quarta-feira, 21 de março de 2018

LUTO e LUTA


Manifestantes fazem ato em memória de Marielle e Anderson no Rio: 'Sangue nos olhos por justiça', diz irmã da vereadora
Mulher do motorista também esteve na manifestação. Na ocasião, ela disse que o marido assassinado representa "cada trabalhador, cada pai de família que foi morto no estado". 

Por G1 Rio -20/03/2018 17h43 

Imagem aérea mostra manifestantes na Cinelândia em ato por Marielle e Anderson (Foto: Reprodução/TV Globo).

Manifestantes se reuniram por volta das 17h30, na Candelária, para um ato em memória da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, assassinados no último dia 14, e depois seguiram para uma cerimônia ecumênica na Cinelândia, também no Centro do Rio.

 " Não vou descansar enquanto isso não for resolvido. Sou professora, não tenho experiência nenhuma na política, mas sempre lutei pelos direitos dos humanos, assim como minha irmã", disse Anielle, no carro de som.”

Anielle Silva, irmã de Marielle, discursou durante a manifestação (Foto: Marcos Serra Lima/G1)

“Ela ainda fez questão de reforçar que Marielle não era envolvida com criminosos e que lutava pelo bem das pessoas.”
"Marielle nunca foi bandida. A gente nunca foi financiada pelo tráfico e ela nunca foi casada com bandido. Não vão destruir o que a minha irmã construiu. Desejo luz e informação para essas pessoas que compartilham fake news, pois elas são desinformadas".
Irmã de Marielle discursa em ato no Centro do Rio

“Uma placa da Avenida Rio Branco foi trocada por outra com o nome de Marielle Franco, em homenagem à vereadora.”
A mensagem dizia "Rua Marielle Franco. (1979-2018) Vereadora, defensora dos Direitos Humanos e das minorias, covardemente assassinada no dia 14 de março de 2018".
Placa lembra Marielle Franco no Centro do Rio (Foto: Marcos Serra Lima/G1)

A mulher do motorista Anderson Pedro Gomes, Ágatha, também esteve no evento. Na ocasião, ela disse sobre o marido assassinado:
"Ele representa a gente que vai tentar voltar pra casa hoje, sem saber se vai conseguir".
Frase 'Marielle vive’ é projetada na Câmara (Foto: Marcos Serra Lima/ G1)

Ágatha ainda disse que vai lutar por justiça. "É por isso que a gente está aqui pra lutar, porque cada um de nós juntos fazemos valer os nossos direitos. Porque não é só por quem já morreu, tantas vítimas...Até porque depois dele e da Marielle tivemos mais quantos? Quantas vezes a gente vai ligar os noticiários e ver que mais alguém morreu porque não temos segurança?, questionou.


Protesto lembra morte de Marielle no Centro do Rio (Foto: Marcos Serra Lima/G1)


Manifestantes para ato em memória de Marielle e Anderson (Foto: Marcos Serra Lima/G1).

Transcrito do site abaixo:

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/manifestantes-se-concentram-para-ato-em-memoria-de-marielle-franco-no-centro-do-rio.ghtml

A LUTA CONTINUA

Manifestação contra privatização das águas reúne mulheres na sede da Nestlé em MG.
“Segundo a Polícia Militar, pelo menos 400 manifestantes se reuniram na entrada da unidade em São Lourenço.”

Por G1 Sul de Minas
20/03/2018 10h29 


Manifestação contra privatização reúne mulheres na sede da Nestlé em São Lourenço (MG)

“Um grupo de mulheres se reuniu na manhã desta terça-feira (20) para uma manifestação em frente à sede da empresa Nestlé, em São Lourenço (MG). O grupo, que pertence ao Movimento Sem Terra, fez uma manifestação contra a privatização de mananciais de águas e contra o governo do presidente Michel Temer.”

“Os organizadores afirmaram que pelo menos 600 manifestantes participaram do ato. Para a Polícia Militar, o número de manifestantes foi de 400 a 450. Segundo a polícia, as manifestantes chegaram no local em um ônibus por volta das 6h e começaram o ato. Ainda segundo a polícia, que acompanhou o ato, houve confusão na chegada das manifestantes, muros foram pichados e algumas placas na entrada da unidade foram quebradas. Segundo o grupo, dois ônibus que chegaram com as manifestantes foram apreendidos.”

Manifestantes se reuniram na entrada da empresa Nestlé em São Lourenço (MG) (Foto: Rogério Brasil/O Popular.net)

“Segundo o movimento, a invasão foi para denunciar o risco da entrega das águas a grupos internacionais, que seria conduzida pelo governo Temer. Eles também dizem que o Fórum Mundial das Águas, que acontece em Brasília (DF), é um pano de fundo para comercializar nossas reservas. Outro ponto colocado pelos manifestantes é uma ação civil pública que corre contra a Nestlé por conta da exploração irregular do Poço Primavera e dele, supostamente, ter provocado a seca da fonte magnesiana.”

Segundo polícia, muros foram pichados durante manifestação em São Lourenço (MG) (Foto: Rogério Brasil/O Popular.net)

Exploração das águas

“As fontes de água mineral de São Lourenço foram descobertas em meados do século 19 e logo atraíram muitas pessoas. A concessão pra que elas fossem usadas de forma comercial foi dada em 1890, quando a cidade começou a ser construída. A Nestlé, multinacional suíça, chegou à cidade em 1992, quando comprou a empresa responsável pelo envasamento da água e assumiu as atividades. Ela é responsável também pelo Parque das Águas, principal ponto turístico da cidade.”

“Atualmente, a empresa é responsável pela manutenção das 10 fontes da cidade. Nove ficam no parque e são de uso exclusivo dos visitantes. A outra fonte, chamada Oriente, fica dentro da empresa e é dela que sai a água comercializada em todo o país. Mesmo com a captação, a água da fonte Oriente segue também pra um fontanário público, onde a população pode pegar água de graça.”


Temor por novas privatizações

“Membros de organizações não governamentais e associações de proteção ambiental na região do Circuito das Águas de Minas Gerais estão preocupados com a proposta de privatização do manuseio dos mananciais de água feita pela Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig).”

“Na prática, a companhia lançou um edital em busca de um parceiro no ramo alimentício ou de bebidas que possa assumir e exercer a exploração da água nos municípios de Caxambu, Cambuquira e Lambari, no Sul de Minas.”(...)

Ver matéria completa no site abaixo:

https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/manifestacao-reune-centenas-de-mulheres-em-frente-a-sede-da-nestle-em-sao-lourenco-mg.ghtml


“Nota de Repúdio do Sind-UTE/MG contra o atraso do pagamento da 3ª parcela do 13º a parte dos/as aposentados/as da educação”.

"O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) repudia a atitude do governo de Minas de atrasar o pagamento da 3ª parcela do 13º Salário a “uma parte dos aposentados e aposentadas",  que não teve o depósito efetuado no último dia 19 e nenhuma justificativa foi apresentada.  As pessoas descobriram que não havia pagamento após ir ao banco."
"Com isso, o governo descumpre o cronograma que ele mesmo estabeleceu, de fazer o pagamento do 13º Salário a todos/as os/as servidores e servidoras da Educação no Estado em quatro parcelas  (19 de janeiro, 19 de fevereiro, 19 de março e 19 de abril)."
"Para o Sind-UTE/MG essa atitude evidencia, mais uma vez, o descaso deste governo a essa grande parcela da educação, que já deu a sua contribuição ao Estado e, portanto, merece respeito e tratamento digno."
"O Sindicato não vê razões para esse tipo de “escolha” por parte do governo, uma vez que a educação tem receita própria vinculada e, portanto, teria os recursos disponíveis para quitar esses compromissos.
Continuarmos na luta em defesa dos direitos das oito carreiras da educação."


Transcrito do site abaixo:
Sind-UTE/MG

 http://www.sindutemg.org.br/novosite/conteudo.php?LISTA=news&MENU=1

21 de março: Dia Internacional da Síndrome de Down
“Igualdade e Inclusão em diferentes esferas da sociedade são temas discutidos pelo Movimento Down.”
Letícia Fialho
Brasil de Fato | São Paulo (SP) - 21 de Março de 2018 .
Características associadas a Síndrome de Down merecem atenção de pais e professores / Movimento Down.

“O Dia Internacional da Síndrome de Down, em 21/3, demarca a luta dos amigos, dos familiares e das pessoas que nascem com trissomia, que é uma alteração nos pares de cromossomos, aquelas  pequenas estruturas dentro de todas as células que armazenam as informações de crescimento e desenvolvimento das pessoas. No par 21, em vez de dois, são três cromossomos.”
“Não se trata então de uma doença, mas sim de uma condição humana permanente definida pela genética. Essa condição, de ter um cromossomo a mais, 47 e não 46 como a maioria das pessoas, é detectada durante a gestação ou nos primeiros anos de vida do bebê.”
“A data de hoje, reconhecida pela ONU, tem o objetivo de conscientizar a população, em geral, sobre as reivindicações de direitos igualitários, o bem-estar e a inclusão das pessoas com Down na sociedade.”
"Em São Paulo a maioria das crianças com probabilidade de Síndrome de Down, são encaminhadas para fazer o exame cariótipo, para confirmar se tem a síndrome. Geralmente, depois disso são atendidos pela APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), responsável por dar os primeiros cuidados à família. Quando não se têm convênio, eles encaminham para o SUS, para fazer toda a parte médica. Lá eles também são encaminhados a fazer terapia", conta Ione Nadú Arruda, mãe de Kamilly, de 13 anos, uma criança com síndrome de Down.
“Em um cenário em que a saúde e educação públicas são sucateadas, minorias e grupos que se enquadram em situações díspares, são mais afetados e, geralmente, não encontram respostas adequadas para suas demandas”.(...)
Edição: Juca Guimarães
Ver matéria completa no site abaixo:
https://www.brasildefato.com.br/2018/03/21/21-de-marco-dia-internacional-da-sindrome-de-down/.

segunda-feira, 19 de março de 2018

GRATIDÃO

Mãe de policial assassinado relembra ajuda de Marielle Franco no caso: 'Foi imbatível'
Rose Vieira recebeu auxílio da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, da qual a socióloga foi assessora. 'Ela fez por muita gente, para família de policiais'.

Por Gabriel Barreira, G1 Rio
17/03/2018 07h00 

Marielle Franco, vereadora do PSOL, na Câmara do Rio em foto de 2017 (Foto: Renan Olaz/Câmara do Rio)

 O filho de Rose Vieira, o policial civil Eduardo Oliveira, morreu numa sexta-feira de abril de 2012. "Nem vivi o luto. Na segunda-feira já fui buscar justiça". Aconselhada a procurar a Comissão de Direitos Humanos da Alerj, a mãe do agente se espantou: "Falei: 'Direitos Humanos? Não fazem nada por policiais'".

"Ainda desconfiada, Rose Oliveira conheceu Marielle Franco, à época assessora do comitê na Assembleia Legislativa. "Entrei no gabinete e tive outra impressão". Seis anos depois, ao relembrar da mulher que se tornou amiga e acabou assassinada, fala com tom de gratidão."

“Marielle era lotada no gabinete do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), com quem trabalhou por 10 anos prestando auxílio jurídico e psicológico a familiares de vítimas de homicídios ou policiais vitimados. Partiu dela o apoio fundamental, segundo a mãe da vítima.”


"Ela resolveu o meu caso. Resolver não, porque quem resolve é a Justiça. Mas me ajudou. Registrou todo o caso, pegou o número do inquérito que virou processo. Ajudou com um abraço, uma palavra amiga, o acolhimento, a preocupação com a família", recorda.

"Naquele momento, a investigação ainda apontava que Eduardo havia sido morto em um suposto assalto. Com o recomeço dos trabalhos, a perícia concluiu que o tiro provavelmente havia partido de cima para baixo e acertado a cabeça do policial. Um colega se tornou o principal suspeito."

"O júri popular, que já tinha até sido marcado, foi cancelado com a mudança da linha de investigação. O novo julgamento ainda não tem data, mas uma das audiências ficou guardada na memória de Rose. Marielle chegou esbaforida ao fórum."

"Só para você ter uma ideia, a Marielle não tinha carro nessa época. Nem era vereadora. Chegou de trem. Não posso falar hoje que essa pessoa não me ajudou. Quem é que vai até Duque de Caxias, uma outra cidade, de trem só para ajudar? Só a Marielle".

Evangélica, a mãe de Eduardo Oliveira rebate e pede orações por aqueles que a criticam.

"Tenho pena por escreverem esse absurdo. Deveriam orar mais para que não aconteçam com elas. É triste ver o que a pessoa fez por outras e não ter reconhecimento. 'Ah porque não fez para X, Y, Z'. Ela fez por muita gente, para família de policiais. Porque eu sou de família de policial. Fico muito triste com o que escrevem, não era nem para levar a sério".

"Quem trabalha na Comissão de Direitos Humanos lamenta que não haja estrutura para ajudar todas as vítimas. No ano passado, foram mais de 100 policiais mortos — sem contar o auxílio prestado às vítimas civis. No grupo, não há nem 15 funcionários."

'É uma bobagem dizer que não defendia policiais', diz ex-chefe da PM

"Ex-comandante da Polícia Militar, Íbis Pereira trabalhou diretamente com Marielle. Quando ainda era chefe de gabinete do comando, trocava informações com ela sobre policiais mortos."

"Ela fazia essa ponte para que a comissão pudesse auxiliar as famílias. Um trabalho muito grande no amparo, procurando agilizar na recepção de proventos, benefícios ou aposentadoria. É um trabalho silencioso e muito bonito que as pessoas, na maioria, ignoram", opina.

Para ele, também não é verdade que Marielle e a comissão não ajudem seus colegas de farda.

"É uma bobagem dizer que não defendia policiais. Esse aspecto de bandido bom é bandido morto ou dizer que 'direitos humanos é para bandido' é um retrato da nossa miséria e indigência política e intelectual. Mostra o desconhecimento completo do que é direitos humanos e da importância dele para construção de uma sociedade civilizada. Por trás disso há um ódio secular a pobre, tem ignorância e nossas misérias", afirma.


https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/mae-de-policial-assassinado-relembra-ajuda-de-marielle-franco-no-caso-foi-imbativel.ghtml


Coronel da PM do Rio homenageia e rebate acusações contra Marielle Franco.

Oficial da reserva manifesta repúdio à onda de ataques contra vereadora assassinada. "Senti-me na obrigação de informar a amigos desinformados sobre quem ela era"

por Redação publicado 18/03/2018 14h38

"São Paulo – Em resposta aos ataques nas redes sociais à vereadora Marielle Franco (Psol-RJ), assassinada na quarta-feira (14), o coronel da reserva da Polícia Militar do Rio de Janeiro (Pmerj) Robson Rodrigues da Silva defendeu o trabalho e o caráter da parlamentar, em seu Facebook. 
Ele relata, entre outras passagens, que certa vez Marielle o procurou para discutir formas de ajudar policiais que sofriam de abusos, assédio moral e sexual e outras violações de seus direitos. "Alguém que 'só quer defender bandido' teria esse comportamento?", diz o oficial. Atualmente, Robson é consultor de política e segurança cidadã e pesquisador do Laboratório de Análise da Violência da UERJ."
"Além de coronel da reserva, ele é bacharel em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), mestre em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e doutorando em Ciências Sociais na Uerj. Entre as funções que desempenhou na Pmerj, foi comandante do Batalhão de Polícia de Choque, dirigiu a Coordenadoria de Análise Criminal, coordenador-geral das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), Chefe do Estado Maior Geral Administrativo e Chefe do Estado Maior Geral,  última função na ativa."

Os sinos dobram por ti

por Robson Rodrigues

(...) "Meu sentimento é expressado nos versos do poeta John Donne: “a morte de qualquer homem (ou mulher) me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti".

"Choro agora por uma amiga admirável, sobretudo porque lutava contra essa estupidez e sonhava com uma sociedade melhor. A vereadora Marielle era corajosa; lutava a favor das minorias, mas principalmente contra a estupidez das mortes desnecessárias que têm endereço e destinatários certos."
"Mortes muitas vezes festejadas por pessoas que querem que nós, policiais, façamos para elas o serviço sujo de um extermínio fascista. Não se esqueça que também acabamos vítimas dessa estupidez."(...)
Ver site abaixo para ler o texto de Robson na íntegra : 
http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/03/coronel-da-pm-do-rio-homenageia-marielle-franco. 


Confira abaixo todos os projetos apresentados por Marielle:

·                   Creche noturna gratuita para beneficiar mães que estudam e trabalham à noite
·                   Campanha permanente de conscientização e enfrentamento ao assédio e violência sexual
·                   Criação do Dossiê Mulher Carioca, com dados da violência de gênero
·                   Assistência gratuita para construção e reforma de casas para famílias de baixa renda
·                   Criação do programa de desenvolvimento cultural do funk
·                   Fim da renúncia da cobrança de ISS para empresas de ônibus
·                   Restrição de contratos entre Prefeitura e Organizações Sociais (OSs)
·                   Prioridade para servidores serem pagos antes do prefeito, vice e secretários
·                   Programa de efetivação das medidas socioeducativas em meio aberto
·                   Dia da luta contra a Homofobia no calendário da cidade
·                   Dia da Visibilidade Lésbica no calendário da cidade
·                   Dia de Tereza de Benguela e da Mulher Negra no calendário da cidade
·                   Dia Municipal de Luta contra o Encarceramento da Juventude Negra
·                   Ações de combate ao jogo "Baleia Azul"
·                   Fixação de cartaz informativo sobre violência sexual em locais públicos de atendimento às mulheres.
.
https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/vozes-de-marielle-que-nao-querem-ser-caladas-projetos-da-vereadora-sao-defendidos-por-moradores.ghtml