sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Manifestantes são detidos durante passagem da tocha por Niterói.

Protestos na cidade chegaram a modificar trajeto do símbolo.
Em um dos atos polícia chegou a usar spray contra os manifestantes
.

  (Foto: Leo Correa/AP).
Pelo menos três pessoas foram detidas durante a passagem da tocha olímpica por Niterói, Região Metropolitana do Rio, nesta terça-feira (2). Eles teriam tentado prejudicar o revezamento do símbolo olímpico e foram conduzidos para a 74ª DP (Alcântara).
Em um dos trechos pelos quais a tocha passou em Niterói a Polícia Militar chegou a fazer uso de spray de pimenta para conter os manifestantes.
Conforme informou o Globoesporte.com, por causa dos protestos, alguns trechos do revezamento foram pulados e condutores foram realocados, devido às manifestações.
Por volta das 20h30, o revezamento chegou a ser interrompido na cidade após 
três bombas de pequeno porte serem arremessadas em direção ao condutor da tocha 
três bombas de pequeno porte serem arremessadas em direção ao condutor da tocha.
Policiais e manifestantes se enfrentam durante protesto contra o dinheiro gasto na estrutura para os Jogos do Rio, na rota da tocha olímpica em Niterói (RJ) (Foto: Leo Correa/AP)
O símbolo que conduz a chama olímpica vai atravessar a Baía de Guanabara nesta quarta-feira (3). Da capital, ela vai direto para o centro do Rio e depois Baixada Fluminense.
 G1 noticias.


  Tetraplégica, Lais Souza conduz tocha de pé e emociona público em SP

24.07.2016 13h03
Laís Souza, ex-ginasta, usou uma cadeira diferente para participar do revezamento da -: Twitter/Rio 2016
Adriano Wilkson
Do UOL, em São Paulo
A ex-ginasta Lais Souza usou uma cadeira de rodas especial para ficar de pé e conduzir a tocha olímpica neste domingo, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
Ela perdeu os movimentos dos braços e das pernas depois de um acidente de esqui em 2014, na preparação para as Olimpíadas de Inverno. Neste domingo, ela emocionou o público ao conduzir a chama olímpica por cerca de 200 metros dentro do principal parque da cidade.
"Guerreira!" e "força, Laís" foram as frases mais gritadas ao longo do percurso. A cada momento o público aplaudia a ex-ginasta, que teve a ajuda de seu cuidador William Campi e de seu pai Antônio Souza, que segurou a tocha, já que Lais não conseguiria.
"Eu fiquei muito emocionada quando as pessoas gritaram meu nome. Treinamos muito pra que desse tudo certo", disse Lais, de 27 anos, depois do trajeto.
    Do UOL, em São Paulo-ver matéria completa.

Condutor da tocha olímpica baixa as calças em protesto contra Temer.

O músico Tarcísio Cisão, abaixou a bermuda e exibiu as palavras "Fora Temer" , escritas nas nádegas, vestido com um biquini de oncinha; em Duque de Caxias, professores também protestaram.

Caso aconteceu na passagem da tocha pelo Rio de Janeiro
PUBLICADO EM 03/08/16 -AGÊNCIA BRASIL
Depois de percorrer mais de 300 cidades em todo o país, a Tocha Olímpica chegou nesta quarta-feira (3) à cidade do Rio de Janeiro, sede dos Jogos Olimpícos. Na passagem pela zona portuária, o revezamento da chama foi marcado pelo protesto de um dos condutores que baixou as calças para exibir o "Fora Temer", escrito nas nádegas. 
A tocha chegou à Escola Naval, trazida de barco pelas águas da Baía de Guanabara pelos velejadores Torben e Lars Grael, que a entregaram ao prefeito Eduardo Paes. Na passagem pela zona portuária, o revezamento da chama foi marcado pelo protesto de um condutor contra o presidente interino, Michel Temer.
Jornal O Tempo.
Sebastião de Oliveira comanda uma escolinha de badminton na comunidade da Chacrinha. #TourDaTocha https://t.co/tmbyQJKiRX -centro do Rio.
De cadeira de rodas, Zagallo emociona público ao participar do ]revezamento da tocha olímpica. G1 noticias.
Aos 84 anos, Velho Lobo conduziu a chama na Zona Oeste do Rio de Janeiro.


G1 Noticias.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Marcha dos Atletas denuncia violação do direito ao esporte no Rio de Janeiro

Ato destacou que valores que envolvem a prática esportiva foram violados na preparação para as olimpíadas
Gilka Resende e Thiago Mendes, do Coletivo de Comunicação da Jornada de Lutas Rio 2016 - Os Jogos da Exclusão
Rio de Janeiro (RJ), 03 de Agosto de 2016.

Eneida Freire e dois jovens atletas que não têm onde treinar na “cidade olímpica”. / Rosilene Miliotti / FASE
Entre os que se abrigavam da chuva em uma marquise no Centro do Rio de Janeiro, estava Eneida Freire, mulher que dedica sua vida, desde os 14 anos, ao atletismo. Ela, assim como as cerca de 50 pessoas que participaram da Marcha dos Atletas pelo Direito ao Esporte e à Cidade, na noite dessa terça-feira (2), estavam encharcados. Nem por isso deixaram de caminhar do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), no Largo de São Francisco, costurando ruas até chegarem às escadarias da Câmara dos Vereadores, na Cinelândia, no Centro do Rio. Questionada sobre o que a cidade tem de olímpica, Eneida é direta: “Nada! Atletas 
levaram 10 anos para conseguir índices olímpicos. Mas não foram premiados, foram punidos. Conheço pelo menos cinco que tinham condição de estar nos jogos porque foram obrigados a deixaram de onde treinar”, conta Eneida sem conter o choro.

Com apitos e faixas, os manifestantes da atividade, que integra a Jornada de Lutas Rio 2016 — Os Jogos da Exclusão, chamaram atenção para violações de direitos com gritos como “não vai ter tocha” e “olimpíada”, denunciando a “privatização da cidade” e o o fato de “equipamentos públicos esportivos estarem fechados ou sucateados”. O estádio a que Eneida se refere, por exemplo, não funciona desde a Copa das Confederações, em 2013. Por lá, passavam cerca de 800 pessoas todos os dias, entre crianças de programas sociais, atletas olímpicos, paralímpicos e amadores, que dividiam em oito raias. Somente Edneida treinava cerca de 80 crianças. “Ele era o único equipamento social e público e, nesse momento, poderia ajudar nas olimpíadas. Mas estamos na rua. Sem o Estádio, as equipes internacionais estão treinando em outros estados, como São Paulo e Minas Gerais”, relata ela, que diz se sentir uma “atleta sem-teto”.
“Esses meninos amam o atletismo. Sabe qual é o sonho deles? É o mesmo da maioria dos atletas no Brasil. Serem atletas olímpicos! Mas essa situação de abandono do esporte prejudica. O estádio era a primeira ou mesmo a última porta de entrada para muitas crianças. Agora, elas têm apenas praças e parques para treinarem, onde faltam até banheiros. É mais complicado treinar na rua. Você lança um dardo e ele fica preso na árvore. Certa vez um peso foi arremessado e entrou num buraco com lama, nunca mais saiu de lá”, detalha a educadora, que já foi campeã brasileira de pentatlo, modalidade desportiva composta por cinco provas, no próprio Célio de Barros.
Ver matéria na íntegra: Brasil de Fato.


Em artigo publicado na terça (2), a revista americana "Time" fala sobre o “esquecido legado” da escravidão que obscurece a Olimpíada. O texto conta como mais de 2 milhões de negros trazidos da África como escravos desembarcaram no Rio de Janeiro 
e como a cidade, que teve um dos maiores portos de movimentação de escravos no mundo, foi influenciada por isso.

O artigo faz ainda uma conexão com a violência policial aos negros, ao lembrar que em 1809 foi formada a Divisão Militar da Guarda da Polícia Real, uma percussora da atual Polícia Militar, e que era famosa pelos espancamentos públicos de escravos. 

Ele também lembra que a primeira favela carioca, no Morro da Previdência, surgiu em 1897 com a concentração de uma comunidade de ex-escravos e veteranos de uma recente guerra civil, todos muito pobres para se estabelecerem longe do porto e mais perto do centro. Também naquela região, na Pedra do Sal, aos pés de uma rocha de onde escravos descarregavam sal, teria origem a variante carioca do samba. 

A revista fala ainda sobre a divisão que se manteve mesmo após o fim da escravidão e sobre os temores de que obras de regeneração da região poderiam descaracterizar a herança cultural dos negros.

Além disso, destaca que em 2014 o dono de um hotel no Rio de Janeiro foi acusado de manter funcionários em “condições análogas à escravidão”, o que cita como um caso típico na luta do Brasil contra a escravidão moderna.                                     Brasil de Fato

Excluir religiões africanas de festa olímpica é manifestação mundial de racismo


Para Cida Abreu, ativista do movimento negro, exclusão das religiões de matriz africana do centro ecumênico da Vila Olímpica reforça a intolerância religiosa.

“Legado das Olimpíadas para o povo pobre é sangue”, diz mãe que perdeu filho.


Johnatha de Oliveira Lima, de 19 anos, foi assassinado por PMs da UPP com um tiro nas costas em 2014.
Victor Labaki -Revista Fórum, 02 de Agosto de 2016 .Desde 2009, ano em que a cidade do Rio de Janeiro foi escolhida como sede dos Jogos Olímpicos, aproximadamente 2.600 pessoas foram assassinadas por agentes do estado. / Reprodução/Facebook
Se na Grécia Antiga as Olimpíadas eram uma ocasião em que todas as guerras eram suspensas e os inimigos toleravam uns aos outros em nome de uma chamada “trégua olímpica”, no Brasil a desejada paz e tranquilidade do Rio de Janeiro, cidade escolhida para ser o palco das competições, foi feita com assassinatos em massa e violações de direitos contra a população pobre da periferia.
Desde 2009, ano em que a cidade do Rio de Janeiro foi escolhida como sede dos Jogos Olímpicos, aproximadamente 2.600 pessoas foram assassinadas por agentes do estado. A estimativa foi feita pela Anistia Internacional com base em números do Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro (ISP).
“Apesar da promessa de legado de uma cidade segura para sediar os Jogos Olímpicos, as mortes decorrentes de operações policiais tem crescido progressivamente nos últimos anos no Rio. E também assistimos, durante a repressão aos protestos, pessoas gravemente feridas por balas de borracha, bombas de efeito moral e até mesmo armas de fogo usadas pelas forças policiais”, afirmou Atila Roque, Diretor Executivo da Anistia Internacional Brasil, em abril deste ano.
Ver matéria completa : Brasil de Fato.
"Assalto" de Gisele Bündchen na abertura das Olimpíadas expõe “a paz dos túmulos”
Após   críticas nas redes sociais, encenação foi excluída da abertura dos Jogos
Juliana Gonçalves
São Paulo (SP), 03 de Agosto de 2016 .


 Imagem de ato realizado em maio deste ano no Rio, em protesto pelo assassinato de 5 jovens mortos pela Polícia Militar com 111 tiros de fuzil / André Miguez/Mídia Coletiva
Ao som da música “Garota de Ipanema”, Gisele Bündchen desfila pelas ruas cariocas quando é abordada por uma criança que tenta assaltá-la. Prontamente, policiais surgem para defendê-la. Gisele se coloca, porém, entre a polícia e o suposto assaltante e todos se abraçam e dançam no final.  A proposta dessa cena que faria parte da abertura dos Jogos Olímpicos seria passar uma mensagem de paz. Mas a serviço de quem estaria essa paz?
Na prosa do escritor pernambucano Marcelino Freire, há um texto que versa sobre a paz como uma farsa. “A paz não resolve nada. A paz fica bonita na televisão. A paz tem hora marcada. Vem governador participar. E prefeito. E senador. E até jogador… A paz é muito branca. A paz é pálida. A paz precisa de sangue”, sentenciou ele.

Para o pesquisador, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e coordenador do Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC/MG (Nesp) Robson Sávio, o discurso da paz muitas vezes é usado para criar uma cortina de fumaça e camuflar a seletividade da violência que ocorre hoje no Rio de Janeiro. “A cidade do Rio de Janeiro é a síntese dos dramas de uma sociedade desigual e repleta de injustiças ratificadas inclusive pela justiça criminal”, conta.
Sávio avalia que trazer uma criança nesse papel revela uma clara tentativa de criminalizar a infância, em especial a pobre, negra e periférica. ”O discurso da paz é da paz dos túmulos. Assim, não se explicita as graves violências praticadas no país, inclusive pelo Estado”, afirma Sávio.
Pouco se falou sobre a cor do menino que interpretava o assaltante, mas diversos veículos da imprensa o tacharam de “pivete”. 
Ver matéria completa : Brasil de Fato.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Direita em Curitiba

No vídeo, a atriz fala: “Vocês não são democráticos". Com raiva, uma mulher grita: “Comunista, cria vergonha", e "puta"

Camilla Hoshino -Curitiba (PR), 


A atriz e cantora Leticia Sabatella foi agredida na tarde deste domingo (31) durante a manifestação pró-impeachment em Curitiba (PR). Após o episódio, ela publicou um vídeo no Instagram que mostra o momento em que vários policiais militares cercam a atriz para que manifestantes não a agridam. “Não fui provocar ninguém, passava pela praça antes de começar a manifestação e parei pra conversar com uma senhora. Meu erro. Preocupa esta falta de democracia no nosso Brasil. Eles não sabem o que fazem”, escreveu Sabatella em um post na rede social.
No vídeo, a atriz fala: “Vocês não são democráticos". Com raiva, uma mulher grita: “Comunista, cria vergonha. Nossa bandeira jamais será vermelha. Sem vergonha, acabou a mamata pra vocês. Chora petista”. Um homem que passa vai em direção à atriz e a chama de “puta”. É possível escutar alguém que diz ao homem: “Isso é misógino”.
Os agressores estão vestidos com camisetas do Brasil e com a mensagem “república de Curitiba”, óculos escuros, faixas na cabeça com as cores verde e amarela, e portam a bandeira brasileira. “Vai embora daqui”, diz um senhor que empurra o celular com o qual a atriz grava a cena, chegando próximo a seu rosto.
Desde o início do processo de impeachment, Sabatella vem se posicionando em defesa da democracia e contra o golpe, além de pedir imparcialidade da Justiça e avanços a todas as esferas no combate à corrupção. Junto a outros artistas, ela lançou a campanha "Canta a Democracia". No último mês de março, ela também declarou que condena a "polarização" e "esse ódio instaurado".
O ato na capital paranaense faz parte da mobilização nacional organizada pelo Movimento Vem Pra Rua, em apoio ao impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff. A cena da agressão foi gravada em frente ao Teatro Guaíra, na Praça Santos Andrade. Em contrapartida, nos próximos dias, o local receberá o evento nacional “Circo da Democracia”, que irá reunir artistas, políticos, ativistas e intelectuais do Paraná e de todo o Brasil em defesa da democracia e contra o golpe institucional em curso. O palco do evento já está montado na praça e organizadores pedem reforço para que não seja atacado por manifestantes da direita.
*Edição: Vivian Fernandes -Brasil de Fato.

Ato Fora Temer

“Acho que as manifestações deles [movimento Vem Pra Rua] no fim deve ter sido muito ruim. A manifestação na Praça do Homem Nú, contra o Temer, foi muito mais amorosa, muito mais acolhedora. Quando eu cheguei lá as pessoas estavam felizes, estavam falando, protestando, comentando. Mas ali [na Santos Andrade] a energia que eles criaram, ninguém fica feliz depois daquilo”, opina Letícia Sabatella sobre o clima dos dois atos. 

Manifestante presente no ato "Fora Temer". (Foto: Gabriel Deitrich) 
A diversidade de cores e formas de manifestação marcaram o ato “Fora Temer”, organizado pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, com participação massiva de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST, pessoas LGBTT e integrantes de movimentos culturais. A bandeira do Brasil também esteve presente, somada ao vermelho e ao colorido presentes nos estandartes e faixas. A manifestação teve início na Praça 19 de Dezembro, às 15h, e seguiu para a Praça Tiradentes, ocupando a Rua Cândido de Abreu.
Ato "Fora Temer" reunir cerca de 3 mil pessoas. (Foto: Gabriel Deitrich) 
Cristiane Oliveira, que trabalha como educadora social com jovens da periferia de Curitiba, e também é militante da Pastoral Afro, afirma a importância da unidade entre vários segmentos. "Para mim, é como se eu tivesse pegado energia e força com as pessoas que estão aqui. Diante de tanta injustiça e exclusão do povo, a gente vem num ato como este se sente fortalecida", garante a professora.
Por uma cultura democrática
Jessica Candal Sata trabalha com audiovisual, faz parte do Conselho Municipal de Cultura e integra o movimento Cultura Resiste, um dos que compuseram a mobilização “Fora Temer”. Ela afirma que, apesar de ter voltado atrás na tentativa de desmanche do Ministério da Cultura, o governo interino não garantirá políticas públicas para uma cultura democrática e popular. Confirmação disso é a dificuldade em dar andamento ao Sistema Nacional da Cultura.
"É como se fosse um SUS da cultura, que era para unificar todas as políticas públicas, para tornar a cultura muito mais democrática. Isso está em andamento, a gente precisa implementar, e com este governo isso não vai acontecer", opina a militante, sobre a política aprovada em 2012, durante primeiro mandato do governo Dilma Rousseff.
 Brasil de Fato.

Belo Horizonte

Manifestantes saem às ruas da capital mineira em ato "Fora Temer". 
Foto: Mídia Ninja - Brasil de Fato.
LUCIENE CÂMARA
CAROLINA CAETANO
Cerca de quatro mil pessoas, segundo organizadores, se reuniram na praça Sete, no centro de Belo Horizonte, neste domingo (31) e manifestaram contra o presidente em exercício Michel Temer. O ato foi pacífico e reuniu movimentos sociais, como de luta pela moradia e igualdade racial.
O presidente da frente “Povo Sem Medo”, Leonardo Péricles, afirmou que o movimento tende a crescer a medida que se aproxima o impeachment da Dilma.
Jornal o Tempo.
Goiania (GO)
Protesto contra o governo interino de Michel Temer ocorre também em Goiânia. A ação é organizada pela Frente Povo Sem Medo, que tem como principal força o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto. 

Foto: Mídia Ninja

Planaltina (DF)

Ato contra o presidente interino Michel Temer ocorre na manhã deste domingo (31), em Planaltina. Os manifestantes tem como bandeira o #ForaTemer, em ato convocado pela Frente Povo Sem Medo. 
Foto: Mídia Ninja
 Brasil de Fato.

Próximo à decisão do Senado, esquerda faz manifestação maior que direita em São Paulo

Grupos favoráveis e contra o impeachment realizaram protestos na cidade neste domingo (31)

São Paulo (SP), Brasil de Fato.
Ato da esquerda no Largo da Batata reuniu 60 mil pessoas, segundo organizadores / Gisele Brito

A cidade de São Paulo (SP) presenciou duas manifestações políticas neste domingo (31), semanas antes da data prevista para a decisão final do Senado sobre o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. De um lado, grupos que defendem o afastamento da petista se reuniram na avenida Paulista. De outro, com maior número de participantes, os movimentos que compõe a Frente Povo Sem Medo iniciaram sua manifestação no Largo da Batata, zona oeste da capital paulista.

Enquanto a direita pedia a confirmação do impeachment de Dilma, a Povo Sem medo exigia a saída de Michel Temer (PMDB).
Esquerda
Segundo a Frente Povo Sem Medo, 60 mil pessoas estiveram presentes no protesto. A Polícia Militar não divulgou estimativas. O mote da mobilização foi o “Fora Temer” e “o povo deve decidir”, em referência à ideia de um plebiscito sobre a convocação de novas eleições. Ainda que a última proposta tenha sido evocada em muitos momentos, não era consenso entre os presentes no ato.
Mauro Gonçalves, pedreiro, falou que acha que “eleição não adianta”. Para ele, “tem que sair esses safados que estão aí, e entrar quem se preocupe com o povo”. Além dele, um grupo carregava uma faixa com a frase “Volta, Querida”, em referência à presidenta afastada.
Já Rosa Gusmões, professora, falou acredita que o melhor seriam novas eleições, porque o povo poderia decidir, e “o melhor não seria o Temer e o grupo dele”.
Na abertura do protesto, Guilherme Boulos, coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), declarou: “Vamos ter que reinventar os caminhos da esquerda, caminhando por aí. O único passo possível agora é com o povo, e esse passo só se consolida na rua”.
Brasil de Fato.

Agressão a Letícia Sabatella aponta caráter antidemocrático de ato da direita

“Sinto muito por eles estarem vendo as coisas dessa maneira, com tanto ódio", lamentou a artista, sobre os agressores.
Brasil de Fato.
De Curitiba (PR) , 
Leticia Sabatella registrou Boletim de Ocorrência por volta das 22h, na 1ª Distrito Policial de Curitiba. Ao seu lado está o advogado Nasser Ahmad Allan. / Joka Madruga/Terra Sem Males
Há menos de um quilômetro de distância, manifestações pró e contra o governo interino de Michel Temer (PMDB) ocuparam simultaneamente o Centro de Curitiba, na tarde deste domingo (31). O ato mobilizado pelo movimento Vem Pra Rua, a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, estava recheado de cartazes e faixas com as frases "Intervenção militar já" e "FFAA salve-nos do comunismo".

Fato. “Sinto muito por eles estarem vendo as coisas dessa maneira, com tanto ódio", lamentou.
Sabatella e acompanhada da mãe, no 1º Distrito Policial de Curitiba (Fotos: Foka Madruga, do Terra Sem Males)
“Neste momento tem tantas pessoas que, de algum modo, estão sofrendo consequências desse golpe que está acontecendo no Brasil”, e cita como exemplo injustiças, prisões, mortes de indígenas Guarani Kaiowá e trabalhadores rurais sem-terra.
Brasil de Fato.




quarta-feira, 27 de julho de 2016

Congresso : Teto de gastos públicos abre as portas para redução do papel do Estado


Segundo opositores, PEC possibilita sucatear a Saúde, a Educação e a Previdência. O "saco de maldades" deve ser aberto pós-eleições municipais
por Rodrigo Martins* — publicado 21/07/2016 .
 Marcelo Camargo/Agência Brasil  - Carta Capital


A campanha da Fiesp colou: oito em cada dez brasileiros acreditam que o governo gasta demais.
O pato da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) parece ter vencido a batalha ideológica. A grande maioria da população encampou a tese de que o Estado brasileiro gasta demais, e não precisa aumentar os impostos para melhorar a qualidade dos serviços públicos.

Em recente pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), oito em cada dez entrevistados manifestaram apoio à redução das despesas do governo, de forma a diminuir os déficits orçamentários. Rejeitam, porém, qualquer sinalização de aumento de tributos.O levantamento deve servir de justificativa para a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional que fixa um teto para os gastos públicos, encaminhada ao Congresso pelo governo interino em junho.Formatado pela equipe econômica de Michel Temer, o texto prevê que os gastos públicos não podem crescer acima da inflação acumulada no ano anterior. Válida por duas décadas, a regra não poderia ser alterada antes de seu décimo ano de vigência.
Na prática, o congelamento do orçamento pode gerar graves problemas para o financiamento da Saúde, da Educação e da Previdência Social, alerta a deputada Jandira Feghali (PCdoB), líder da Minoria na Câmara. “Com isso, o governo golpista busca criar uma situação para justificar a desvinculação de receitas, induzir as privatizações, bem como a Reforma da Previdência, com a retirada de direitos dos trabalhadores”.

A condução do “bode para a sala”
Aprovado em 2014, o Plano Nacional de Educação prevê aumentar os investimentos no setor para 10% do PIB até 2024. Atualmente, as despesas equivalem a 6,1%. Na área da Saúde, o governo federal é obrigado a investir o montante aplicado do ano anterior, acrescido da variação percentual do PIB no período.

Tratam-se de despesas obrigatórias, cuja vinculação foi aprovada pelo Congresso justamente para superar o histórico subfinanciamento dessas duas áreas. “Há tempos, os gastos com saúde e educação crescem muito acima da inflação, até pelo aumento da demanda por esses serviços públicos”, afirma o deputado petista Paulo Teixeira.

A fixação de um teto para os gastos públicos não apenas ameaça o cumprimento dessas metas, como abre caminho para o governo reduzir ou acabar com essas despesas obrigatórias, emenda o deputado Ivan Valente, líder do PSOL na Câmara.
“É a velha tática de levar o bode para a sala”, diz Valente. “A tendência é espremer cada vez mais as despesas, com inevitável queda na qualidade dos serviços públicos. Para compensar, vão lançar mão de um mega pacote de privatizações, que irá dilapidar o patrimônio público. As consequências para a população serão desastrosas.”
Ver matéria na íntegra:  Carta Capital.

Centrais sindicais vão discutir reforma trabalhista com o governo.

Grupo será criado para debater legislação trabalhista e desemprego.
Ministro do Trabalho quer propor mudanças na
 na lei trabalhista até fim do ano.

 

O governo e as centrais sindicais anunciaram nesta quarta-feira (27) a criação de um grupo de trabalho para debater a atualização da legislação trabalhista e medidas contra o desemprego. A decisão foi informada pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, após reunião com sindicalistas em Brasília.
Participaram representantes da Força Sindical, da Nova Central Sindical, da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB). Não estavam presentes no encontro a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB).

Na semana passada, o ministro informou que o governo vai encaminhar ao Congresso, até o fim do ano, propostas para a reforma trabalhista e para regulamentar o processo de terceirização no país. Ainda deve fazer parte do pacote um projeto para tornar permanente o Programa de Proteção ao Emprego, criado na gestão de Dilma Rousseff em caráter provisório.
Ver  matéria completa: G1 noticias.