domingo, 13 de março de 2016

Manifestações contra o governo


Em contagem parcial, Datafolha estima em 450 mil o número de participantes no ato contra o governo de Dilma Rousseff 
por Redação — publicado 13/03/2016 18h15, última modificação 13/03/2016 18h59
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Rovena Rosa/Agência                                                                                                                                                  “O primeiro ato de 2016 contra o governo Dilma Rousseff reuniu centenas de milhares de manifestantes em ao menos 17 estados brasileiros. A maior concentração aconteceu em São Paulo: cerca de 450 mil manifestantes tomaram a Avenida Paulista, em estimativa parcial do Datafolha, divulgada no final da tarde. Já a Polícia Militar de São Paulo estimou em 1,4 milhão os participantes do ato na  Paulista e nas ruas adjacentes e em 400 mil a adesão aos protestos em outros municípios do estado. 
Neste 13 de março, políticos e partidos engrossaram os atos, ao lado de organizações como o Movimento Brasil Livre, Vem Pra Rua e Revoltados Online. Na capital paulista, como nos protestos anteriores, os manifestantes vestiram-se de verde e amarelo e entoaram palavras de ordem contra o PT, Lula e Dilma. Houve também bonecos pixulecos e muitas alusões ao juiz Sérgio Moro, da Operação Lava-Jato.

Ao contrário das outras manifestações, porém, o protesto na Avenida Paulista contou, pela primeira vez, com a participação do governador tucano Geraldo Alckmin (PSDB-SP). Após comparecer à manifestação na capital mineira, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) reuniu-se com Alckmin na residência do governador antes de seguir para a manifestação. Um grupo chegou a vaiar os políticos, chamando-os de "oportunistas".
 Belo Horizonte reuniu 30 mil manifestantes, segundo a PM. Aécio também é investigado pela Operação Lava Jato e já foi citado quatro vezes em depoimentos. Em São Paulo, a cúpula do governo Alckmin também é investigada por supostos desvios na merenda escolar.
No estado que governou por dois mandatos (2003-2010) e pelo qual é senador

desde 2011, Aécio Neves subiu o tom contra Dilma e defendeu, segundo o site  

do jornal O Globo, "qualquer saída" para retirar Dilma da Presidência. Entre os

caminhos apontados pelo senador, o impeachment, a cassação da chapa pelo

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou ainda a renúncia da presidente. Aécio,

porém, ressaltou que tratam-se de alternativas constitucionais: "Hoje, qualquer

saída, sem a atual presidente da República, dentro da Constituição, é melhor 
do que estendermos esse calvário para o povo brasileiro". 
Em Brasília, a manifestação na capital federal somava 100 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, e 200 mil nas contas dos organizadores do protesto. O deputado Jair Bolsonaro(PP-RJ), um dos políticos a comparecer ao evento, chegou a discursar em um trio elétrico no protesto na Esplanada dos Ministérios.
No Rio de Janeiro, cuja concentração ocorreu em Copacabana, organizadores estimaram o público em 200 mil pessoas - a PM não divulgará nenhuma estimativa oficial. As capitais Recife e Curitiba também arregimentaram protestos com mais de 100 mil participantes: 160 mil na capital do Paraná e 120 mil na do Pernambuco, de acordo com o Datafolha. 
As manifestações receberam cobertura massiva tanto nas redes sociais quanto na Rede Globo, que encurtou e intercalou toda a programação com entradas ao vivo em diversos estados. A #VemPraRuaBrasil ficou em primeiro lugar nos TrendingTopics mun diais no Twitter. “ Carta Capital.

A diretoria da UNE registrou boletim de ocorrência e solicitou proteção policial para a sede da entidade durante os atos pró-impeachment na capital paulista.

Ataque reflete "polarização política na sociedade apoiada no ódio e na intolerância", diz Vitral (UNE)


Para Carina Vitral, presidente da UNE, não é coincidência que o “ataque” tenha acontecido um dia antes das manifestações pró-impeachment. “Reflete o que temos visto nos últimos dias, essa polarização política na sociedade apoiada no ódio e na intolerância, e não no debate público”.
O temor de enfrentamentos e violência, devido à polarização  política, porém, não se concretizou. Os movimentos e partidos defensores do ex-presidente Lula e do governo Dilma Rousseff recuaram e marcaram os atos de apoio ao governo petista para a próxima sexta-feira 18. Na noite anterior aos protestos, porém, houve vandalismo na sede da União Nacional dos Estudantes em São Paulo. 
Por meio de seu perfil oficial no Facebook, Dilma Rousseff criticou o ataque à sede do movimento estudantil: "É intolerável a violência cometida por vândalos que, neste sábado, atacaram a sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), em São Paulo. Trata-se de uma ação violenta, que confunde o debate político saudável e democrático com a disseminação do ódio. Como venho afirmando à imprensa, ações que constituam provocação, violência e vandalismo prestam enorme e preocupante desserviço ao Brasil  “

CRÉDITO: Carta Capital

ASSEMBLEIA ESTADUAL .Com paralisação total de atividades


MST se solidariza com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Nos  solidarizamos com Lula e sua família. A cada dia se evidencia a estratégia de primeiro condená-lo para depois encontrar um crime que justifique a condenação.

Da Página do MST
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) repudia a ofensiva patrocinada pelo conluio da mídia tradicional – controlada por poucas famílias muito ricas – com setores do Ministério Público, Poder Judiciário, Policia Federal e a ala mais conservadora do Congresso Nacional, que busca, concomitantemente, destituir a Presidenta da República democraticamente eleita em 2014, destruir a figura política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e criminalizar a política.
Ninguém mais do que a classe trabalhadora sempre exigiu dos poderes do Estado o combate à corrupção e à apropriação indevida dos bens públicos. É uma luta permanente e deve ser tratada, nos marcos da lei, com equidade e isenção contra TODOS os que cometeram tais crimes.
Não é o que vemos nos dias de hoje. A nota assinada por centenas de advogados atesta os dias sombrios que vivemos, promovidos pelo conluio citado, ao denunciar:
“O desrespeito à presunção de inocência, ao direito de defesa, à garantia da imparcialidade da jurisdição e ao princípio do juiz natural, o desvirtuamento do uso da prisão provisória, o vazamento seletivo de documentos e informações sigilosas, a sonegação de documentos às defesas dos acusados, a execração pública dos réus e o desrespeito às prerrogativas da advocacia, dentre outros graves vícios, estão se consolidando como marca da Lava Jato, com consequências nefastas para o presente e o futuro da justiça criminal brasileira.”
Já é notório que os governos do PSDB e suas lideranças políticas, grupos econômicos e, principalmente, as famílias que controlam a mídia tradicional são consideradas inimputáveis pelos crimes que cometem. Faria bem à democracia e às instituições do Estado se as denúncias das ações criminosas cometidas pela Rede Globo, que circulam em blogs independentes e documentadas, fossem apuradas com seriedade e à exaustão pela Justiça.
Já os partidos e políticos identificados com o atual governo são condenados antes mesmo do término das investigações e do julgamento. Uma prática já implementada no julgamento da AP 470, onde um dos réus, José Dirceu, foi condenado sem provas, nas palavras da ministra Rosa Weber, assessorada, em seu voto, pelo juiz Sérgio Moro.
Nos  solidarizamos com ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua família, agredida de forma incessante pelo conluio conservador. A cada dia se evidencia a estratégia de primeiro condená-lo para depois encontrar um crime que justifique a condenação.
Por último, essa crise politica, que afeta as instituições da República, os partidos políticos e a política em si, exigem uma profunda reforma política que deverá ser consolidada em uma nova Assembléia Nacional Constituinte, soberana e independente.

Direção Nacional do MST
São Paulo, 16 de fevereiro de 2016.

 CRÉDITOS: SITE MST.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Jurista diz que pedido de prisão de Lula desmoraliza Ministério Público


Dalmo Dallari acredita que órgão não está se orientando por critério jurídico e a medida é um "ato político"; Frente Brasil Popular convocou sua militância para uma ação na noite desta quinta-feira (10/03/2016)
Por Rute Pina e Simone Freire,
O pedido do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) de prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é "totalmente absurdo" e não possui "fundamentação jurídica", afirma o jurista da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), Dalmo Dallari.


Foto: Instuto Lula



 "Eu acho que isso é desmoralizante para o Ministério Público porque mostra que ele não está se orientando por critério jurídico, mas político", comenta Dallari. Ele enxerga a prisão preventiva como "um ato político e nada mais".
 O MP-SP, por meio dos promotores José Carlos Blat, Cássio Conserino e Fernando Henrique Araújo, pediu  a prisão preventiva do ex-presidente pelos crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica em relação ao triplex localizado no Guarujá (SP) Os promotores alegam que por ser ex-presidente, a possibilidade de evasão de Lula "seria extremamente simples" e que a prisão seria necessária para garantir "a ordem pública, a instrução do processo e a aplicação da lei penal". Além disso, o texto ainda afirma que as condutas de Lula 'certamente deixariam Marx e Hegel envergonhados.'"
"O presidente Lula está no Brasil, vive aqui e tem sua família aqui no Brasil e poderá ser processo normalmente, sem necessidade da prisão. Não há a mínima justificativa para uma prisão preventiva”, afirma o jurista.
 Segundo Dallari, se a juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga Oliveira, da 4ª Criminal da Justiça, acatar o pedido do MP-SP, caberá um habeas corpus; e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ou qualquer cidadão poderia ingressar com o pedido. A matéria, então, seguiria para o Supremo Tribunal Federal (STF). Procurada, a assessoria do Tribunal de Justiça estadual informou que não há uma declaração oficial da juíza se o caso será julgado nesta quinta-feira ou não.
Repercussão
Após o anúncio do pedido do MP, o Instituto Lula se posicionou sobre o caso caracterizando como "banditismo" a ação do órgão. "[Os promotores] Estão usando um cargo público para cometer banditismo e descabida militância política", diz o texto da entidade.
"O promotor paulista que antecipou sua decisão de denunciar Luiz Inácio Lula da Silva antes mesmo de ouvir o ex-presidente dá mais uma prova de sua parcialidade ao pedir a prisão preventiva de Lula. Cássio Conserino, que não é o promotor natural deste caso, possui documentos que provam que o ex-presidente Lula não é proprietário nem de triplex no Guarujá nem de sítio em Atibaia, e tampouco cometeu qualquer ilegalidade. Mesmo assim, solicita medida cautelar contra o ex-presidente em mais uma triste tentativa de usar seu cargo para fins políticos", disse a entidade em nota divulgada no início da noite.
Em sua rede social, o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, também questionou a eficiência do órgão para investigações ligadas a políticos e processos vinculados à grupos e partidos da oposição.
"O mesmo Ministério Público que não indiciou os políticos envolvidos no caso do trensalão, que investiga como tartaruga a máfia das merendas e que nunca pediu a prisão de nenhum político tucano em 20 anos de Governo em São Paulo, pediu hoje a prisão de Lula baseado em indícios. Escandaloso! Querem incendiar o país", questionou.
Convocatória
A Frente Brasil Popular, que agrega diversos movimentos e entidades populares e sindicais, convocou "com urgência" toda sua militância para se concentrar em frente ao Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), no centro da capital paulista.
Em nota divulgada na semana passada, a Frente já havia se manifestado sobre a condução coercitiva do ex-presidente para depor na Polícia Federal repudiando a ação da PF a considerando uma "operação político-midiática". "Este ataque à Lula, feito de forma seletiva e ilegal, visa na verdade atacar um símbolo da luta do povo brasileiro; atingir as organizações sindicais e populares que atuam por igualdade, democracia e pela soberania em nosso país", pontuaram em nota.
Crédito: Brasil de Fato


quarta-feira, 9 de março de 2016

Dia Internacional da Mulher

A lama na vida das mulheres| 

"Que neste 8 de março, não nos esqueçamos das mulheres que têm diariamente seus direitos violados pelo poder econômico das mineradoras! Mais do que flores, exigimos a reparação dos danos causados pela mineração." 

08/03/2016
Por Beatriz Cerqueira*

Quando a lama chegou no município de Barra Longa, já na madrugada do dia 6 de novembro de 2015, foi destruindo tudo o que estava próximo do rio. As casas foram invadidas, os quintais desapareceram e com eles foram as hortas, o espaço de lavar roupa e o sossego dos moradores. O quintal é o lugar da convivência, o espaço comum, onde mulheres cultivavam suas plantas, seus temperos. O impacto de se perder isso não é mensurado nos relatórios da empresa, nem terá reparação.
A lama destruiu a terra que acompanhou gerações. Ouvi de uma moradora de Ouro Preto: "acabou a terra dos meus avós". Não há dinheiro ou reassentamento que devolva isso. A lama está destruindo a identidade de território das comunidades. Descaracterizando  o  sentimento  de pertencimento ao lugar. 
De tudo o que tenho acompanhado, desde que o crime foi cometido, vejo que as mulheres são as que mais sofreram. A história da jovem que abortou na lama e a da senhora com sua máquina de lavar demostram bem isso.
*Beatriz Cerqueira é professora, coordenadora-geral do Sind-UTE MG e presidenta da CUT Minas Gerais .
Créditos: Brasil de Fato – ver reportagem na íntegra.

 Crédito: Brasil de Fato.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Governo se compromete a enviar projeto de Lei à ALMG para pagar o reajuste do Piso Salarial

O PL será enviado até do dia 26/02, próxima sexta-feira




Aconteceu na tarde desta sexta-feira (19/02), na sede do BDMG, em Belo Horizonte, mais uma reunião entre o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) e o Governo do Estado, para tratar sobre o pagamento do reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional.

Participaram pelo Sindicato a coordenadora-geral, Beatriz Cerqueira, e as diretoras estaduais: Lecioni Pereira Pinto, departamento Jurídico; Feliciana Saldanha, Formação Pedagógica e Política Sindical e Marilda de Abreu Administrativo/Financeiro e Secretária de Organização da CNTE. Pelo Governo, os Secretários-Adjunto de Planejamento e Gestão, Wieland Silberschneider, de Governo, Francisco Eduardo Moreira e da Educação, Antônio Carlos Pereira. O deputado Rogério Correia, líder da Maioria na ALMG também esteve presente.

Crédito : Site Sind UTE.




domingo, 14 de fevereiro de 2016

É a luta coletiva que garante conquistas

       

  

       O Sindicado conquistou  30 mil nomeações este ano e a revisão da situação de mais de 8 mil trabalhadores adoecidos da Lei Complementar 100/07
É a luta coletiva que garante conquistas! É esse o sentimento que move, nesse momento, a luta do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG). Ao sair de uma reunião de quase duas horas com o Governo, a direção do Sindicato comemorou avanços importantes da pauta de demandas discutidas na tarde dessa quinta-feira, dia 11/02, no Palácio Tiradentes, Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.
 Participaram
Na reunião estiverem presentes: pelo Executivo, os secretários de Governo, Odair Cunha e seu Adjunto, Francisco Eduardo Moreira e o Adjunto da Educação, Antônio Carlos Pereira. O Sindicato esteve representado pela sua coordenadora - geral, Beatriz Cerqueira e as diretoras estaduais, Lecioni Pereira Pinto (Departamento Jurídico), Feliciana Saldanha (Formação Pedagógica e Sindical) e Marilda Abreu (Administrativo/Financeiro e Secretária de Organização da CNTE) e a assessora jurídica (Daniela Oliveira). Registramos também a participação do deputado estadual, Rogério Correia, líder da Maioria na Assembléia Legislativa de Minas Gerais. 
Esta foi a terceira reunião este ano para tratar da seguinte pauta: reajuste do Piso Salarial, aumento do número de nomeações de concurso público, salário de janeiro dos trabalhadores da Lei Complementar 100, mudança na política de perícia médica e a situação dos servidores adoecidos. 
Pagamento do reajuste do Piso
Em relação às expectativas para a próxima reunião já agendada para o dia 16, às 17h, merece destaque, a forma de pagamento do reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional de (11,36%), retroativo a janeiro de 2016. O governo se comprometeu com o Sindicato de apresentar uma proposta.
Mobilização 

Para avançar ainda mais naquilo que os/as trabalhadores/as reivindicam, o Sindicato reforça a importância da unidade e da mobilização. Dia 20 de fevereiro, acontecerá o primeiro Conselho Geral da Entidade, quando será definido um intenso calendário de atividades e de mobilizações. Antes o sindicato realiza encontros regionais de avaliação e organização neste sábado, dia 13. 
CRÉDITO: Site Sind -UTE/MG.
                 Ver reportagem na íntegra.