quarta-feira, 16 de maio de 2018

A VERDADE TARDA MAS NÃO FALTA.

DITADURA NO BRASIL
“Execução de brasileiros era discutida como política pública", diz Pedro Dallari
“Coordenador da extinta Comissão Nacional da Verdade afirma que participação do alto escalão militar é estarrecedora.”
Rádio Brasil de Fato
Brasil de Fato | São Paulo (SP) - 15 de Maio de 2018 às 15:53
Em 2014, Comissão Nacional da Verdade (CNV) entregou relatório ao Governo Federal sobre atuação do Exército na Ditadura Militar / José Cruz/Agência Brasil

"Ex-coordenador da Comissão Nacional da Verdade (CNV), o advogado e professor universitário Pedro Dallari afirmou, em entrevista aos jornalistas Anelize Moreira e Guilherme Henrique, durante o programa Revista Bdf, que os documentos revelados acerca da atuação das Forças Armadas na Ditadura Militar brasileira, ocorrida entre 1964 e 1985, são estarrecedores.'

“O documento relata, com uma crueza enorme, um diálogo onde um presidente da República, o chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI) e dois militares de alta patente discutem no gabinete presidencial o extermínio de brasileiros, como se discutisse políticas públicas, de saúde, educação, transporte, com a maior naturalidade. É impressionante!”, comentou Dallari.
Os documentos da CIA, Agência de Inteligência dos EUA, que apresentam a atuação do presidente Ernesto Geisel (1974-1979) autorizando a execução de pessoas contrárias à ditadura militar estavam liberados desde janeiro. No último dia 10, o pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Matias Spektor, divulgou os documentos."
"Nesta terça-feira (15), os coordenadores da extinta CNV vão se reunir para discutir como os arquivos descobertos influenciam no trabalho de elucidar os crimes cometidos durante a ditadura. Para Pedro Dallari, o momento exige que novas investigações sejam realizadas."
"Há uma recomendação da CNV para que se crie uma "Comissão de Segmento". Quando a CNV foi extinta, deixamos a recomendação para a criação de um órgão que possa dar continuidade ao nosso trabalho. Isto não foi feito no Brasil, diferente do que ocorre em outros países. É importante que esse debate esteja, inclusive, na pauta dos candidatos à presidência da República, para que nossas atividades tenham continuidade", disse Pedro Dallari. 
Edição: Anelize Moreira
Transcrito do site abaixo:
https://www.brasildefato.com.br/2018/05/15/execucao-de-brasileiros-era-discutida-como-politica-publica-diz-pedro-dallari/

Trabalhadores/as em educação mantêm paralisação geral até o pagamento da 1a parcela - dia 18/5/18.

Fotos: Lucas Sharif/ Sind-UTE/MG
“Trabalhadores e trabalhadoras da educação e da saúde sob a coordenação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Sisipsemg e Sind-Saúde realizaram hoje (16/5/18) um ato unificado em frente ao Palácio da Liberdade para cobrar do governador Fernando Pimentel o pagamento dos salários no 5º dia útil de cada mês e repudiar a atitude do governo de adiar para a próxima sexta-feira (18) o pagamento da primeira parcela dos salários.”
“Após ato que começou cedo em frente ao Palácio da Liberdade, com muitas bandeiras e palavras de ordens, os manifestantes desceram em passeata à Praça Sete, no centro da capital, onde encerraram as atividades deste dia de paralisação geral da educação da rede estadual, convocada pelo Sind-UTE/MG. Caravanas vieram de todas as regiões do Estado para esse dia que marcou a unidade do funcionalismo em defesa do direito sagrado de receber pelo seu trabalho.”
“Servidores e servidoras da saúde, universidade pública e do Ipsemg engrossaram a voz da educação para dizer ao governo que não aceitam serem tratados dessa maneira e que juntas essas categorias representam 90% do funcionalismo do Estado. Lideranças sindicais e apoiadores presentes falaram da indignação que toma conta do funcionalismo público com a postura do governo Pimentel de atrasar os salários e, como se isso não bastasse, também adiar o pagamento da 1ª parcela.” 

“Desde o dia 23 de abril último, a educação está em estado de greve e com deliberação, em assembleia estadual, de paralisações sempre que a categoria considerar importante fazer as mobilizações.”

“Foi destacado durante as falas que as últimas notícias que ganharam a mídia, por meio do governo, sobre a lista de quase 100 mil servidores com suspeita de estarem acumulando cargos de maneira ilícita trouxeram prejuízos para muita gente, que há uma falsa ideia de acumulo ilícito de função e que essa lista seria um combate à corrupção. Sabe-se, que no caso da educação, são muitos os fatores que precisam ser observados, mas essa situação foi evidenciada sem nenhuma conversa com as entidades que representam o funcionalismo, numa lista de 2015 que só agora se tornou de conhecimento público. O Sind-UTE/MG já está acionando a justiça a fim de garantir que o pagamento dos salários seja feito até o 5º dia útil do mês.”
Fotos: Lucas Sharif/ Sind-UTE/MG


Ver matéria completa no site abaixo:

http://www.sindutemg.org.br/novosite/conteudo.php?MENU=1&LISTA=detalhe&ID=10146

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domingo, 13 de maio de 2018

DIA TREZE DE MAIO.


NEGRITUDE

“Sem celebração, dia da abolição é ressignificado como um dia de luta.”

“Além do Dia das Mães neste ano, o 13 de maio marca o dia da abolição inconclusa.”

Brasil de Fato| São Paulo (SP) - 13 de Maio de 2018 às 07:39
Ilú Obá De Min lavando as escadarias do Bixiga em 2011 / Reprodução/Facebook




“Em diversas cidades do Brasil, este domingo (13) será lembrado pela celebração do Dia das Mães, tradicionalmente comemorado no segundo domingo de maio, e a memória do dia da assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio. Questionada pelo movimento negro, a data é considerada o dia da abolição inacabada; portanto, um dia em que não há nada, ou muito pouco, a se comemorar. Se no imaginário popular a princesa Isabel ainda é protagonista dessa história, diversos eventos no final de semana resgatam o protagonismo negro e ressignificam a data.”(...)
Edição: Diego Sartonato

Ver matéria completa no site abaixo.
https://www.brasildefato.com.br/2018/05/13/sem-celebracao-dia-da-abolicao-e-ressignificado-como-um-dia-de-luta/



“130 ANOS DE UMA ABOLIÇÃO INACABADA”
“A lei que aboliu a escravidão após três séculos de trabalho forçado libertou e ao mesmo tempo abandonou pessoas”

POR JULIANA GONÇALVES

“Conservadora e curta, com pouco mais de duas linhas, a Lei nº 3.353, a chamada Lei Áurea, decretou, no dia 13 de maio de 1888, o fim legal da escravidão no Brasil. Mas se a escravidão teve seu fim do ponto de vista formal e legal há 130 anos, a dimensão social e política está inacabada até os dias atuais. Essa é a principal crítica de estudiosos e militantes dos movimentos negros à celebração do 13 de maio como o dia do fim da escravatura.”

“A promulgação da Lei Áurea foi uma ação recheada de pompa, como observado no registro fotográfico de António Luiz Ferreira, em que uma multidão aguarda do lado de fora do Paço Imperial, no centro do Rio de Janeiro, para a assinatura.”

“O Império sofria pressões internacionais fortes para tirar da legalidade a possibilidade de se escravizar pessoas. Além disso, aumento das ideias abolicionistas e as constantes fugas e insurreições dos escravizados tornavam a escravização um negócio cada vez menos rentável.”

“Militante do movimento negro Katiara Oliveira fala sobre esse período com base em uma historiografia pouco explorada, mas verdadeira: “A abolição não  se deu por uma simples assinatura. As revoltas e rebeliões, como tacar fogo no canavial, fuga para quilombos, suicídio, infanticídio, envenenamento dos senhores de engenho, causaram prejuízo para os senhores do engenho.
 Existiram várias formas de  enfrentar o poder do senhor”.

“Mesmo assim, o Brasil foi o último país do ocidente a abolir a escravidão. A lei áurea foi a lei mais popular e a última do Império. Um ano e meio depois da abolição, o Império acabou. Historiadores desse período, a exemplo de Lilia Moritz Schwarcz, professora do Departamento de Antropologia da USP, apontam que o Estado protelou ao limite máximo a proibição à escravidão, e isso custou a vida do regime.”(...)

Ver matéria completa no site abaixo:

https://www.brasildefato.com.br/2018/05/13/130-anos-de-uma-abolicao-inacabada/


“O PRIMEIRO DIA DAS MÃES DE MARINETE SEM MARIELLE.”

“Na véspera do dia em que a execução da vereadora completa dois meses, memória e carinho são gestos de resistência.”
 http///www diário do centro do mundo.com.br

" Neste domingo (13), pela primeira vez, Marielle não estará presente no almoço de dia das mães na casa de Marinete.À véspera de completarem-se dois meses desde que a vereadora do PSOL do Rio de Janeiro foi executada com quatro tiros ao lado do motorista Anderson Pedro Gomes, enquanto voltavam de um evento político, a família se reúne para celebrar uma vida de resistência que ecoa a história das mulheres da família, originária da Paraíba.”

"É difícil. Esta páscoa já foi uma das piores que enfrentamos. Não foi a mesma coisa, e nunca mais vai ser. A Marielle era muito bagunceira  e muito família, entendeu? O tipo de criação que ela recebeu é que deu a ela essa força", conta a mãe, saudosa e orgulhosa.”(...)

"A jornalista da Rádio Brasil de Fato Norma Odara conversou com Marinete da Silva no dia 5 de maio, após seminário da 3ª Feira Nacional da Reforma Agrária, cujo tema foi a vida de luta de Marielle e o genocídio praticado todos os dias contra a juventude negra e periférica."
"Durante a conversa, o retrato da Marielle militante se mistura com a memória da filha de Marinete, irmã da Anielle, mãe da Luyara, companheira da Monica; e revela uma personalidade completamente avessa à barbárie a que ela foi submetida na noite de 14 de março de 2018."
"Confira, abaixo, trechos da entrevista em que Marinete conta um pouco da trajetória da família, ilustrados por fotos do arquivo da família cedidas ao Brasil de Fato para esta homenagem.” (...)

Arte: Fernando Bertolo

Edição: Thalles Gomes

Ver matéria completa no site abaixo:

https://www.brasildefato.com.br/2018/05/13/o-primeiro-dia-das-maes-de-marinete-sem-marielle/

PRISÃO DOMICILIAR

“STF concede prisão domiciliar a presas grávidas ou com filhos de até 12 anos.”

“Mães de crianças de até 12 anos ou deficientes ganham o direito de prisão domiciliar.”


O sistema penitenciário não possui condições de atender mulheres e crianças / Correio 24 horas


“Mulheres presas que aguardam julgamento e que estejam grávidas, recém-paridas ou sejam mães de crianças com até 12 anos ou de pessoas com deficiência vão passar do regime fechado à prisão domiciliar.”
“A decisão é da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal. O julgamento de habeas corpus coletivo ocorreu nesta terça-feira. Quatro dos cinco ministros votaram nesse sentido.”

“O relator, ministro Ricardo Lewandoski, citou dados do Infopen, pesquisa do Ministério da Justiça, que mostra uma estrutura deficiente do sistema penitenciário para atendimento das mulheres e suas crianças, como a ausência de berçário, creche e espaço para gestante. Outro dado é que 70% das presas no Brasil, são detidas por tráfico sem prática de violência, o que tornaria desnecessária a prisão preventiva, segundo o ministro. Ele ainda citou exemplos levantados por pesquisadores.”
“A decisão foi estendida a adolescentes que cumprem medida socioeducativa no sistema fechado, mas o habeas corpus não é incondicional. Ele não vale para as acusadas de crimes cometidos com violência ou grave ameaça; que tiveram como vítimas seus descendentes ou em casos especialíssimos a serem analisados. O pedido foi feito pelo Coletivo de Advogados de Direitos Humanos e acompanhado pela Defensoria Pública da União.”(...)
Edição: Radioagência Nacional
https://www.brasildefato.com.br/2018/02/21/stf-concede-prisao-domiciliar-a-presas-gravidas-ou-com-filhos-de-ate-12-anos


16 de maio - Paralisação geral da educação da rede estadual.


"O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) convoca paralisação geral da educação da rede estadual, no próximo dia 16 de maio, com concentração partir das 9h em frente ao Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte."
"Os trabalhadores e trabalhadoras em educação estarão se posicionando, mais uma vez, contra o parcelamento e agora também o adiamento do pagamento de salários."
"A paralisação e a manifestação são respostas da categoria diante do injustificável atraso do pagamento anunciado pelo governador Fernando Pimentel de alterar a data do recebimento da primeira parcela do pagamento do salário, que estava prevista para o dia 16 de maio. A data do dia 16 já era absurda. Agora, o governo anuncia um atraso sem data prevista."
"A categoria está em estado de greve, com a greve suspensa temporariamente desde o dia 23 de abril último."
"O governo será notificado da paralisação nesta sexta-feira."
Transcrito do site abaixo:
http://www.sindutemg.org.br/novosite/conteudo.php?MENU=1&LISTA=detalhe&ID=10118


quarta-feira, 2 de maio de 2018

DIFERENTES E DESIGUAIS


ÁFRICA
“Exposição de arte africana contemporânea revela continente diverso e abundante.”
“Fotos, instalações, pinturas e vídeos de 20 artistas oriundos de 18 países africanos e dois brasileiros.”
Juliana Gonçalves
Brasil de Fato| São Paulo (SP) -28 de Abril de 2018 às 10:38

Obra "Genesis" – do artista e ativista do Zimbábue Kudzanai Chiurai / Kudzanai Chiurai/ Goodman Gallery.

“Do passado colonial às grandes metrópoles, das ferramentas utilizadas para a escravização de africanos às influências musicais de hoje, a exposição Ex Africa revela um continente efervescente e talvez ainda pouco conhecido.”
“Depois de passar por Belo Horizonte (MG) e pela cidade do Rio de Janeiro (RJ), onde foi visitada por mais de 200 mil pessoas, a exposição chega a São Paulo, onde fica até 16 de julho, com entrada gratuita.”
“O Centro Cultural Banco do Brasil foi o local escolhido para abrigar as cerca de 90 obras de artistas vindos de Gana, Senegal, Zimbábue, Angola, entre outros países do continente.”
“O curador da exposição, o alemão Alfons  Hug, que foi diretor do Instituto Goethe em Lagos, na Nigéria, conta como o acervo pode surpreender quem ainda tem uma visão única com relação à produção africana”.
“Tradicionalmente a arte africana era considerada muito próxima ao artesanato ou de peças etnográficas, um preconceito, o que temos hoje é uma linguagem de arte contemporânea mesmo. E ela é para mim uma das melhores que se encontra hoje no mundo”, diz.
“O nome da exposição parte do frase "Ex Africa  semper aliquid novi" que significa "de África sempre há novidades a reportar", cunhada há mais de 2 mil anos pelo historiador romano Caio Plínio.

Dividida em quatro eixos temáticos – Ecos da História, Corpos e Retratos, O Drama Urbano e Explosões Musicais–, a mostra acentua os laços ancestrais com a história do Brasil e desnuda um continente que se reconstruiu após a colonização de maneira diversa e desigual.”(...)
Edição: Diego Sartorato
Ver matéria completa no site abaixo:
https://www.brasildefato.com.br/2018/04/28/exposicao-de-arte-contemporanea-africana-revela-africa-diversa-e-abundante/

“Nota de esclarecimento do Sind-UTE/MG sobre a votação da PEC 49/18”.

Fotos: LucaSharif/Sind-UTE/MG
Assessoria de Imprensa: Studium Eficaz


“A educação da rede estadual esteve acompanhando a reunião da Comissão de Constituição e Justiça na manhã desta quarta-feira, dia 02/05, na Assembleia Estadual de Minas Gerais.”

“Na pauta da reunião estava a PEC 49/18, que acrescenta o Piso Salarial Profissional Nacional e seus reajustes na Constituição do Estado. Foi a segunda vez em que a PEC foi pautada na mesma Comissão. No dia 25/04/18, essa proposta  também foi pautada  e não teve votação em função da obstrução da bancada de oposição.”

“Na reunião da Comissão que seria realizada na manhã desta quarta-feira não houve quorum para que a mesma acontecesse e a PEC 49/18 pudesse ser votada. Embora os deputados estaduais  Sargento Rodrigues e João Leite  estivessem presentes nas proximidades do plenário onde a reunião aconteceria, eles não entraram no plenário e, com isso, contribuíram para que a Comissão não tivesse o quorum necessário para a votação.”

“Como se não bastasse enfrentarmos mais uma vez a ausência da votação de um projeto importante para os profissionais da educação, os deputados provocaram a categoria que estava presente para acompanhar a votação pelos corredores da Assembleia Legislativa.”

“Repudiamos esta  postura com a educação. Também repudiamos as falas à imprensa do deputado estadual Sargento Rodrigues de ataques à categoria que esteve presente na Assembleia Legislativa.”

“Estaremos novamente acompanhando a reunião da Comissão de Constituição e Justiça,  que acontecerá na tarde desta quinta-feira. E estaremos todos os dias na Assembleia Legislativa para acompanhar e pressionar pela votação de projetos de interesse da categoria. A Assembleia Legislativa não é um castelo privado, mas, um espaço público que tem que estar a serviço do povo.”

Fotos: LucaSharif/Sind-UTE/MG
Assessoria de Imprensa: Studium Eficaz

Transcrito do site abaixo:

http://www.sindutemg.org.br/novosite/conteudo.php?MENU=1&LISTA=detalhe&ID=10108


“Deputados são hostilizados por professores na saída de plenário na ALMG”

“Sargento Rodrigues (PTB) e João Leite (PSDB) saíam de votação que acabou não acontecendo por falta de quórum”.


O deputado estadual Sargento Rodrigues (PTB) deixou o local escoltado por policiais legislativa.i
vos
PUBLICADO EM 02/05/18 - 18h50


“Os deputados Sargento Rodrigues (PTB) e João Leite (PSDB) foram hostilizados na manhã desta quarta-feira (2) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais  (ALMG). O fato ocorreu quando eles saíam da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde estava prevista votação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que determina o piso salarial de professores estaduais.”
“A proposta, de autoria do deputado Rogério Correia (PT), define que o piso salarial de professor, especialista e analista de educação básica do Estado não seja inferior ao piso nacional (R$ 2.455,35). A reunião não aconteceu por falta de quórum.” (...)

Ver matéria completa no site abaixo:


 https://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/deputados-s%C3%A3o-hostilizados-por-professores-na-sa%C3%ADda-de-plen%C3%A1rio-na-almg-1.1606878

terça-feira, 1 de maio de 2018

DESCONSTRUÇÃO



“Artigo | O prédio ocupado em chamas e escombros no dia do trabalhador.”
“Incêndio é crime produzido por uma política excludente que gera desemprego, fome e miséria.”
Kelli Mafort*
Brasil de Fato | São Paulo (SP) - 1 de Maio de 2018 às 11:39
Desabamento do prédio, localizado no Largo do Paissandu, onde viviam 150 pessoas / Corpo de Bombeiros São Paulo / Divulgação.

“A notícia triste que rasgou a madrugada de 1° de maio de 2018, na capital paulista, anunciou um brutal incêndio num prédio de 24 andares na região central. Ali viviam cerca de 150 pessoas, que ocupavam o local, sendo boa parte delas imigrantes. As chamas consumiram rapidamente o prédio que desabou minutos depois.”
“Desde às 2h20 do Dia do Trabalhador, a cidade mais rica do país convive de forma trágica com as histórias destas pessoas, moradoras do prédio ocupado, a quem elas chamavam legitimamente de casa. Elas certamente não fazem parte de uma história isolada, ao contrário, integram um contingente que só cresce diante do agravamento da crise estrutural do capital que torna parte dos seres humanos completamente desprezíveis e supérfluos. Pessoas que se deparam com escolhas terríveis entre comer ou pagar o aluguel.”


“Algumas autoridades vociferantes já saíram na dianteira, afirmando que aquela era uma tragédia anunciada e que isso poderia ser evitado. O leitor de bom senso vai concluir que tais autoridades devem estar se referindo a políticas públicas de moradia popular, mas a realidade no estado de São Paulo tem mostrado um caminho totalmente oposto: as reintegrações de posse, urbanas e rurais, com seus despejos violentos por parte das polícias e mais nada.”
“Certamente iremos ouvir nas próximas horas uma ladainha da grande mídia, culpabilizando os próprios moradores que perderam absolutamente tudo, pela tragédia ocorrida, que em verdade é um crime mesmo, cometido por uma política excludente que gera desemprego, fome e miséria. Situação que só tem piorado nos duros anos de golpe que estamos vivendo, cujas medidas mais duras, são contra as trabalhadoras e os trabalhadores: liberação indeterminada da terceirização, ampliando processos de precarização do trabalho; reforma trabalhista que solapou direitos historicamente conquistados na luta; congelamento dos investimentos sociais por 20 anos; fim de políticas e programas sociais que afetam o acesso à moradia, à terra e à alimentação.”(...)
*Kelli Mafort é da direção Nacional do Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem terra (MST).

Edição: Cecília Figueiredo
Ver matéria completa no site abaixo:
https://www.brasildefato.com.br/2018/05/01/o-predio-ocupado-em-chamas-e-escombros-no-dia-do-trabalhador/

“Criminalização de ocupações pode justificar despejos, dizem movimentos por moradia.”
“Após desabamento de prédio no centro da capital paulista, entidades temem que vítimas sejam culpabilizadas.”
Rute Pina
Brasil de Fato | São Paulo (SP) - 1 de Maio de 2018 às 19:19
Prédio de 24 andares desabou após incêndio no Largo do Paissandu em São Paulo / Paulo Pinto / Fotos Públicas

“Os movimentos populares de moradia da cidade de São Paulo (SP) temem que a criminalização das ocupações abra precedente para uma série de ações de despejo no centro da capital paulista.”
“As organizações se reuniram nesta terça-feira (1º) após o desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandú, onde viviam cerca de 150 famílias. O incidente, que ocorreu após um incêndio durante a madrugada, deixou pelo menos uma vítima e o Corpo de Bombeiros ainda procura por desaparecidos entre os escombros.”
“Participaram do encontro a Frente de Luta por Moradia (FLM); a Central dos Movimentos Populares (CMP); a Frente Povo Sem Medo; o Observatório das Remoções, entre outros. As entidades, que se reuniram na Ocupação São João, local próximo ao incêndio, se solidarizaram com as famílias e repudiaram declarações do governador Márcio França (PSB).”
Após o incêndio durante a madrugada, França declarou que viver em ocupações era “procurar encrenca” e que é preciso “convencer as pessoas a não morar desse jeito”.
“Benedito Roberto Barbosa, advogado e membro da União dos Movimentos por Moradia (UMM), pondera que, desde o desabamento do edifício, os órgãos públicos culpabilizaram as vítimas e os veículos de comunicação comercial construíram uma narrativa que pode justificar reintegração de posse na região.”
“Isso vai ter um impacto e a tentativa vai ser despejar as ocupações”, alertou o coordenador da UMM. “O que existe de moradia foi muito pela ocupação e luta dos movimentos. Isso não vai parar de forma alguma e a gente não vai aceitar essa tentativa de culpabilização e criminalização dos movimentos, nós queremos solução de moradias.” 

Corpo de Bombeiros ainda trabalha no local. Paulo Pinto / Fotos Públicas
“A Prefeitura de São Paulo não tem um levantamento oficial e preciso da quantidade de cortiços, moradias precárias e ocupações no centro da cidade. O dirigente estima que existam mais de 80 ocupações de prédios na região central da capital paulista.”
Mais cedo, o ex-prefeito de São Paulo João Doria, candidato tucano ao governo, disse que a "solução" é evitar novas "invasões". Doria estava em Ribeirão Preto, interior do estado, participando de uma feira ligada ao agronegócio. O ex-prefeito disse ainda que "parte da invasão" teria sido feita por uma "facção criminosa", mas não detalhou ou esclareceu a denúncia.”(...)

Parte das famílias estão acampadas no Largo do Paissandú. Rovena Rosa / Agência Brasil
Edição: Juca Guimarães
Ver matéria completa no site abaixo:

https://www.brasildefato.com.br/2018/05/01/criminalizacao-de-ocupacoes-pode-justificar-despejos-dizem-movimentos-por-moradia/



LULA LIVRE
"Ato 1º de Maio em São Paulo é marcado por protestos e união histórica entre centrais".
“População ocupou a praça da República para prestigiar o dia de luta dos trabalhadores e pedir a liberdade de Lula.”
Julianna Granjeia
Brasil de Fato | São Paulo (SP) - 1 de Maio de 2018 às 19:53
Pela primeira vez, o evento foi organizado coletivamente pelas principais centrais sindicais do país / Dino Santos/ CUT-SP

“O ato do 1º de Maio promovido por centrais sindicais na praça da República, em São Paulo, foi marcado por protestos contra a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e críticas à reforma trabalhista aprovada em 2017. Pela primeira vez, o evento foi organizado coletivamente pelos principais sindicatos do país: CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), UGT (União Geral dos Trabalhadores), Intersindical, CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) e NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores).”
“Com as principais lideranças do PT no ato de Curitiba, coube aos deputados da bancada de São Paulo marcarem presença no ato político em nome do partido. Entre os presentes Luiz Marinho, presidente do PT do Estado, o vereador Eduardo Suplicy, os deputados José Américo Dias, Paulo Teixeira e Vicente Cândido. Manuela D'Ávila, candidata à Presidência pelo PC do B, passou rapidamente pelo evento no início da tarde antes de ir para Curitiba.”
“Em todas as regiões do Brasil, foram realizados atos unificados das centrais sindicais. Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Salvador, entre outras cidades, protestaram contra a reforma trabalhista do governo golpista do Michel Temer e pela liberdade do ex-presidente Lula. Atos pró-Lula aconteceram também na Argentina, Chile, Venezuela, El Salvador e Colômbia.”
“Em São Paulo, políticos e sindicalistas, além da população com cartazes e camisetas, se manifestaram contra a prisão  de Lula. "O presidente Lula continua muito indignado, mas continua sereno. Ele tem consciência de seu papel e transmite para nós todos os dias que a gente mantenha a esperança. Esse primeiro de maio é o dia pra gente alimentar nossas energias e continuar lutando pela certeza da vitória. Quero lembrar que os direitos políticos do presidente Lula não foram cassados. Nós temos que continuar nos mobilizando para pressionar para que o Supremo assuma sua responsabilidade nesse momento porque o Lula representa a esperança", afirmou Marinho, que é candidato ao governo de São Paulo pelo PT.” (...)
Edição: Juca Guimarães
https://www.brasildefato.com.br/2018/05/01