quarta-feira, 4 de abril de 2018

JUDICIÁRIO EM CRISE

“Votar contra HC de Lula é dar as costas à Constituição", diz presidente do IBCCrim
“Especialistas analisam a crise no Judiciário causada pelo comportamento politizado dos magistrados”.
Camila Salmazio e José Eduardo Bernardes
Brasil de Fato | São Paulo (SP) - 4 de Abril de 2018 às 20:00



Presidente do IBCCrim, Cristiano Maronna durante entrevista exclusiva ao Brasil de Fato / José Eduardo Bernardes

“A decisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o habeas corpus do ex-presidente Lula pode agravar o cenário de crise institucional brasileiro. O presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim), Cristiano Maronna, afirma que negar ao ex-presidente o direito de permanecer em liberdade até que se esgotem todos os recursos, é ignorar a Constituição Federal. Ele também destaca o papel da mídia comercial na manipulação da opinião pública sobre o caso.” 
“É muito comum o Judiciário dar as costas a Constituição para eventualmente fazer valer a opinião pública, que é, muitas vezes, manietada, por exemplo, pela mídia. Afirmar que se a Suprema Corte reconhecer que só após o trânsito em julgado poderá haver execução da pena para implicar a soltura de criminosos perigosos, como estupradores, como homicidas, isso é fakenews, isso é mentira. Não haverá como efeito automático a colocação em liberdade de toda e qualquer pessoa presa. Apenas aquelas que estão cumprindo a chamada execução provisória da pena."
De acordo com dados do próprio IBCCrim, a população carcerária do Brasil é de 750 mil pessoas. Desses, 40% são presos provisórios e aguardam reclusos a confirmação da pena. O cenário revela um dos grandes gargalos do Judiciário, que é a morosidade na resolução dos casos.”
“Nesse sentido, a professora de direito constitucional da PUC São Paulo, Adriana de Faria, reforça a importância de instrumentos como o habeas corpus para impedir excessos por parte da Justiça.”
"O HC [habeas corpus] para o direito penal, assim como o mandado de segurança para o direito em geral são instrumentos heroicos, porque visam impedir que um direito material seja prejudicado em nome do processo. Mas o STF fez uma interpretação de que a partir da segunda instância, ainda que não haja definição total da culpa, você poderia estar definindo pela prisão das pessoas", explica.  
“Princípios como o da presunção de inocência ou da não culpabilidade estão em jogo na opinião dos especialistas. Para Maronna, outro valor constitucional abalado pelo comportamento dos magistrados é a efetividade mínima do sistema penal.” 
“A verdade é que a democracia não está em um bom momento, ao contrário. E as instituições estão funcionando muito mal. Como reflexo desse baixo nível de institucionalidade temos visto uma série de bate bocas, inclusive dentro da Suprema Corte, o que é lamentável", diz Maronna, se referindo a discussão entre os ministros Luis Roberto Barroso e Gilmar Mendes em sessão do STF no dia 21 de março.
“O inciso 57 do artigo 5º da Constituição Federal diz que ninguém deve ser considerado culpado se não após o trânsito em julgado da sentença, ou seja, depois de esgotadas as possibilidades de o réu se defender da acusação. O presidente do IBCCrim defende que o texto seja seguido integralmente, não só no caso de Lula, mas também no de todos os demais acusados”.(...)
Ver matéria completa no site abaixo: 
Edição: Mauro Ramos
https://www.brasildefato.com.br/2018/04/04/votar-contra-hc-de-lula-e-dar-as-costas-a-constituicao-diz-presidente-do-ibccrim/

“Entidade de juízes considera inconstitucional prisão antes do trânsito em julgado”.

“Associação Juízes para a Democracia (AJD) divulgou nota técnica prisão após julgamento em segunda instância”.
Redação
Brasil de Fato | São Paulo (SP)-28 de Março de 2018 às 11:32
Ministros do STF, e Gilmar Mendes durante o início do julgamento do pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Lula - 22-03-18 / Antonio Cruz/Agência Brasil

“A Associação Juízes para a Democracia (AJD) divulgou uma nota técnica sobre a execução provisória e alertando sobre a inconstitucionalidade da prisão antes do trânsito em julgado. Acompanhe a íntegra:”
“Nota técnica da AJD:
A prisão decretada antes do trânsito em julgado é inconstitucional

A Associação Juízes para a Democracia – AJD, entidade não governamental, sem fins lucrativos ou corporativistas, que congrega juízes de todo o território nacional e que tem por objetivo primordial a luta pelo respeito aos valores próprios do Estado Democrático de Direito, vem apresentar NOTA TÉCNICA a respeito da inconstitucionalidade, diante da inteligência do art. 5º, LVII, da Constituição da República, da prisão decretada após decisão proferida em segundo grau de jurisdição, sem a existência do trânsito em julgado.
1. O art. 5º, LVII, da Lei Maior, institui a garantia de o indivíduo somente ser privado de sua liberdade com arrimo em decisão condenatória quando esta transitar em julgado, ou seja, na hipótese de não haver mais recurso cabível. Trata-se de dispositivo categórico, imperativo e que, justamente em razão de não suscitar qualquer dúvida, não admite interpretação e sim a aplicação do que está efetivamente escrito.
2. A tentativa de supressão da garantia mencionada encontra-se dentro de um perigoso contexto de relativização de direitos e garantias fundamentais, tendência que busca se perpetrar com o desígnio ilusório de, no caso, diminuir a impunidade. Olvida-se, no entanto, que as garantias processuais penais, importantes conquistas civilizatórias, não se traduzem em obstáculo para a efetiva aplicação da lei penal, mas sim em formulações destinadas a impedir o arbítrio estatal, dificultar o erro judiciário e conferir um tratamento digno de maneira indistinta a todos os indivíduos.
3. A Carta Magna expressamente proíbe, a não ser no caso de prisão cautelar, que o indivíduo venha a ter sua liberdade suprimida quando ainda houver recurso contra a decisão condenatória. No mesmo sentido da garantia constitucional, estão disciplinados dispositivos previstos na legislação ordinária(art. 283 do Código de Processo Penal e art. 105 da Lei das Execuções Penais, lei esta que exige o trânsito em julgado inclusive para o cumprimento da pena restritiva de direitos – art. 147 – e pagamento de multa – art. 164). Sendo plena e comprovadamente possível as instâncias superiores modificarem questões afetas à liberdade, seu cerceamento antecipado mostra-se incompatível com nossa realidade constitucional.
4. A pavimentação do Estado Democrático de Direito somente é possível dentro da estrita observância da Constituição da República. O desvio dos imperativos constitucionais, longe de trazer os efeitos almejados por aqueles que insistem em fazê-lo, somente se traduzirá em prejuízos para o indivíduo e a coletividade.
5. A Associação Juízes para a Democracia, por considerar a prisão decorrente de decisão condenatória sem o trânsito em julgado incompatível com o cumprimento da Constituição da República, vem manifestar-se contrária à relativização da referida garantia constitucional.
São Paulo, 27 de março de 2018.

Associação Juízes para a Democracia (AJD)” 
Edição: Redação
Transcrito do site abaixo:
https://www.brasildefato.com.br/2018/03/28/entidade-de-juizes-considera-inconstitucional-prisao-antes-do-transito-em-julgado/


O ALTO CUSTO DAS VIDAS


'Talvez custe vidas': comunicado interno de estratégias do Facebook vaza e constrange empresa.
Sob grande escrutínio público por conta do uso indevido de dados dos seus usuários, rede social enfente nova polêmica sobre relativizar potencial negativo do trabalho. Autor do texto diz que era apenas uma "provocação".

Por BBC
30/03/2018 13h30   

“Um comunicado interno do Facebook veio à publico inadvertidamente e causou contrangimento para a rede social. O documento afirma ser uma "verdade inconveniente" que tudo que a empresa fez para crescer foi justificado.”

“O memorando escrito em 18 de junho de 2016 pel executivo Andrew Bosworth e revelado pelo site Buzzfeed afirma que isso se aplicaria mesmo a situações em que pessoas poderiam morrer como resultado de bullying ou terrorismo.”

“Tanto seu autor quanto o presidente da companhia, Mark Zuckerberg, negaram de fato crer nisso, mas o vazamento pode minar os esforços do Facebook para conter outro escândalo.”

“O Facebook está sob intenso escrutínio público desde que reconheceu ter recebido relatórios de que uma consultoria política, a Cambridge Analytica, não havia destruído os dados coletados de cerca de 50 milhões de usuários há alguns anos.”

'Verdade inconveniente'

No memorando, Boswroth escreveu:

"É um fato que nós  conectamos mais pessoas. Isso pode ser ruim se usuários transformarem o conteúdo em algo com efeito negativo. Talvez custe uma vida ao expor alguém a bullying. Talvez alguém morra em um ataque terrorista coordenado com nossas ferramentas.”

“E, ainda assim, nós seguimos conectando pessoas. A verdade incoveniente é que acreditamos tanto em conectar pessoas que qualquer coisa que nos permita conectar mais pessoas é tida como algo positivo em si. É talvez a única área em que as métricas contam a verdadeira história até onde sabemos.”
[...]
“É por isso que todo o trabalho que fazemos para crescer é justificado. Todas as práticas questionáveis para obter contatos. Toda a linguagem sutil que ajuda a fazer com que as pessoas apareçam nos resultados de buscas de amigos. Todo o trabalho que temos para gerar mais comunicação. Todo o trabalho que teremos que fazer na China um dia. Tudo isso." 

Provocação



O presidente do Facebook disse nunca ter defendido que os fins justificam os meios (Foto: Stephen Lam/Reuters)

"Bosworth, que foi um dos inventores do o feed de notícias do Facebook, ocupou cargos de alto escalão na empresa desde 2006 e está atualmente à frente de seu esforços em realidade virtual."(...)

Práticas questionáveis

Rory Cellan-Jones, repórter de tecnologia da BBC News, afirma que o que mais chamou sua atenção no memorando foi a frase sobre "todas as práticas questionáveis para obter contatos".

"Quando baixei meus dados do Facebook, fiquei assustado com a quantidade de números de telefone dos meus contatos que estavam ali. Mas a atitude da empresa fazia parecer que isso era normal e que cabia aos usuários desativar essa função se não gostassem disso", escreveu o jornalista.


 Em reação à polêmica, Facebook anunciou mudanças em suas políticas e práticas (Foto: Dado Ruvic/Reuters)

"O que sabemos é que, em 2016, um executivo sênior pensou que esse tipo de coleta de dados era questionável. Então, porque só agora a companhia está debatendo esta e outras práticas duvidosas. Até agora, não houve muitos vazamentos do Facebook. Talvez teremos em breve mais informações de pessoas de dentro da empresa conforme esse negócio ainda em sua adolescência tenda a crescer e lidar com sua verdadeira natureza."(...)


Ver matéria completa no site abaixo:

https://g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/talvez-custe-vidas-comunicado-interno-de-estrategias-do-facebook-vaza-e-constrange-empresa.ghtml


 “O que se sabe sobre a mulher apontada

como responsável por ataque na sede do YouTube.”
“Nasim Aghdam, que teria cometido suicídio no local, se apresentava como atleta, ativista, comediante, modelo e poeta, entre outras coisas, e acusava plataforma de intervir para que seus vídeos tivessem menos visualizações.”

Por BBC
04/04/2018 08h41  
Nasim Aghdam, que vivia em San Diego, no sul da Califórnia e é de origem iraniana (Foto: Reprodução/BBC)

"Uma atleta vegana e a mais conhecida e famosa ativista dos direitos dos animais na Pérsia, promovendo o veganismo e o estilo de vida saudável e humano".
“Era com essas palavras que a californiana de origem iraniana Nasim Aghdam, de 39 anos, se descrevia no YouTube, plataforma onde mantinha ao menos quatro canais de vídeos sobre as bandeiras que defendia, muitos deles exibindo o que via como crueldade com animais


Desde terça-feira, porém, os canais não estão mais disponíveis. Apenas parte do conteúdo, postado em um site.”

“Aghdam é apontada como principal suspeita de ter atirado e ferido três pessoas na sede do YouTube em San Bruno, no norte da Califórnia, na tarde de terça-feira. Entre os feridos, uma mulher de 32 anos e um homem de 36 estariam em estado grave.”
“A suposta atiradora, por sua vez, foi encontrada morta após aparentemente ter cometido suicídio.”
“Houve rumores de que uma das vítimas seria seu namorado, mas a polícia afirmou que até o momento não havia evidências de que ela conhecia as pessoas atingidas ou de que tivesse alvos específicos no local do tiroteio.”

Motivos

“Possíveis motivos do ataque ainda são investigados.”
“Seu pai, identificado pela mídia local como Ismail, teria declarado, porém, que ela estava com raiva porque o YouTube parou de pagar por seus vídeos.”
Em muitos de seus vídeos, Nasim aparece séria, faz exercícios físicos e protesta contra o que considera crueldade com animais (Foto: Reprodução/BBC)

“Vídeos postados na plataforma podem receber dinheiro por anúncios vinculados, mas o YouTube pode "desmonetizar" os canais por vários motivos, retirando os anúncios. Não está claro, porém, se isso ocorreu com os conteúdos postados por Aghdam.”(...)
A mídia local publicou que seu pai teria advertido a polícia de que ela poderia ir até a empresa porque "odiava o YouTube".


Críticas

“Em janeiro de 2017, Aghdam acusou o YouTube de discriminação e criticou a plataforma por supostamente filtrar suas postagens.”

"O YouTube filtrou meus canais para impedir que obtivessem visualizações!", escreveu na página em que reúne seu conteúdo online. E acrescentou: "Vídeos de usuários 'marcados' são filtrados e simplesmente rebaixados, para que as pessoas mal possam vê-los".

Aghdam também ressaltou que "não há oportunidades iguais de crescimento no YouTube ou em qualquer outro site de compartilhamento de vídeos". "Seu canal só crescerá se eles quiserem que cresça!!!!!", complementou.



Foto mostra Nasim Najafi Aghdam, que fez disparos na sede do YouTube, na Califórnia (Foto: Departamento de Polícia de San Bruno via AP)


Ela também cita Adolf Hitler, dizendo: "Torne a mentira grande, simples, continue contando-a e, em algum momento, eles vão acreditar nela."

"O YouTube encerrou as contas de Aghdam na plataforma após o tiroteio. Seus perfis no Instagram e no Facebook também foram removidos."

Em um de seus perfis no Instagram, ela se apresenta como "atleta, artista, comediante, poeta, modelo, cantora, apresentadora, atriz, diretora e produtora".


Membros da Swat respondem nesta terça-feira (3) a tiroteio na sede do YouTube na Califórnia (Foto: Elijah Nouvelage/Reuters)

"No Instagram, você pode comprar páginas, comprar likes, comprar seguidores, .... Mas os meus são reais, sem publicidade ou usando programas destinados a promover páginas", acrescentou.(...)

Ver matéria completa no site abaixo:



terça-feira, 3 de abril de 2018

BRASIL: MUITA LUTA


'Uma greve para que o Governador Fernando Pimentel cumpra a lei'.

Beatriz Cerqueira02 de Abril de 2018 às 16:48


 Profissionais da educação estão em greve desde o dia 8 de março / Lidyane Ponciano / Sind-UTE

Governo revela rompimento com base social que o elegeu

Um colega me perguntou: mas a categoria sabe que os problemas financeiros em Minas Gerais foram originados pelo Temer, né? A pergunta veio na primeira semana de greve.
"Fizemos um acordo de longo prazo, focando naquilo que era essencial. Não fizemos a lógica do "tudo ou nada". Medimos a conjuntura que vivíamos, a nossa realidade e como começar a transformá-la. E começamos. Isso depois de longos 12 anos de Choque de Gestão em que, nós, da educação, pagamos a conta. Convivemos com programas que eram para peças publicitárias do governo sem eficácia como política pública. Suportamos a completa ausência de diálogo e de negociações, sobrevivemos à criminalização e à judicialização constantes das nossas lutas. Mantivemo-nos vivos, apesar de sermos de um estado que tem políticos que mandam "matar antes de delatar". Sabemos toda a realidade anterior, ela está gravada como cicatrizes em nossos corpos."
"Neste momento os argumentos valem pouco, porque a escuta perde lugar. Mas vou insistir no argumento. Estamos numa greve por direitos. Assim como lutamos nacionalmente por "nenhum direito a menos", seria uma grande contradição aceitarmos "direitos a menos", em nome de um sacrifício que não é pedido a todos. A crise não é igual para todos os servidores públicos mineiros. Diferenciação que jamais imaginávamos viver no atual governo. A segurança pública foi tratada de modo a receber antes que professores, a ter o 13º antes que o conjunto do funcionalismo, a receber o salário antes. O que revela um rompimento do governo com uma base social importante que o elegeu."
"Em 2011, o governo Anastasia anunciou 100% de reajuste para a segurança pública, no mesmo ano que realizamos 112 dias de greve. A lei com o reajuste foi aprovada. E quem pagou a maior parte desse reajuste foi o atual governo. Como explicar que o reajuste dado pelo PSDB foi integralmente cumprido enquanto o da educação não está sendo?"
"Num momento de extrema polarização nacional, em que sindicatos, centrais sindicais e movimentos populares assumem, cada vez mais, um papel importante na articulação de resistências, como explicar a tática do governo mineiro de derrotar ideologicamente a greve e enfraquecer a organização sindical?"
Os áudios e vídeos do Secretário de Educação parecem corteses, mas, a prática que vivemos nas escolas é a da coerção, assédio moral, espancamento de profissionais em greve pela Polícia Militar, substituição de servidores em greve, desqualificação da luta por vários cargos comissionados do governo. O próprio governador desqualifica, sem rodeios, o sindicato e a greve em recente entrevista ao Blog 247. Tentam transformar a nossa luta num plebiscito: quem apoia o governo e está satisfeito não faz greve, "os traidores, ingratos e oportunistas" fazem greve. De "guerreiros" em 2014, fomos transformados em "ingratos".(...)
Matéria completa ver site abaixo:

*Beatriz Cerqueira é professora e coordenadora-geral do Sind-UTE/MG.

https://www.brasildefato.com.br/2018/04/02/uma-greve-para-que-o-governador-fernando-pimentel-cumpra-a-lei/

“Testemunhas do assassinato de Marielle dão detalhes sobre o crime e dizem que PMs as expulsaram do local”.

“Jornal O Globo localizou duas pessoas que afirmam ter presenciado o momento em que vereadora e motorista foram executados no Centro do Rio. Ambas contaram versões idênticas e nenhuma foi ouvida pela polícia.”

Por GloboNews
01/04/2018 12h35  Atual

  testemunhas contrariam versão da polícia sobre morte de Marielle/Globo.

"Uma reportagem publicada na edição deste domingo (1) pelo jornal O Globo revela novos detalhes sobre a execução da vereadora do Psol Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. As informações foram dadas por duas testemunhas que não foram ouvidas pela polícia. Ambas teriam afirmado que policiais militares mandaram testemunhas sair do local do crime."

"O Globo conversou com as duas testemunhas em separado e ambas deram a mesma versão sobre o crime, que inclui detalhes sobre o momento da abordagem, a rota de fuga e as características físicas do autor dos disparos que mataram a vereadora e o motorista."

"Segundo as testemunhas, o carro em que os assassinos estavam imprensou o veículo conduzido por Anderson no qual estavam Marielle e uma assessora parlamentar e que quase subiu na calçada. Ambas disseram, também, que só viram um veículo no momento em que foram feitos os disparos. As imagens de câmeras de vigilância sugeriam que dois veículos haviam perseguido o carro em que a vereadora estava."

"As testemunhas disseram também que viram um homem negro, que estava sentado no banco de trás do carro dos criminosos, colocando o braço para fora do veículo com uma arma de cano alongado e que o armamento parecia ter um silenciador."

"As duas pessoas ouvidas pelo jornal afirmaram ainda que o carro usado pelos criminosos deu uma guinada e fugiu, cantando pneus, pela Rua Joaquim Palhares. Até então, a suspeita era de que a fuga teria ocorrido pela Rua João Paulo Primeiro, perpendicular à Joaquim Palhares."(...)

Matéria completa ver site abaixo:


https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/testemunhas-do-assassinato-de-marielle-dao-detalhes-sobre-o-crime-e-dizem-que-pms-as-expulsaram-do-local.ghtml

“Ato no Rio avança na criação de uma frente ampla pela democracia”.


“Lula, Freixo, Boulos e Manuela D'Ávila estavam ao lado de Chico Buarque para impedir os retrocessos contra a democracia”.

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) 3 de Abril de 2018 às 08:35
“Na noite desta segunda-feira (2) partidos de esquerda, como PT, PCdoB, PSOL, PSB, PDT e PCO, realizaram um ato pela democracia e contra o fascismo no Circo Voador, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Impactados pela execução da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e dos tiros disparados contra a caravana do ex-presidente Lula, os representantes partidários deixaram de lado o debate sobre alianças eleitorais e defenderam o fortalecimento de uma frente contra o governo de Michel Temer (MDB) e suas medidas que retiram direitos sociais, contra a ascensão das ações fascistas no Brasil e pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de seu direito de concorrer às eleições.”
“Enquanto o público anunciava em coro “vai avançar a unidade popular”, Lula, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e a deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) compuseram, ao lado de Chico Buarque, o centro do palco que, mais tarde, seria ocupado também pela mãe, Marinete da Silva, e irmã, Anielle Silva, da vereadora Marielle Franco.”
“A pré-candidata do PCdoB à presidência, Manuela D’Ávila, defendeu a formação de uma frente para impedir o processo de redução das liberdades que vem se acentuando no Brasil desde o impeachment de Dilma Rousseff, dando cada vez mais espaço para o fascismo.”
“Marielle morreu porque se organizava e lutava contra esse fascismo. A nossa liberdade de organização é ameaçada. A liberdade de  Lula circular e fazer sua caravana é ameaçada com tiros. O fascismo se expressa no Brasil buscando acabar com a nossa liberdade de sermos uma grande nação. A liberdade de sermos um país independente porque entregam as nossas riquezas, como é o caso do pré-sal”, disse.
“Marcelo Freixo salientou que a morte de Marielle, assim como os tiros dados contra a caravana de Lula, ultrapassaram a fronteira que separa a democracia da barbárie. Para Freixo, a união neste momento é sinônimo de maturidade e uma atitude fundamental para impedir que a barbárie dispute uma eleição como se fosse uma alternativa normal.
“Estamos aqui porque não vamos precisar ter mais corpos para contar para estar junto no mesmo lugar. A gente as vezes demora pra aprender. O tema da democracia está acima de qualquer diferença que a gente tenha. E eu não estou aqui pra dizer que a gente não tenha diferença, claro que a gente tem diferença, mas sabendo que a nossa diferença, Tarcísio, seja qual for a diferença, ela é menor do que a luta de classes”, afirmou.(...)
Matéria completa ver site abaixo:
Edição: Luiz Felipe Albuquerque

https://www.brasildefato.com.br/2018/04/03/ato-no-rio-avanca-na-criacao-de-uma-frente-ampla-pela-democracia/