terça-feira, 22 de novembro de 2016

CRISE ECONÔMICA

 Servidores do Rio prometem greve geral para barrar "pacote de maldades" de Pezão.

Segundo comissão de trabalhadores, caso proposta de ajuste não seja suspensa, será promovida uma greve geral no estado
Mariana Pitasse
Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ), 22 de Novembro de 2016 às 18:00
Servidores protestaram nos arredores do Palácio Tiradentes, no centro do Rio / Tânia Rêgo/Agência Brasil

Mais uma vez, os servidores públicos do estado do Rio de Janeiro se reuniram em frente à Assembléia Legislativa (Alerj), no centro da cidade, para protestar contra as medidas anunciadas pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) nas últimas semanas. Enquanto aproximadamente duas mil pessoas se manifestavam nos arredores do Palácio Tiradentes, uma comissão formada por servidores, aposentados  e pensionistas apresentou as propostas do grupo para a crise do estado ao presidente da Câmara dos Deputados, Jorge Picciani (PMDB).
A comissão, formada por representantes de mais de 23 categorias, pediu a suspensão integral do pacote de ajuste fiscal apresentado por Pezão. Após a reunião, foi anunciado um novo encontro com Picciani, além de mais um protesto em frente à Alerj, na próxima terça-feira (29). Segundo membros da comissão de servidores, caso a reivindicação não seja aceita, será promovida uma greve geral no estado.
“Hoje temos servidores e aposentados passando fome e sem dinheiro para comprar seus remédios. Exigir que a nossa contribuição aumente não vai melhorar a crise do estado. Isso só vai acontecer se essa corja que ocupa o governo sair. Então, vamos seguir em luta”, afirmou José Martins, servidor da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae).

Além do ajuste fiscal, chamado de “pacote de maldades”, que está em fase de apreciação pelos deputados estaduais, o governo do estado também dividiu em sete parcelas o salário dos servidores referente ao mês outubro, sendo que a última delas será paga somente em dezembro. As três primeiras parcelas pagas até agora não superam R$ 1 mil, o que está causando sérios prejuízos aos servidores, aposentados e pensionistas do estado.
Ver matéria completa no Brasil de Fato.

CONTRADIÇÃO
Governo não pratica o teto
Michel Temer quer aprovar limite de gastos durante 20 anos, mas abre a torneira em 2016

         
Mordomia. Mendonça Filho abriu licitação para comprar lanches nos voos que ele fizer pela FAB
PUBLICADO EM 21/11/16 - 03h00
LUCAS RAGAZZI
Apesar de defender que a única saída para a crise econômica do país seja um planejamento de austeridade e de corte de gastos, o governo de Michel Temer (PMDB) tem adotado medidas que contradizem o discurso de contenção de despesas públicas.

O aumento dos valores despendidos em publicidade, compras luxuosas, reajustes salariais a servidores e criação de novos cargos comissionados contrasta com o que é pregado pelo Palácio do Planalto.

Segundo estudo da Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados, as despesas feitas pelo governo federal neste ano serão quase 14% maiores do que os gastos feitos em 2015. No ano passado, os gastos do governo ficaram em R$ 1,05 trilhão. Neste ano, a previsão é que alcancem R$ 1,2 trilhão. A diferença representa aproximadamente R$ 150 bilhões a mais nos gastos pela gestão de Temer.

Buscando uma aprovação e uma confiança maior, a União também ampliou os gastos com publicidade, que, só no primeiro semestre, aumentaram 56% em comparação ao mesmo período de 2015. As despesas na área pularam de R$ 366,5 milhões para R$ 572 milhões.

Para Hélio Berni, economista e professor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), o governo não pode se esquecer dos motivos que o levaram a propor a PEC do Teto dos Gastos. “Se o objetivo é controlar o gasto público, não faz sentido aprovar e promover esses aumentos. Para ter apoio, o governo precisa dar demonstrações de austeridade própria. O mercado não vê isso com bons olhos”, conta o economista.

Berni argumenta que o aumento desenfreado de despesas em um período de crise também prejudica a relação com investidores. “Mesmo que este tipo de gasto não tenha a relevância que a PEC propõe, a atitude gera desconfiança nos investidores, em quem pensa em colocar dinheiro no país e gerar emprego”, diz.

A onda de aumentos nos gastos também atinge despesas secundárias. Na semana passada, o Ministério da Educação, por exemplo, divulgou um edital de licitação em que propunha gastar até R$ 198 mil por ano com as refeições do ministro Mendonça Filho (DEM) e de sua equipe enquanto faziam viagens nos aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).

A crise econômica também não impediu que representantes do governo no Congresso apoiassem reajustes para categorias. No final de outubro, o bloco governista votou pelo aumento salarial nas carreiras do Judiciário. O impacto deste tipo de aumento pode levar ao acréscimo de gastos públicos de até R$ 2 bilhões.

Para o cientista político Paulo Roberto Figueira Leal, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), o aumento nos gastos seria uma “prova” de que a PEC é, na verdade, ideológica, e não uma proposta real pensando no país: “Essa proposta é inteiramente dedicada ao mercado financeiro. Nossos gastos com saúde e educação, por exemplo, são muito menores do que com o pagamento da dívida. A PEC não está preocupada em controlar gastos, e sim em garantir os pagamentos da dívida”.

A própria administração federal não tem dado demonstrações de austeridade no trato com o dinheiro público. Nos últimos quatro meses, os gastos com o cartão corporativo do governo – que totalizam R$ 24 milhões – já superaram o valor total usado no primeiro semestre, de R$ 22 milhões. (...)


Ver matéria completa no jornal O Tempo.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Mosaico cultural

Há 35 anos, partia Mestre Pastinha, criador da capoeira de Angola.
Pastinha dedicou sua vida a defender, divulgar e ensinar uma das expressões culturais mais fortes do Brasil.               Mauro Ramos . Brasil de Fato | São Paulo (SP), 18 de Novembro de 2016 às 19:24
"A capoeira é espiritualizada e materializada no eu de cada qual" / Reprodução
Vicente Ferreira Pastinha nasceu em 1889 e, segundo ele mesmo, aprendeu capoeira com apenas oito anos de idade, com um africano chamado Benedito que, ao vê-lo brigar com um garoto mais velho, resolveu lhe ensinar a capoeira.
Em 1902, Pastinha entrou para e escola de aprendizes marinheiros, onde passou oito anos de sua vida. Na Marinha, praticou esgrima e aprendeu a tocar violão. Ao mesmo tempo, ensinava capoeira a seus companheiros.
Em 1910, Mestre Pastinha começou a ministrar aulas de capoeira às escondidas na sua própria casa, pois a prática havia sido proibida, e quem contrariasse as regras poderia ir para a cadeia.
Pastinha se tornou defensor e a principal referência da capoeira de Angola, que possui movimentos mais lentos, rasteiros e lúdicos do que outros estilos do jogo.
No documentário “Pastinha, uma vida pela capoeira”, o escritor Jorge Amado fala sobre Pastinha:
“Ele era um homem pequeninho, não era alto; ágil como um gato. Eu me lembro de tê-lo visto brincar, jogar capoeira… num hábito tão importante tão belo, em que homens de todas as classes se juntavam para brincar ao som dos atabaques, as cantigas de escravos…”.

Mestre Pastinha trabalhou ainda como pedreiro, pintor, entregando jornais, entre muitas outras ocupações. Mestre Curió, discípulo de Pastinha, fala sobre o pensamento de seu mestre sobre a capoeira:
“Ele combatia a violência, e dizia que capoeira não é violência. Capoeira é arte, dança, mandinga, malícia, filosofia, educação, cultura e, na hora da dor, é que ela passa a ser uma luta perigosíssima”

Em 1966, Mestre Pastinha realizou o seu sonho de conhecer a África ao representar o Brasil por meio da capoeira angola no 1º Festival Mundial das Artes Negras, em Dacar, no Senegal. Ele estava ficando cego, consequência de uma trombose que atingiu sua visão, e não chegou a passear em terras africanas.
O último lar do mestre foi no abrigo para idosos  Dom Pedro II, onde morreu aos 92 anos, no dia 13 de novembro de 1981.

 Transcrito do Brasil de Fato.
 Integrantes de movimentos de defesa dos direitos da comunidade negra reuniram-se na capital  paulista para a 13ª Marcha da Consciência Negra .
   Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil. Brasil de Fato.

Consciência negra para entender o Brasil
Veja opiniões, informações e dados sobre a questão racial no país
Camilla Hoshino e Ednubia Ghisi Brasil de Fato.
Curitiba (PR), 18 de Novembro de 2016 às 19:11
Yalorixá Yagunã Dalzira / Giorgia Prates

A cada 20 de novembro, os mais de 300 anos de escravidão de pessoas negras no Brasil ganham visibilidade. Tanto pelos efeitos ainda mal reparados desse crime cometido pelos que tinham poder, quanto pelas contribuições do povo negro para a identidade do país – sendo a maioria da população brasileira. O Dia da Consciência Negra resgata a data da morte de Zumbi dos Palmares, um dos símbolos da resistência contra a escravidão. Ao lado de sua esposa Dandara e outras pessoas negras, ele formou o Quilombo dos Palmares, no fim de 1500, em Alagoas. A seguir, veja opiniões, informações e dados sobre a questão racial no Brasil.
(Foto: Kristiane Foltran)Célio Jamaica, militante do Hip hop, escritor, professor e atualmente também é diretor de escola 
"Por que consciência negra e não consciência humana? O pressuposto de que deveríamos deixar de realizar o dia da consciência negra para celebrarmos o dia da consciência humana vem reforçar a premissa de que no Brasil não existe racismo. Constatamos que ao longo da história que essa negação do racismo é um dos fatores que impediram a elaboração de políticas públicas mais eficazes e termos um dia para a reflexão sobre as relações raciais visa reduzir a desigualdade"
Genocídio da juventude negra

De acordo com o Relatório Final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado sobre o Assassinato de Jovens, de 2016, todo ano, 23.100 jovens negros de 15 a 29 anos são assassinados no Brasil. São 63 por dia. Um a cada 23 minutos.

Em Salvador, 'Novembro Negro' tem exposição sobre Martin Luther King

Mostra é apresentada na Biblioteca Pública do Estado, nos Barris. 

Evento reúne 15 painéis e textos sobre a vida e luta do ativista.
Do G1 BA 
19/11/2016 11h43 - Atualizado em 19/11/2016 11h45

Exposição reúne obras sobre Martin Luther King (Foto: Carla Ornelas/GOVBA)

Para celebrar o mês da Consciência Negra, a Biblioteca Pública do Estado, no bairro dos Barris, em Salvador, sedia até o final de novembro a exposição ‘Martin Luther King: legado e inspiração’. O evento gratuito é composto por 15 painéis e textos sobre a vida e luta de um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros no mundo.

A exposição foi produzida após parceria entre a Biblioteca Pública Thales de Azevedo e o Consulado dos Estados Unidos, localizado no Rio de Janeiro. Para a assessora da Fundação Pedro Calmon (FPC), unidade da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), Cássia Magalhães, a exposição vai ajudar a população a refletir sobre importantes questões. “A luta dele [Luther King] teve um impacto no mundo todo, mas continua. O racismo não acabou", alerta.

Martin Luther King Jr. nasceu em Atlanta (EUA) em 1929, foi um pastor protestante e ativista político na luta pela solidariedade para a construção de um mundo melhor, baseado na igualdade de direitos sociais e econômicos dos EUA. Sua atuação foi fundamental nas mudanças que ocorreram na legislação do país norte-americano entre as décadas de 1950 e 1960, como as leis em Direitos Civis e a lei do Direito ao Voto.

As lutas de King se expandiram para além do continente americano. Em 1964, recebeu o Prêmio Nobel da Paz pelo combate à desigualdade racional através da não violência. King era odiado por segregacionistas, o que culminou em seu assassinato em 4 de abril de 1968, momentos antes de uma marcha, num hotel da cidade de Memphis.  O Dia de Martin Luther King Jr foi estabelecido como feriado federal dos EUA em 1986, além disso, centenas de ruas nos EUA também foram renomeadas em sua homenagem.

Transcrito do G1 noticias.


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Protesto em frente à UFMG termina com bombas e balas de borracha


PM diz que usou força para conseguir liberar trânsito.
Estudantes denunciam ação dos militares e dizem que mais de 10 se feriram.
  
Jornal  O Tempo



Uma manifestação em frente ao Campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, terminou com uso de bombas de efeito moral e balas de borracha nesta sexta-feira (18). Assim como em ao menos outros cinco pontos da capital mineira, estudantes protestavam na porta da instituição, que está ocupada, contra a Proposta de Emenda à Constituição 55. Antes chamada de PEC 241, ela estabelece um limite para os gastos públicos pelos próximos 20 anos.

De acordo com a Polícia Militar (PM), após tentativas para liberar o trânsito na Avenida Antônio Carlos, os militares anunciaram que usariam força para dispersar os manifestantes. De acordo com o aluno do curso de filosofia Francisco Marques, que integra a comissão de comunicação da ocupação, os estudantes já estavam deixando a via quando os policiais começaram a jogar bombas de efeito moral. Ele afirma que manifestantes também foram agredidos.

Um vídeo enviado ao WhatsApp do MGTV pelo telespectador Renato Andrade mostra o momento da confusão (assista ao vídeo acima). Nas imagens, é possível ouvir o barulho e ver a fumaça das bombas.

Francisco conta que alguns professores, ao tomarem conhecimento da confusão, foram para a entrada da universidade, juntaram-se aos estudantes e fizeram um cordão de isolamento.

Em nota, a UFMG informou que repudia os atos de violência. A universidade solicitou que o governo do estado apure responsabilidade do ocorrido que "colocou em risco as comunidades da Escola de Belas Artes e da Unidade de Ensino Infantil Alaíde Lisboa, que se encontram nas proximidades da portaria".

Em sua página no Facebook, o governador Fernando Pimentel (PT)  .  








G1 noticias.


Estudantes protestam contra PEC do teto dos gastos no Centro do Recife

Manifestação começou por volta das 16h30 desta sexta (18), diz CTTU. 

Há retenções no local da mobilização e motoristas são orientados a desviar.

Do G1 PE  18/11/2016 18h16 - Atualizado em 18/11/2016 18h20
Grupo interdita o cruzamento entre as ruas da Saudade e Princesa Isabel (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

Um grupo de estudantes protesta, na tarde desta sexta-feira (18), contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do teto dos gastos da União, aprovada na Câmara dos Deputados e que seguiu para o Senado como PEC 55. O grupo também pede a saída do presidente Michel Temer do poder. De acordo com a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), os manifestantes começaram o protesto por volta das 16h30 e interdita o trânsito em trechos de algumas ruas da área central do Recife.

Ainda de acordo com o órgão, o protesto foi iniciado em dois locais diferentes. Um dos grupos iniciou a manifestação no Parque Treze de Maio, enquanto outro saiu da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) para se encontrar com os primeiros estudantes. Carregando faixas e cartazes e entoando músicas que demonstram contrariedade à aprovação da PEC 55, eles bloqueiam o trânsito em trechos como o cruzamento entre as ruas Princesa Isabel e da Saudade, no Centro.

Segundo a CTTU, a retenção de veículos no local é intensa e, devido à mobilização dos estudantes, há um desvio sendo feito pela Rua do Hospício. Orientadores e agentes da companhia estão no local para auxiliar os motoristas.


Ocupações nas escolas

Na tarde da quinta-feira (17), estudantes ocuparam a Escola de Referência em Ensino Médio (Erem) Porto Digital, no Centro do Recife. Na noite da quarta (16), outros estudantes ocuparam o Ginásio Pernambucano da Rua da Aurora, no Centro do Recife. Também há movimento contrário à PEC do teto dos gastos da União na Escola de Referência em Ensino Médio (Erem) Cândido Duarte e Martins Pereira, no Recife; na Antonio Padilha, em Petrolina, Sertão; e na Conde Pereira Carneiro, em São Lourenço da Mata, no Grande Recife.

Universidades ocupadas

Estudantes ocupam, desde a noite de 11 de novembro, a reitoria da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), na Boa Vista, área central do Recife. Esta é a 1ª instituição privada ocupada no estado em protesto contra a PEC do teto dos gastos. Situada no mesmo bairro, a Faculdade de Direito do Recife foi ocupada um dia antes. Com ela, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) tem 11 prédios ocupados pelo movimento. As unidades que contam com os atos de protesto estão sem aula.

Além da Faculdade de Direito, desocupada nesta sexta (18), os estudantes da UFPE também ocupam o Centro de Educação (CE), o Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), o Centro de Artes e Comunicação (CAC), o Centro de Biociência (CB) e o Núcleo Integrado de Atividades de Ensino (Niate), que atende o CFCH e o Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), e o Núcleo de Educação Física e Desportos (NEFD), todos localizados no campus na Cidade Universitária, na Zona Oeste do Recife.

Também em protesto contra a PEC 55, os professores da UFPE, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e da Universidade de Pernambuco (UPE) decretaram greve nos últimos dias. Medidas provisórias que propõem a reforma do ensino médio fazem parte dos motivos da paralisação das atividades dos docentes.
Estudantes são contrários à PEC do teto de gastos da União, do governo Temer (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

Do G1 PE

Contra PEC 55, MG tem greve e escolas e universidades ocupadas

Ato acontece em frente a estação  Pampulha  do Move.

Rayder Bragon

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

                A UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), uma das maiores instituições de ensino público do país, tem lidado com uma série de protestos. Além da greve de funcionários e das ocupações de estudantes, a instituição agora enfrenta uma greve de professores, iniciada nessa quarta-feira (16).
Todos os protestos envolvem a polêmica PEC 55 [que limita o teto de gastos do governo federal por 20 anos] e proposta de reforma do ensino médio.
Segundo o Apubh (Sindicato dos Professores de Universidades Federais de Belo Horizonte, Montes Claros e Ouro Branco), a greve dos docentes se deu em razão de a PEC 55 ser o "carro-chefe de um pacote de reformas do governo federal que terão consequências gravíssimas para a saúde, educação e seguridade social".

Em trecho do manifesto divulgado pelo sindicato, os professores aprovaram encaminhamento de uma moção ao Conselho Universitário para que "este suspenda o calendário acadêmico da instituição, mas com a manutenção dos serviços essenciais".
Ainda não há um balanço sobre o número total de professores que aderiram ao movimento grevista.
Já uma parcela dos servidores técnico-administrativos cruzou os braços no final de outubro passado, segundo o Sindifes (Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino).
Por sua vez, universitários da UFMG ocupam prédios da instituição, no campus da Pampulha, desde o mês passado. Em entrevista ao UOL, integrantes dos movimentos estudantis já afirmaram que só vão deixar os locais após a retirada da tramitação da PEC 55.
A assessoria da UFMG informou que, por enquanto, a reitoria não vai se pronunciar sobre a greve nem sobre as ocupações. 

Outros protestos em Minas Gerais

 

Apesar de uma liminar ter determinado, no dia 4 deste mês, a desocupação de área de um prédio, cerca de 50 universitários da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) mantêm a ocupação desde o dia 3 de novembro, no campus do bairro Coração Eucarístico, na região noroeste de Belo Horizonte. A universidade foi a primeira instituição de ensino privado no país a ser ocupada por ativistas contrários à PEC 55.
Segundo a assessoria da universidade, apesar da decisão judicial pela reintegração de posse, a reitoria não vai se valer de "meios abusivos para proceder à desocupação de suas instalações, na certeza de que tal situação terá uma breve e tranquila solução".
Alunos do Cefet-MG (Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais) ocupam um setor do campus situado no bairro Nova Suissa, região oeste da capital mineira, há uma semana. Conforme a assessoria do centro, as aulas transcorrem normalmente, apesar do ato.
Já na UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto), professores e técnico-administrativos estão em greve desde o dia 11. Ao menos quinze prédios da instituição são ocupados por alunos nas cidades de Ouro Preto, Mariana e João Monlevade.
As reitorias da UJFJ (Universidade Federal de Juiz de Fora) e da UFVJM (Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri), em Diamantina, estão tomadas pelos estudantes. 
Ver matéria na integra no UOL Notícias.
EM FRENTE A ESTAÇÃO DO MOVE (bh)

Protestos de estudantes complicam trânsito em vários pontos de BH
Manifestação é contra a aprovação da PEC 55; intenção dos 
Alunos é chamar a atenção da população.
  

Protesto é acompanhado pela Polícia Militar
PUBLICADO EM 18/11/16 - 08h24
FERNANDA VIEGAS
Grupos de estudantes impedem o tráfego de veículos em vários pontos de Belo Horizonte, na manhã desta sexta-feira (18), em protestos contra a PEC 55, proposta que tramita no Senado e prevê o congelamento de investimentos públicos nos próximos 20 anos.
"A ideia é fechar as avenidas principais, onde há escolas ocupadas. A gente pretende fazer com que as pessoas saibam sobre a PEC, queremos que eles vejam que as escolas continuam ocupadas e que a PEC não é uma coisa boa", afirmou Mariana Ferreira, presidente da Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas (Ames).
Estudantes tomaram as ruas na região da Pampulha.
De acordo com a estudante, são cerca de 50 escolas ainda ocupadas na capital e região. As instituições devem ficar tomadas, pelo menos, até a votação da proposta.
Um dos atos acontece em frente a estação Pampulha do Move, na região de mesmo nome. Segundo a Polícia Militar, são entre 30 e 40 estudantes, que se deslocam da avenida Portugal, no bairro Itapoã, para a entrada principal da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O ato é pacífico.
Ainda, segundo a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), o trânsito está lento, devido a manifestações na avenida Vilarinho, próximo a estação Minas Caixa do Move, na avenida Amazonas, em frente a uma unidade do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet) e na praça Pedro Melo, no Engenho Nogueira.

Transcrito do Jornal  Tempo.

Grupo realiza ato em homenagem a  estudante morto pelo pai em Goiânia.

Protesto também é contra a reintegração de posse de unidade da UFG. 
Guilherme Neto, 20, foi assassinado pelo pai, que se suicidou em seguida.

Paula  Resende e Sílvio TúlioDo G1 GO 18/11/2016 14h50 - Atualizado em 18/11/2016

Um grupo faz uma manifestação, na tarde desta sexta-feira (18), em homenagem ao estudante de matemática Guilherme Silva Neto, de 20 anos, que foi morto a tiros pelo pai, em Goiânia  em Goiânia .

 Grupo realiza ato em unidade da UFG que está ocupada contra PEC (Foto: Paula Resende/G1)

O ato também é contra a reintegração de posse do Campus Samambaia da Universidade Federal de Goiás (UFG), onde alunos estão acampados em protesto à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que limita os gastos do governo federal para os próximos 20 anos. O ato é pacífico.

Além de homenagar Guilherme, estudantes também protestam contra PEC (Foto: Paula Resende/G1)

Segundos os organizadores, cerca de 150 pessoas participam da manifestação. Nenhuma força policial acompanha o ato.

Os manifestantes fazem uma passeata pelo local levando uma faixa com os dizeres: "Guilherme Irish [apelido do jovem] presente na luta". Participam da manifestação estudantes de vários cursos, professores e servidores técnico-administrativo.
 Grupo realiza ato em homenagem a estudante morto pelo pai em Goiânia (Foto: Paula Resende/G1)
Vários dos participantes estão com o rosto coberto. Durante a passeata, eles gritam palavras de ordem e estouram fogos de artifício. Os manifestantes também gritam "Guilherme presente" e "a luta está só começando". Em certo momento, eles pararam e deram uma salva de palmas para o estudante. Depois, realizaram um minuto de silêncio em memória do estudante.
G1 Noticias.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Estudante morto pelo pai


Amigo diz que estudante morto pelo pai sofria 'abusos psicológicos' .

Ele conta que pai xingava filho por não aceitar elo com movimentos sociais.

Tia afirma que homem era possessivo e já tinha feito ameaça, em Goiânia
.

Do G1 GO  17/11/2016 08h33 - Atualizado em 17/11/2016 08h35

O corpo do estudante foi enterrado na tarde de quarta-feira (16) no Cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia. Familiares e amigos, que acompanhavam Guilherme em protestos e ocupações de escolas, estiveram no local para se despedir dele. Já o corpo do pai foi enterrado no Cemitério Vale da Paz, sem velório.
Guilherme Silva Neto foi perseguido antes de ser morto a tiros pelo pai (Foto: Reprodução/Facebook)

Crime

O crime aconteceu na terça-feira (15), na esquina da Rua 25-A com a Avenida República do Líbano, na quadra acima de onde a família mora. De acordo com a Polícia Civil, o homem baleou o filho, que fugiu, mas foi perseguido e alcançado. Um vídeo mostra o momento em que a mãe de Guilherme chega ao local desesperada e diz: ”Meu filho. Por que ele fez isso?”


O jovem estudava matemática na Universidade Federal de Goiás (UFG). Na manhã desta quarta-feira, estudantes que ocupam o campus Samambaia fizeram um protesto e aproveitaram para homenagear o estudante. Em uma das paredes do campus foi pichada a frase: “Guilherme eterno. Lutar sempre, desistir jamais!”.

Comportamento alternativo

Conforme consta no registro de ocorrência, Alexandre não concordava com o comportamento e o modo de ser do filho, considerado "alternativo e revolucionário". Guilherme era ligado a movimentos sociais, incluindo as ocupações de escolas contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que estabelece teto para o aumento dos gastos públicos.

Em uma conta nas redes sociais, Guilherme demonstrava interesse em assuntos ligados a questões sociais e política. Além disso, ele também participava de comunidades de assuntos como o fim da cultura do estupro, legalização do aborto e se posicionava contra a gestão de Organizações Sociais (OSs) na Educação.

Em nota, a União Nacional dos Estudantes (UNE) afirmou que "lamenta profundamente" as mortes de Guilherme e de Alexandre e que presta solidariedade e respeita o luto da família e amigos. O órgão ressalta que, embora o caso tenha relação com a relação entre pai e filho, "enxerga com preocupação" o fato de que a briga tenha sido motivada por discussões sobre preferências políticas.

A UNE destacou ainda que é necessário
"reafirmarmos o diálogo e a democracia como principal saída para os diferentes pensamentos existentes na sociedade".

G1 noticias
Promotor volta a causar polêmica ao chamar jovem morto pelo pai de "vagabundo"
Engenheiro cometeu o crime e se matou por discordar da atuação do jovem em ocupações
·          


Guilherme da Silva Neto foi morto aos 20 anos de idadeReprodução/Rede Record

O promotor de Justiça e professor da Faculdade de Direito de Sorocaba Jorge Alberto de Oliveira Marum voltou a causar polêmica nas redes sociais nesta quarta-feira (16) depois de chamar um jovem morto pelo pai em Goiânia de "vagabundo". Guilherme da Silva Neto, de 20 anos, foi assassinado na terça-feira (15), pelo pai, que discordava do apoio a ocupações em escolas.
Marum compartilhou uma notícia sobre o caso no Facebook e acrescentou o seguinte comentário: "Não precisava tanto. Era só cortar a mesada do vagabundo e chorar no banho".
Outro caso
O promotor já havia causado polêmica quando comentou o tema da Redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) do ano passado. O exame pedia que os candidatos escrevessem um texto sobre a violência contra a mulher no Brasil.
À época, ele disse que "mulher nasce uma baranga francesa que não toma banho, não usa sutiã e não se depila" e que "só depois é pervertida pelo capitalismo opressor e se torna mulher". Sobre este caso, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) chegou a lançar uma nota em repúdio à declaração do promotor.
R7 NOTICIAS.
  (...) “Guilherme eterno. Lutar sempre, desistir jamais!”.

(...)"reafirmarmos o diálogo e a democracia como principal saída para os diferentes pensamentos existentes na sociedade".