraram mantras na boca da base aliada do peemedebista, ao deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aos meios de comunicação de massa; e a reafirmação dos argumentos da defesa, que reitera a ausência de crime de responsabilidade praticado por Dilma e destaca o peso das provas colhidas durante o processo, o que daria ao impeachment um caráter "golpista", nas palavras de petistas e aliados.
No roteiro da fala, destaque também para os programas sociais e as políticas de inclusão articuladas durante os governos do Partido dos Trabalhadores (PT). "O que está em jogo não é só o meu mandato, e sim o respeito às urnas, à vontade soberana do povo brasileiro e à Constituição. O que está em jogo são as conquistas dos últimos 13 anos: os ganhos da população, das pessoas mais pobres e da classe média; a proteção às crianças; os jovens chegando às universidades e às escolas técnicas; a valorização do salário mínimo; os médicos atendendo a população; a realização do sonho da casa própria (…)    O que está em jogo é a autoestima dos brasileiros e brasileiras, que resistiram aos ataques dos pessimistas de plantão à capacidade do país de realizar, com sucesso, a Copa do Mundo e as Olimpíadas e Paraolimpíadas", discursou.
Edição: Simone Freire –ver matéria completa: Brasil de Fato.

domingo, 28 de agosto de 2016

A LUTA PELA PAZ

Colômbia vive expectativa do início de cessar-fogo definitivo com as Farc.

Acordo histórico entre o governo e guerrilha encerrará 52 anos de conflito.
População precisa aprovar a decisão em um plebiscito no dia 2 de outubro.
Da France Presse


Membros da 51ª frente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) patrulham uma região remota da Colombia (Foto: John Vizcaino/Reuters)

A Colômbia se preparava neste domingo (28) para iniciar o cessar-fogo definitivo com as Farc, após o histórico acordo alcançado entre o governo e essa guerrilha para encerrar 52 anos de conflito.
"Chegou o fim do conflito!", tuitou o presidente Juan Manuel Santos após assinar na sexta-feira o decreto para deter a ofensiva militar contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, marxistas), principal e mais antiga guerrilha do continente.
A medida começará a valer às 0h (2h de Brasília) de segunda-feira (29), cinco dias depois do encerramento das negociações de paz, que se desenvolveram desde novembro de 2012 em Cuba sem uma trégua armada na Colômbia.
Santos sempre se opôs a suspender a ofensiva militar contra as Farc, oficialmente com cerca de 7.500 combatentes, por considerar que fortaleceria os rebeldes.
Contudo, como gesto de compromisso com os diálogos, desde 20 de julho de 2015, as Farc sustentam um cessar-fogo unilateral, ao qual o governo respondeu com a suspensão dos bombardeios aéreos, embora sem deixar de combater grupos armados ilegais como esta guerrilha.
A paz "começa a se tornar realidade", publicou no Twitter Timoleón Jiménez, "Timochenko", como é conhecido Rodrigo Londoño, chefe máximo das Farc, quem, segundo meios colombianos neste domingo ordenará suas tropas, desde Havana, a tornar definitivo seu cessar-fogo.
- 'Um selo a mais no final do conflito' -"O cessar-fogo implica que realmente é colocado um selo a mais no final do conflito. É uma prova de fogo", disse à AFP Carlos Alfonso Velásquez, especialista em segurança da Universidade de La Sabana.
Para o acadêmico, contudo, "é praticamente um fato há um ano".
O último choque entre membros da força pública e guerrilheiros das Farc foi registrado no último 8 de julho, segundo o centro de análise Cerac, que monitora a violência de grupos armados na Colômbia.
"As Farc preparadas para o Dia D", informa o Cerac em seu último relatório.            Da France Presse
O comandante das Farc Iván Marquéz (esquerda) e o chefe da delegação de paz colombiana Humberto de la Calle (direita) apertam as mãos nesta quarta-feira (24) em Havana, Cuba, após assinarem o acordo definitivo de paz na Colômbia (Foto: YAMIL LAGE / AFP)
O presidente colombiano Juan Manuel Santos declara o cessar-fogo definitivo com as Farc em Bogotá, na Colômbia, nesta quinta-feira (25) (Foto: John Vizcaino/Reuters)
  (Foto: REUTERS/John Vizcaino)

FASE FINAL

Frentes populares montam acampamento contra o impeachment em Brasília
Protestos estão marcados para outras cidades; audiência de Dilma e votação final serão acompanhadas por movimentos
Redação
São Paulo (SP), 28 de Agosto de 2016
Diversos militantes de organizações das frentes Brasil Popular e Povo sem Medo iniciam montagem do acampamento / Foto: Divulgação/FBP

Uma resistência popular contra o golpe em curso no Congresso Nacional, é assim que se definem os militantes das frentes Brasil Popular e Povo sem Medo no Acampamento Nacional em Defesa Democracia e dos Direitos, que inicia neste domingo (28), em Brasília (DF).
Para acompanhar a audiência e o julgamento final do impeachment da presidenta Dilma Rousseff (DF) no Senado, na segunda (29) e terça (30), as articulações – que reúnem dezenas de movimentos populares e organizações sindicais e políticas – montam suas barracas e palco ao lado do estacionamento do ginásio Nilson Nelson, na capital federal.
São aguardados diversos ônibus com milhares de manifestantes de todo o Brasil. Números oficiais da quantidade de pessoas que participarão do acampamento ainda não foram divulgados.
Concentração
Pela manhã do domingo, as primeiras delegações começaram a chegar no local. Além disso, o acampamento recebeu a Assembleia da Classe Trabalhadora do Distrito Federal, organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), que completa 33 anos na data.
Em seguida, ocorreu um show do rapper GOG. Em uma fala que abordou a exclusão social e econômica das classes populares no Brasil, o músico afirmou: “A luta de classes começa na escola, e aqui no Brasil temos uma grade horária que pouco difere uma escola de uma prisão".
Ao longo do dia está prevista a chegada de mais ônibus de diversos estados e a organização das ações para os próximos dias.
Ver matéria completa: Brasil de Fato.

Manifestantes contra o impeachment acampam em Brasília

Movimentos sociais contrários ao impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff, cuja votação final deve ser concluída na próxima quarta-feira (30), começaram a levantar acampamento em Brasília neste domingo.

Brasília - Integrantes da CUT e da Frente Brasil Popular montam acampamento no estacionamento do ginásio Nilson Nelson, para acompanhar o julgamento final do processo do impeachment no Senado)
Foto: Agência Brasil
Machismo marca debate no plenário do Senado em processo de impeachment
Um dos exemplos é o do senador Cássio Cunha Lima, que se referiu às senadoras como "meninas", pedindo calma.
Cristiane Sampaio
Brasília (DF), 28 de Agosto de 2016 
As senadoras Gleisi Hoffman (esq.) e Vanessa Grazziotin (dir.) no segundo dia do julgamento final do impeachment / Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O preconceito de gênero foi um dos componentes que marcaram os primeiros dias do julgamento final do impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) no Senado Federal. Na sexta-feira (26), segundo dia dos trabalhos, um dos momentos de tensão entre defesa e acusação ocorreu quando o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PR) pediu calma às senadoras Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Gleisi Hoffmann (PT-PR). “Se acalmem, meninas”, disse em plenário, tentando suavizar a fala em seguida, afirmando que teria sido “elegante”.
“Nós ainda temos uma sociedade muito machista e até mesmo misógina. O fato de estarmos defendendo a presidenta nessa linha de frente – inclusive com argumentos, porque a gente vem aqui e debate o conteúdo – provoca essas reações. Lamento que certos colegas da Casa contribuam pra isso”, disse ao Brasil de Fato a senadora Gleisi Hoffmann.
Procurada pela reportagem para comentar o assunto, Vanessa Grazziotin também lamentou a postura do tucano. “Nunca tinha visto ele se referir a nós como ‘meninas’. (…) Esse tipo de coisa ocorre porque aqui a maioria é homem, então, eles se acham os proprietários do espaço, como se nós estivéssemos aqui por acaso”, afirmou
Ver matéria completa: Brasil de Fato.
De Cunha a Lewandowski: a linha do tempo do processo de impeachment
O pedido da oposição da Câmara foi aceito em 2 de dezembro, após a bancada do PT votar contra Cunha no Conselho de Ética.
Camila Rodrigues da Silva
Redação, 26 de Agosto de 2016.
Deputados contrários ao impeachment argumentam na Câmara de Deputados, no histórico dia 17 de abril / Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uma vingança. Assim foi interpretado pela base aliada de Dilma Rousseff a aceitação de Eduardo Cunha, então presidente da Câmara dos Deputados, do pedido de impeachment da presidenta da República protocolado pela oposição do governo.
Era 2 de dezembro do ano passado e, poucas horas antes, a bancada do PT na Casa havia decidido votar contra Cunha em um processo em que o peemedebista é acusado de quebra de decoro parlamentar por manter contas secretas no exterior e por ter mentido sobre a existência delas em depoimento à CPI da Petrobras, em 2015.

Ver matéria completa: Brasil de Fato.

Lula chega ao Alvorada para se encontrar com Dilma.

Ex-presidente também foi arrolado na lista de acompanhantes da presidente afastada para sessão do Senado nesta segunda (29)


Lula também foi arrolado na lista de acompanhantes da Dilma para a sessão da manhã desta segunda-feira (29).  Ver matéria completa: Jornal O Tempo.
Dilma e  os Movimentos Sociais: "Conto com vocês e Podem contar comigo".

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

IMPEACHMENT

“Estamos juntos nesta luta”, diz Dilma durante ato em Brasília.

Presidenta afastada participou do “Ato em defesa da democracia”, organizado pela Frente Brasil Popular nessa quarta (24).Cristiane Sampaio - Brasília (DF), 25 de Agosto de 2016.Dilma recebe flores do grupo "Rosas pela Democracia" durante ato em Brasília / Oliver Kornblihtt/ Mídia Ninja.
Centenas de pessoas lotaram o Teatro dos Bancários, em Brasília, na noite dessa quarta-feira (24) para demarcar apoio à presidenta afastada Dilma Rousseff durante o “Ato em defesa da democracia”. Organizado pela Frente Brasil Popular, o evento contou com a presença de parlamentares, ex-ministros e diversas entidades sociais.
Esse foi o último ato público de Dilma antes do julgamento final do processo de impeachment no Senado, que começa nesta quinta-feira (25) e se encerra na próxima semana. Após ser calorosamente recebida pelos presentes, ela discursou durante cerca de 30 minutos e se mostrou resistente diante das acusações, reiterando que não cometeu crime de responsabilidade. “Estão me condenando por algo fantástico, por um não crime”, bradou, embalada por gritos de guerra do público, que entoava frases como “Fora,Temer” e “Dilma, guerreira da pátria brasileira”.
Em resposta às recentes pressões e especulações vindas de setores mais conservadores da opinião pública, Dilma também afastou a possibilidade de renunciar ao cargo de presidenta. “Durante todo esse processo, houve muitos ataques à minha pessoa, usando aqueles instrumentos que eles usam sempre que querem atingir uma mulher. A renúncia era algo que eles achavam que ia acontecer porque eles têm um estereótipo da mulher na cabeça. Essa é sempre a primeira proposta que aparece e a última a sumir, mas eu não renuncio porque não cometi nenhum crime e nunca recebi dinheiro de corrupção”, reforçou.
Ela também fez uma comparação metafórica com os fatos políticos vividos pelo ex-presidente Getúlio Vargas. “Getúlio suicidou-se porque queria preservar a democracia no nosso país; ele sabia que ela estava em risco naquele momento. Mas nós somos responsáveis por termos construído um outro tempo histórico. E por que isso é importante? Porque hoje eu não tenho que renunciar, não tenho que me suicidar, não tenho que fugir pro Uruguai. É um outro momento, e nós contribuímos pra ele na base da democracia. Estamos juntos nesta luta”, discursou.
Ver matéria completa no : Brasil de Fato.
GOLPE
"No passado procuraram os militares; hoje, os juízes", afirma jurista.
Pedro Serrano, professor da PUC-SP, lança livro que debate ameaças à democracia na América Latina.
Rafael Tatemoto
Redação, 25 de Agosto de 2016 .
 Serrano: "O que se tem construído é a universalização da injustiça que é praticada contra os excluídos para parte dos incluídos" / Robson Cesco/Carta Capital.
Professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, Pedro Estevam Serrano dedicou seu pós-doutorado ao estudo de processos de ruptura democrática na América Latina. A pesquisa agora é lançada como livro - Autoritarismo e golpes na América Latina: breve ensaio sobre jurisdição e exceção (Alameda Editorial).
 Na obra, o autor aponta que, entre os séculos 20 e 21, há uma mudança de paradigma nos métodos pelo quais ocorre a escalada autoritária na região. "No passado, procuraram os militares. Hoje, procuram os juízes, promotores e delegados", afirma Serrado.

Confira abaixo a entrevista completa de Serrano ao Brasil de Fato.
Cortes, negociatas e desmonte: relembre 28 ações de Temer
Seja qual for o resultado da votação no Senado Federal, o governo interino de Michel Temer (PMDB) já deixou sua marca.
Rafael Tatemoto
Da Redação, 24 de Agosto de 2016 .
A gestão provisória também demonstra contradições no combate à corrupção e na capacidade de implementar as propostas econômicas / Arte: José Bruno Lima.

O pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff se aproxima da etapa final. O processo que se encerra – fruto de uma complexa crise política com poucos paralelos na história nacional – será acompanhado em detalhes pelo Brasil de Fato. A partir desta quarta-feira (24), acompanhe a série Democracia por um Fio, com conteúdos especiais para analisar este momento do país e os interesses que estão em jogo.

Seja qual for o resultado da decisão do Senado Federal, o governo interino de Michel Temer (PMDB) já deixou sua marca. Não só pelas medidas que tomou, mas também pelas discussões e propostas que levantou em poucos meses: cortes em políticas públicas, debates sobre “reformas” com perdas para os trabalhadores e anúncio de medidas consideradas drásticas. Por outro lado, a gestão provisória também demonstra contradições no combate à corrupção e na capacidade de implementar as propostas econômicas.

Em pouco mais 100 dias, o peemedebista já deu mostras do que pode ser um possível mandato por ele comandado. Confira  uma seleção de matérias publicadas pelo Brasil de Fato nesse período, dividida por eixos temáticos, incluindo medidas adotadas, discutidas ou apoiadas por Temer e seus aliados, além de movimentações políticas e mobilizações da sociedade em resposta aos retrocessos propostos pelo interino.

Ver matéria completa no : Brasil de Fato.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Em último ato antes de julgamento,Dilma reitera que não cometeu crime.


Presidente afastada se reuniu nesta quarta (24) com movimentos sociais.
Sessão para julgamento final dela começará na manhã desta quinta (25).
Filipe MatosoDo G1, em Brasília - 24/08/2016 

A presidente afastada Dilma Rousseff em ato contra o impeachment em Brasília (Foto: Filipe Matoso / G1)

No último ato com público antes de o Senado iniciar o julgamento final do processo de impeachment, a presidente afastada Dilma Rousseff reiterou nesta quarta-feira (24) que não cometeu crime, disse que seus adversários estão “rasgando a Constituição” e voltou a dizer que não renunciará ao mandato.

A sessão destinada ao julgamento final da petista começará na manhã desta quinta (25), e só será concluída somente na próxima semana. O depoimento de Dilma aos senadores está previsto para segunda-feira (29).
“[O processo de impeachment] não tem tanques, não tem armas, só uma arma discreta, que rasga a Constituição. Estão rasgando a Constituição. Estão me condenando por algo fantástico, que é um ‘não crime’. Eu não cometi crime”, disse Dilma.

“Nós respeitamos as instituições, não os golpistas. É diferente. E nós temos de saber viver num regime democrático. Temos de usar todos os instrumentos. Temos de ser capazes de resgatar a democracia. Porque um golpe desse tipo, mesmo que ainda não concluído, e todos esperamos que não se conclua, deixa marcas profundas. E qual é a principal? A ruptura democrática”, acrescentou a petista no “Ato em defesa da democracia com Dilma”, realizado em Brasília.
Em uma fala que durou cerca de 30 minutos, a presidente afastada relembrou o período em que ficou presa durante o regime militar e disse que lutará contra o impeachment “com a mesma força que lutei um dia lá atrás”.
Em outro trecho do discurso, Dilma disse que a democracia brasileira “não caiu do céu e não surgiu do nada”. Ela relembrou o suicídio do ex-presidente Getúlio Vargas e disse que, à época, a atitude dele “impediu a ruptura democrática”. “Mas hoje eu não tenho de renunciar, eu não tenho de me suicidar. Não tenho de fugir para o Uruguai. É um outro momento”, observou.
“Neste processo, sabemos que teremos que continuar lutando. Podem contar comigo! Eu conto com vocês”, concluiu.
Ver matéria completa no G1.
Lula diz que Dilma vai se expor a Judas no Senado: 'História muitas vezes demora séculos para julgar'

Em entrevista à BBC, ex-presidente diz que não deve pedido de desculpas por escândalos: 'Eu não. Quem tem que pedir desculpas é quem está inventando acusações'.
Júlia Dias CarneiroEnviada especial da BBC Brasil  - 19/08/2016  
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista à BBC (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)  
A menos de uma semana do início do julgamento final da presidente Dilma Rousseff no Senado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz ter "esperança" em uma vitória, embora às vezes fale como se o afastamento da sucessora estivesse consumado.
Em entrevista à BBC Brasil, Lula disse apostar no julgamento da história. "Às vezes a história demora séculos para julgar e eu trabalho com isso. A história não termina dia 29. Ela começa dia 29."
Sem citar nomes, Lula diz que Dilma irá se "expor corajosamente" no Senado "para que o Judas Iscariotes  possa acusá-la na frente dela". Afirma que o presidente interino, Michel Temer, é constitucionalista e "sabe" que a antecessora é vítima de um "golpe parlamentar".                                                                              Ver matéria completa na BBC Brasil.

Midia NINJAConta verificada‏@MidiaNINJA
Cada um tem a faixa que merece! 100% Judas #ForaTemer