quarta-feira, 9 de março de 2016

Dia Internacional da Mulher

A lama na vida das mulheres| 

"Que neste 8 de março, não nos esqueçamos das mulheres que têm diariamente seus direitos violados pelo poder econômico das mineradoras! Mais do que flores, exigimos a reparação dos danos causados pela mineração." 

08/03/2016
Por Beatriz Cerqueira*

Quando a lama chegou no município de Barra Longa, já na madrugada do dia 6 de novembro de 2015, foi destruindo tudo o que estava próximo do rio. As casas foram invadidas, os quintais desapareceram e com eles foram as hortas, o espaço de lavar roupa e o sossego dos moradores. O quintal é o lugar da convivência, o espaço comum, onde mulheres cultivavam suas plantas, seus temperos. O impacto de se perder isso não é mensurado nos relatórios da empresa, nem terá reparação.
A lama destruiu a terra que acompanhou gerações. Ouvi de uma moradora de Ouro Preto: "acabou a terra dos meus avós". Não há dinheiro ou reassentamento que devolva isso. A lama está destruindo a identidade de território das comunidades. Descaracterizando  o  sentimento  de pertencimento ao lugar. 
De tudo o que tenho acompanhado, desde que o crime foi cometido, vejo que as mulheres são as que mais sofreram. A história da jovem que abortou na lama e a da senhora com sua máquina de lavar demostram bem isso.
*Beatriz Cerqueira é professora, coordenadora-geral do Sind-UTE MG e presidenta da CUT Minas Gerais .
Créditos: Brasil de Fato – ver reportagem na íntegra.

 Crédito: Brasil de Fato.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Governo se compromete a enviar projeto de Lei à ALMG para pagar o reajuste do Piso Salarial

O PL será enviado até do dia 26/02, próxima sexta-feira




Aconteceu na tarde desta sexta-feira (19/02), na sede do BDMG, em Belo Horizonte, mais uma reunião entre o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) e o Governo do Estado, para tratar sobre o pagamento do reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional.

Participaram pelo Sindicato a coordenadora-geral, Beatriz Cerqueira, e as diretoras estaduais: Lecioni Pereira Pinto, departamento Jurídico; Feliciana Saldanha, Formação Pedagógica e Política Sindical e Marilda de Abreu Administrativo/Financeiro e Secretária de Organização da CNTE. Pelo Governo, os Secretários-Adjunto de Planejamento e Gestão, Wieland Silberschneider, de Governo, Francisco Eduardo Moreira e da Educação, Antônio Carlos Pereira. O deputado Rogério Correia, líder da Maioria na ALMG também esteve presente.

Crédito : Site Sind UTE.




domingo, 14 de fevereiro de 2016

É a luta coletiva que garante conquistas

       

  

       O Sindicado conquistou  30 mil nomeações este ano e a revisão da situação de mais de 8 mil trabalhadores adoecidos da Lei Complementar 100/07
É a luta coletiva que garante conquistas! É esse o sentimento que move, nesse momento, a luta do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG). Ao sair de uma reunião de quase duas horas com o Governo, a direção do Sindicato comemorou avanços importantes da pauta de demandas discutidas na tarde dessa quinta-feira, dia 11/02, no Palácio Tiradentes, Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.
 Participaram
Na reunião estiverem presentes: pelo Executivo, os secretários de Governo, Odair Cunha e seu Adjunto, Francisco Eduardo Moreira e o Adjunto da Educação, Antônio Carlos Pereira. O Sindicato esteve representado pela sua coordenadora - geral, Beatriz Cerqueira e as diretoras estaduais, Lecioni Pereira Pinto (Departamento Jurídico), Feliciana Saldanha (Formação Pedagógica e Sindical) e Marilda Abreu (Administrativo/Financeiro e Secretária de Organização da CNTE) e a assessora jurídica (Daniela Oliveira). Registramos também a participação do deputado estadual, Rogério Correia, líder da Maioria na Assembléia Legislativa de Minas Gerais. 
Esta foi a terceira reunião este ano para tratar da seguinte pauta: reajuste do Piso Salarial, aumento do número de nomeações de concurso público, salário de janeiro dos trabalhadores da Lei Complementar 100, mudança na política de perícia médica e a situação dos servidores adoecidos. 
Pagamento do reajuste do Piso
Em relação às expectativas para a próxima reunião já agendada para o dia 16, às 17h, merece destaque, a forma de pagamento do reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional de (11,36%), retroativo a janeiro de 2016. O governo se comprometeu com o Sindicato de apresentar uma proposta.
Mobilização 

Para avançar ainda mais naquilo que os/as trabalhadores/as reivindicam, o Sindicato reforça a importância da unidade e da mobilização. Dia 20 de fevereiro, acontecerá o primeiro Conselho Geral da Entidade, quando será definido um intenso calendário de atividades e de mobilizações. Antes o sindicato realiza encontros regionais de avaliação e organização neste sábado, dia 13. 
CRÉDITO: Site Sind -UTE/MG.
                 Ver reportagem na íntegra.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Manifestação na Cidade Administrativa

A luta  não  pode parar!


Esse é o recado da Coordenadora Geral do Sind -UTE/MG, professora Beatriz Cerqueira .


Os/as trabalhadores/as em educação de Minas Gerais não têm dúvidas de que só a luta garante conquista. Prova disso foi a grande mobilização que fizeram nesta sexta-feira (5), véspera de Carnaval, na Cidade Administrativa.

Caravanas de servidores da educação vindas de todas as regiões do Estado deram o tom de como será o enfrentamento que farão ao governo caso o acordo assinado em maio de 2015 e transformado na Lei estadual 21.710/15, não seja cumprido.


A mobilização surpreendeu! Vieram caravanas de todas as regiões do estado. (...)



Mais de 1.000 trabalhadores participaram da atividade, que teve como objetivo cobrar retorno do governo sobre o imediato pagamento do reajuste do Piso Salarial (11,36%) conforme acordo assinado pelo governador, Lei estadual 21.710/5 e Portaria do Ministério da Educação,

 o pagamento do  salário do mês de janeiro dos ex-efetivados, a ampliação do número de nomeações de concursados com a mudança na política da perícia médica do Estado, a situação dos 8.000 servidores ex-efetivados adoecidos que foram desligados do Estado, reversão das punições relacionadas à greve das Superintendências Regionais de Ensino e a retomada do diálogo da pauta da categoria. 


O primeiro ponto da reunião foi o pagamento do reajuste do Piso Salarial. O Sind-UTE/MG questionou sobre como o governo encaminhará o reajuste do piso salarial e o governo alegou que faltam estudos a serem concluídos pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag). 

A reunião foi suspensa e inicialmente foi remarcada para 17 horas e posteriormente remarcada para a próxima quinta-feira (11/02), às 15h, na Cidade Administrativa.
No próximo dia 20 de fevereiro, o Sindicato realiza o seu primeiro Conselho Geral, em Belo Horizonte. 

Na oportunidade, a categoria vai tirar um calendário de lutas a partir das respostas do governo. 


    Principalmente em momentos de crise :" A União faz a Força"


O movimento mais uma vez contou com o apoio do deputado Rogério Correia.

Ver site Sind-UTE/MG.






domingo, 31 de janeiro de 2016

LEI 100

Desfecho conflita dramas de concursados e ex-efetivados  

Profissionais que passaram em concurso contam a angústia de esperar por uma vaga que nunca chega . 



“Sinto por quem perdeu o emprego, mas gostei da decisão do STF. Passei no concurso, mas estou desempregada há dois anos. Tenho esperanças de ser nomeada. O salário me faz falta. Meu filho de 8 anos tem problema de crescimento. Um dos remédios custa R$ 1.200, dura 18 dias.” - Dheis Rodrigues, 34, concursada

“Trabalhei dez anos. Em junho descobri um câncer. Faço quimioterapia até dezembro. Em abril, faria outra cirurgia, mas tenho medo de ter que interromper o tratamento. Vou tentar um concurso quando ficar boa. O Estado dizia que não precisávamos de concurso e nos acomodamos.” - Emanuelle Silva, 36, emitida pela Lei 100

Já Emanuelle Duarte Silva está entre os quase 60 mil ex-efetivados pela Lei 100 que foram demitidos em dezembro, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal. A Corte ordenou que o governo os substituísse por concursados. No entanto, não foram nomeados todos os classificados que já passaram por provas, nem foram feitas novas seleções a tempo para completar o quadro neste ano.
Os desdobramentos do imbróglio desagradam aos dois lados. Pelas regras para designações, concursados – que querem ser nomeados, e não trabalhar como temporários – têm prioridade no processo. Já os desempregados da Lei 100 cobram que o tempo de serviço seja o principal pré-requisito.
O desemprego não poderia ter chegado em pior hora para Emanuelle, que em junho passado descobriu um câncer.
Os ex-efetivados têm direito ao sistema de saúde do Estado, o Ipsemg, até 10 de fevereiro. “Meu tratamento vai até dezembro. No SUS, vou ter que começar do zero e posso ficar sem medicação por um tempo”, diz. Ela mora com o filho, de 3, e a filha, de 19, que hoje sustenta a casa com o salário de R$ 900 que ganha em uma papelaria.
Já Emanuelle Duarte Silva está entre os quase 60 mil ex-efetivados pela Lei 100 que foram demitidos em dezembro, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal. A Corte ordenou que o governo os substituísse por concursados. No entanto, não foram nomeados todos os classificados que já passaram por provas, nem foram feitas novas seleções a tempo para completar o quadro neste ano.
Os desdobramentos do imbróglio desagradam aos dois lados. Pelas regras para designações, concursados – que querem ser nomeados, e não trabalhar como temporários – têm prioridade no processo. Já os desempregados da Lei 100 cobram que o tempo de serviço seja o principal pré-requisito.
O desemprego não poderia ter chegado em pior hora para Emanuelle, que em junho passado descobriu um câncer.
Os ex-efetivados têm direito ao sistema de saúde do Estado, o Ipsemg, até 10 de fevereiro. “Meu tratamento vai até dezembro. No SUS, vou ter que começar do zero e posso ficar sem medicação por um tempo”, diz. Ela mora com o filho, de 3, e a filha, de 19, que hoje sustenta a casa com o salário de R$ 900 que ganha em uma papelaria.


CRÉDITO : Jornal  O Tempo

‘Depois do acordo, eles colocaram os professores de lado’






Beatriz Cerqueira - presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE)
“Quando Pimentel se candidatou, sabia que o Estado estava quebrado. Tinha que fazer diferente da gestão anterior.”
PUBLICADO EM 18/01/16 - 04h00
Depois de 12 anos de conflitos com o governo estadual das gestões tucanas, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) vive uma gestão, teoricamente, mais amigável. A presidente da entidade faz um balanço do primeiro ano do governo do petista Fernando Pimentel e revela que, apesar de acordo histórico, nem tudo são flores.
Qual balanço vocês fazem do primeiro ano do governo Pimentel? 

Acho que algo positivo foi a aprovação da Lei 21.710, que materializou parte significativa das nossas reivindicações, e o acordo assinado pelo governador. Então, pela primeira vez, Minas  reconhece e começa a cumprir a lei do piso do magistério, uma lei de 2008. De 2008 a 2015, foram sete anos de uma luta muito intensa por um mínimo. A lei reconhece o piso para a jornada existente na carreira, que em Minas Gerais é de 24 horas. Isso foi muito importante, porque no governo anterior, o governo trabalhava com proporcionalidade (pagava o proporcional a 24 horas, considerando que o piso era para uma jornada de 40 horas), enquanto nós afirmávamos que era na integralidade.
O que mais estava no acordo? 

O fim do subsídio, o que nos dá possibilidade de conquistar outros benefícios, que são coisas simples, e importantes que nós ainda não temos, como por exemplo, um vale-transporte. A definição de que todos os reajustes do piso passarão a ser registrados anualmente, isso está na lei estadual. O MEC assinou essa semana um reajuste de 11,36%, e isso tem que estar no salário dos profissionais da educação a partir de janeiro. As negociações do piso foram para as oito carreiras e não apenas para as carreiras do magistério, e também a negociação para os aposentados. 

Então é como se o governador tivesse cumprido a parte dele e depois lavado as mãos? 

Eu percebi que ele está achando isso. Que ele fez todo o possível e depois, na minha avaliação, ele não agiu da forma como poderia e deveria ter agido. É claro que nós sabemos que a responsabilidade da Lei 100, com todo o caos que trouxe, é dos ex-governadores Aécio Neves (PSDB), Antonio Anastasia (PSDB) e Alberto Pinto Coelho (PP). Porque a demissão não foi decidida agora. Foi decidida em março de 2014, no STF. Os prazos é que foram sendo adiados. Então, acho que nisso o governo pecou. Deveria ter tido um processo mais transparente, mais maduro de negociação com a categoria, e ele não fez. Não tem novidade. Não são situações novas que surgiram hoje e vamos ver o que fazer. Durante todo o ano o sindicato foi cobrando essas situações.
(...)  
CREDITO: (Larissa Veloso / Especial para O TEMPO