sábado, 17 de fevereiro de 2018

A raiz do problema fica de fora

"Intervenção militar não se justifica e é ineficiente, diz ex-chefe da Polícia Civil"

"Hélio Luz afirma que presença das Forças Armadas no Rio de Janeiro não ataca raiz do problema".


Brasil de Fato | Brasília (DF) - 16 de Fevereiro de 2018 
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General assumirá comando das policias Militar e Civil até dezembro / Fernando Frazão/Agência Brasil



"Hélio Luz, chefe da Polícia Civil fluminense entre 1995 e 1997, considera “estranho” o decreto presidencial de Michel Temer que instituiu, nesta sexta-feira (16), intervenção federal na Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro. Para ele, o estado já passou por momentos mais críticos na segurança pública e, além disso, o emprego das Forças Armadas já se mostrou ineficiente no longo prazo."
“O Rio de Janeiro não está na pior situação de criminalidade que já passou. Já passou por piores e já reverteu. De imediato, com ações mais determinadas. A longo prazo, se não houver planejamento, daqui a algum tempo acontece a mesma coisa. A UPP (Unidade de Polícia Pacificador) foi isso. Tudo planejado para quatro anos, nunca passou disso”, afirma.
"O ex-delegado lembra que na década de 1990 havia um contexto mais grave no Rio. Em 1994, por exemplo, o estado chegou a registrar o sequestro de 140 pessoas. Para ele, após um primeiro momento, os problemas permanentes da segurança pública fluminense voltam mesmo com a presença do Exército."
“Já havia um plano de segurança que estava sendo posto em andamento. Se há intervenção, é porque o plano federal falhou. A intervenção das Forças Armadas no Rio de Janeiro não é novidade: fizeram em 1992, no Morro do Alemão. Chegam lá, passam 15 dias ou um mês. Dá tudo certo. Quando eles saem, volta tudo ao normal. O problema é… a palavra certa é corrupção. O problema de envolvimento da Polícia com a criminalidade, depois de algum tempo, os interventores, mesmo das Forças Armadas, ficam permeados. Não há muito o que se esperar. Tem alguma coisa de pano de fundo nisso”, lamenta.
"Diferentemente das ações militares citadas, a Intervenção decretada por Temer tem um caráter inédito: o general Walter Braga Netto substituirá o governador nas prerrogativas relativas à segurança pública, comandando diretamente as polícias Militar e Civil. Luz menciona o desvio de munição de um arsenal da Marinha e a relação entre um tenente do Exército com o Terceiro Comando como exemplos públicos da possibilidade de repetição da corrupção" (...)

Edição: Camila Salmazio

"Artigo | A Intervenção militar no Rio: dos juízes aos generais"

"Só há crime organizado quando estão envolvidos agentes do Estado", diz ex-secretário nacional de segurança pública.

Nós17 de Fevereiro de 2018 às 10:29



O Comandante Militar do Leste, General Braga Netto, durante o anúncio oficial de intervenção no Estado do Rio de Janeiro / Marcelo Camargo/Agência Brasil


"A situação da segurança pública no Rio é gravíssima e, portanto, não há mais lugar para discursos oficiais defensivos e auto-indulgentes. O crime organizado se espalhou como por metástase, mas note bem: só há crime organizado quando estão envolvidos agentes do Estado. Segmentos numerosos e importantes das instituições policiais não apenas se associaram ao crime, mas o promoveram –e aqui se fala sobretudo no mais relevante: tráfico de armas, crime federal. O que fez a polícia federal ? O que fez o Exército, responsável com a PF pelo controle das armas? O que fez a Marinha para bloquear o tráfico de armas na baía de Guanabara? O Estado do Rio está falido, suas instituições profundamente atingidas, mas o que dizer do governo federal e dos organismos federais? De que modo uma ocupação militar resolveria questões cujo enfrentamento exige investigação profunda e atuação nas fronteiras do estado, além de reformas institucionais radicais e grandes investimentos sociais?"
"Os próprios militares sabem que não podem nem lhes cabe resolver o problema da insegurança pública. Sua presença transmitirá uma sensação temporária de que o Rio se acalmou, porque os sintomas estarão abafados, mas nada será solucionado e a solução sequer será encaminhada. Basta analisar o que se passou na Maré: o Exército ocupou as favelas por um ano, desgastou-se na relação com as comunidades, a um custo de 600 milhões de reais, e tão logo as tropas se retiraram, os problemas retornaram com mais força." 
 "Os próprios militares sabem que não podem nem lhes cabe resolver o problema da insegurança pública. Sua presença transmitirá uma sensação temporária de que o Rio se acalmou, porque os sintomas estarão abafados, mas nada será solucionado e a solução sequer será encaminhada. Basta analisar o que se passou na Maré: o Exército ocupou as favelas por um ano, desgastou-se na relação com as comunidades, a um custo de 600 milhões de reais, e tão logo as tropas se retiraram, os problemas retornaram com mais força."(...)
*Luiz Eduardo Soares é antropólogo, escritor, dramaturgo e professor de filosofia política da UERJ. Foi secretário nacional de segurança pública. Seu livro mais recente é “Rio de Janeiro; histórias de vida e morte” (Companhia das Letras, 2015).
Edição: Nós
https://www.brasildefato.com.br/2018/02/17/a-intervencao-militar-no-rio-dos-juizes-aos-generais/


"Deputada do Rio alerta para possível intervenção militar em mais nove estados".


“Jandira Feghali (PCdoB) acredita que medida de Temer vai além da retaliação à rejeição aos governos escancarada durante”

Rede Brasil Atual 17 de Fevereiro de 2018 às 12:36
Para Jandira, forças armadas não são policiais, para dar segurança ao cidadão. Mas preparadas para a guerra, para matar / Arquivo - Agência Câmara


"Em vídeo divulgado ontem (16) nas redes sociais, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) externou preocupação com a intervenção militar na Segurança Pública do Rio de Janeiro decretada por Michel Temer. Para ela, a medida vai além de uma resposta à rejeição ao governo federal, bem como ao governador Luiz Fernando Pezão (MDB) e ao prefeito Marcelo Crivella (PRB), que ficaram explícitas durante o carnaval."
“O carnaval foi a vitrine dessa insegurança, que jogou para o mundo o que está acontecendo no Rio de Janeiro. Mas é também a rejeição absoluta a estes três níveis de governo. Aí eles buscam algum grau de sustentação, que não será só no Rio. Estão anunciadas (medidas de intervenção) em mais nove estados”, disse a deputada.
Intervenção federal no Rio só fica abaixo de ‘estado de sítio’ e ‘estado de defesa’

"Jandira destacou sua preocupação com a violência trazida pelo protagonismo das forças armadas no país. “Forças Armadas não são policiais. São preparadas para a guerra, para matar. Não são forças de segurança do cidadão. A cidadania precisa de uma força pública que a proteja. Eu tenho muita preocupação com forças armadas sendo usadas como forças policiais. O Exército e as forças armadas poderiam entrar, mas ajudando no comando, na inteligência, na detecção cirúrgica do crime, do tráfico de armas e das drogas, e não nas ruas", defendeu."
"Quantos civis, quantos inocentes, podem, a partir da truculência dessas forças, ser assassinados em uma operação dentro das comunidades ou nas ruas? Tenho muito medo de pessoas, principalmente as mais pobres, serem assassinadas sem uma apuração correta, tendo suas casas invadidas, com pé na porta, e agressões”, acrescentou Jandira.(...)

Edição: Rede Brasil Atual

O REFLEXO DO CARNAVAL...


"O carnaval reflete historicamente o que a sociedade vive", diz diretor da Tuiuti.
“Em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, Thiago Monteiro fala sobre os temas polêmicos trazidos pela escola.”
Norma Odara
Brasil de Fato | São Paulo (SP)15 de Fevereiro de 2018
O tema da escola que desfilou no grupo especial do Rio de Janeiro foi a escravidão e as mazelas sofridas pelo povo negro / Dhavid Normando | Riotur.

"As críticas sociais denunciais pela escola de samba Paraíso da Tuiuti atrairam o público na Sapucaí e mostraram que o samba ainda é reduto de resistências e lutas. O samba-enredo intitulado “Meu Deus, Meu Deus, está extinto a escravidão?” retratou as atuais formas de trabalho escravo, acentuados por medidas como a perda de direitos impostos pela reforma trabalhista, que atingem, principalmente o povo negro."
Uma das alegorias trouxe a figura de um “vampiro neoliberal” vestido com a faixa presidencial, em referência ao presidente golpista Michel Temer, do MDB, que “suga” os direitos dos trabalhadores e vende o patrimônio brasileiro para estrangeiros." 

"Outra ala que chamou atenção do público trouxe “manifestoches” vestidos com o pato da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), a camiseta da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e panelas nas mãos. A fantasia lembrou os manifestantes pró-impeachment da presidenta Dilma Rousseff que foram apoiados pela Federação que tem Paulo Skaf à frente." 
"Em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, o diretor de carnaval da Tuituti, Thiago Monteiro, conta como foi o processo de escolha e criação do enredo deste ano. “A repercussão na proporção que ela tomou chegou a surpreender um pouco, mas quando a escola se propôs a fazer o enredo, ela sabia que atingiria determinadas pessoas da sociedade, que [o tema] seria, no mínimo, debatido. Então, isso nos traz muita alegria, porque eu acho que o objetivo foi atingido, de, pelo menos, fazer o povo, a sociedade debater o assunto”, diz Monteiro."(...)
 Edição: Camila Salmazio.

https://www.brasildefato.com.br/2018/02/15/o-carnaval-reflete-historicamente-o-que-a-sociedade-vive-diz-diretor-da-tuiuti/


Vice campeã.

Vampiro da Tuiti com a faixa presidencial na Sapucaí durante o carnaval e sem o adereço no Desfile das Campeãs, neste domingo (18) (Foto: Marcos Serra Lima/G1)

"Historiador que representou 'vampiro neo-liberalista' participou do Desfile das Campeãs, na Sapucaí, neste domingo (18). Escola foi vice-campeã do carnaval carioca."

"Com gritos de “é campeã” e “fora Temer”, a Paraíso do Tuiuti entrou na Sapucaí comemorando o o vice-campeonato. O personagem icônico da escola, o vampiro neo-liberalista, esteve novamente como destaque do desfile, mas, desta vez, sem a faixa presidencial.
O carnavalesco da Tuiuti, Jack Vasconcelos, também se emocionou com o resultado: “a ficha ainda não caiu”, disse ele.
Integrantes da escola também aproveitaram para se manifestar durante o desfile com faixas de 'Fora Temer'."

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/carnaval/2018/noticia/assustador-diz-professor-que-representou-vampiro-neo-liberalista-na-sapucai-sobre-repercussao-apos-desfile
















Samba Enredo 2018 - Com Dinheiro Ou Sem Dinheiro, Eu Brinco.

G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira (RJ)

Chegou a hora de mudar
Erguer a bandeira do samba
Vem a luz à consciência
Que ilumina a resistência dessa gente bamba
Pergunte aos seus ancestrais
Dos antigos carnavais, nossa raça costumeira

Outrora marginalizado já usei cetim barato
Pra desfilar na Mangueira

A minha escola de vida é um botequim
Com garfo e prato eu faço meu tamborim
Firmo na palma da mão, cantando laiálaiá
Sou mestre-sala na arte de improvisar

Ôôô somos a voz do povo
Embarque nesse cordão
Pra ser feliz de novo
Vem como pode no meio da multidão

Não, não liga não!
Que a minha festa é sem pudor e sem pena
Volta a emoção
Pouco me importam o brilho e a renda
Vem pode chegar
Que a rua é nossa mas é por direito
Vem vadiar por opção, derrubar esse portão, resgatar nosso respeito
O morro desnudo e sem vaidade
Sambando na cara da sociedade
Levanta o tapete e sacode a poeira
Pois ninguém vai calar a estação primeira

Se faltar fantasia alegria há de sobrar
Bate na lata pro povo sambar

Eu sou Mangueira meu senhor, não me leve a mal
Pecado é não brincar o carnaval!



“Bloco do MST arrasta centenas de foliões em Olinda em defesa do Lula.”
“Ao lado dos bonecos gigantes de Che Guevara e Hugo Chávez, o boneco do ex-presidente ganhou a simpatia dos foliões.”
Vanessa Gonzaga - Recife (PE) 13 de Fevereiro de 2018 às 13:04

O bloco completa 18 anos em 2018 / PH Reinaux

“Toda segunda feira de carnaval, o Bloco do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) sai às ruas. Esse ano o tema foi  “Lula Guerreiro do Povo Brasileiro” pelas ladeiras de Olinda (PE). Ao lado dos já conhecidos bonecos gigantes de Che Guevara e Hugo Chávez, o boneco do ex-presidente ganhou a simpatia dos foliões e dos que assistiam o bloco.”
“Essa é a 18ª edição do bloco, que existe desde 2000. Fora o bloco, uma barraca montada pelo movimento no Polo Erasto Vasconcelos, no Fortim, vende comidas, bebidas e tem música todos os dias. O tema desse ano decidido pelo movimento é uma forma de movimentar a conjuntura política nos dias da folia. “O bloco, como também a barraca são um espaço para reunir a militância e a cada ano. A gente trabalha um tema que tem a ver com a conjuntura e o momento político. Lula é efetivamente a liderança que tem condições de construir no ano de 2018 a luta contra o golpe, por isso estamos esse ano defendendo a democracia e o direito de Lula ser candidato”, afirma Jaime Amorim, dirigente do movimento.”
Edição: Monyse Ravena
https://www.brasildefato.com.br/2018/02/13/1302-defendendo-lula-bloco-do-mst-arrasta-centena-de-folioes-em-olinda/


“Exemplo de luta e humanidade, Dom Pedro Casaldáliga completa 90 anos de idade”.
"Poeta e profeta do povo, bispo emérito se tornou referência na luta pelos direitos humanos no Araguaia (MT)".
Emilly Dulce
Brasil de Fato | São Paulo-16 de Fevereiro de 2018 às 20:50
Dom Pedro Casaldáliga completa 90 anos de vida e 50 como bispo do povo / Reprodução
"Por onde passei, plantei a cerca farpada, plantei a queimada. Por onde passei, plantei a morte matada. Por onde passei, matei a tribo calada,
a roça suada, a terra esperada… Por onde passei, tendo tudo em lei, eu plantei o nada."
Confissão do Latifúndio 

“Essa é uma das poesias de protesto escrita pelo bispo Dom Pedro Casaldáliga. Os versos rimam com a vida do militante cristão, que ficou conhecido pela defesa dos direitos dos mais pobres na região de São Félix do Araguaia, no Mato Grosso.”
Quem conviveu com o missionário destaca a importância de sua luta pela vida, pelos bens comuns e pela democracia, como é o caso de Antônio Canuto, membro fundador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que viveu ao lado do bispo na região amazônica. "Pedro é um homem de uma profunda sensibilidade humana, por isso ele é um grande poeta e um grande profeta. Essa sensibilidade se traduz em poesia, em denúncias e nas diversas formas de manifestar a sua contrariedade às injustiças e todas as formas de exploração que existem."
“Pedro Casaldáliga Plá nasceu catalão no ano de 1928, em uma aldeia há alguns quilômetros de Barcelona. De família camponesa, desembarcou no Brasil em 1968 e foi consagrado bispo em 1971, quando lançou sua Carta Pastoral Uma Igreja da Amazônia em conflito com o latifúndio e a marginalização social. O texto ficou conhecido nacional e internacionalmente e marcou o perfil do missionário como porta-voz de índios e agricultores, como destaca Antônio Canuto”:
"O grande diferencial foi dar visibilidade a uma situação amazônica que praticamente era invisível. Ele mostrou para a Igreja e para a sociedade uma realidade que no restante do Brasil não se conhecia. Ele foi assumindo diretamente a defesa das pessoas mais atingidas pela violência daquela região, que eram os índios, os posseiros e os peões", afirma. 
“Hoje, Dom Pedro Casaldáliga completa 90 anos de vida e 50 como bispo do povo. Ele foi responsável por articular e fundar o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e a CPT, como uma forma de tratar assuntos sociais e políticos no universo da Igreja Católica.”(...)


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Vitória do povo no Rio de Janeiro.

Vice com sabor de Campeã.
 https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/carnaval/2018/noticia/um-ano-apos-acidente-paraiso-do-tuiuti-da-a-volta-por-cima-e-e-vice-campea-do-carnaval-desse-ano.ghtml

“A Tuiuti veio de uma terra arrasada para provar que com trabalho, honestidade e dedicação pode ser competitiva“, comemorou Thiago Monteiro, um dos diretores de carnaval da Tuiuti.

  A passagem das últimas alas e alegorias levou a plateia ao delírio, que aplaudiu e respondeu à agremiação com um “Fora, Temer”. / Mídia Ninja.


“A escola fez uma crítica que está entalada na goela do brasileiro. Os empresários e governantes sempre ficam fazendo o povo de escravo. Mas nós estamos felizes com o segundo lugar por mostrar para o mundo que não somos escravos. A bateria não foi o que esperávamos ainda. Mas a gente ainda não está pensando no ano que vem, agora é comemorar”, afirmou o mestre Ricardinho, um os diretores da bateria.
 A passagem das últimas alas e alegorias levou a plateia ao delírio, que aplaudiu e respondeu à agremiação com um “Fora, Temer”. / Mídia NinjaMuito emocionados, os integrantes comemoraram o vice como se fosse um título. “É muita emoção. Isso é fruto de muito trabalho que um grupo que começou o ano rebaixado e a gente chega a vice-campeão do carnaval. Parabéns à Beija-Flor, parabéns a todas as escolas“, disse Thiago.(...)
 https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/carnaval/2018/noticia/um-ano-apos-acidente-paraiso-do-tuiuti-da-a-volta-por-cima-e-e-vice-campea-do-carnaval-desse-ano.ghtml


 BEIJA FLOR -CAMPEÃ


  https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/carnaval/2018/noticia/desfile-da-beija-flor-veja-fotos.ghtm  
"Comandado por Neguinho da Beija-Flor, o samba-enredo “Monstro é aquele que não sabe amar (Os filhos abandonados da pátria que os pariu)” foi cantado em coro pelo público da Sapucaí, que ao final do desfile ocupou a avenida, seguindo a escola."
  https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/carnaval/2018/noticia/desfile-da-beija-flor-veja-fotos.ghtm 
A escola fez um paralelo entre o romance "Frankenstein” e as mazelas sociais brasileiras. Corrupção, desigualdade, violência e intolerâncias de gênero, racial, religiosa e até esportiva formaram o cenário de "Brasil monstruoso".
https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/carnaval/2018/noticia/desfile-da-beija-flor-veja-fotos.ghtml

“A Sapucaí foi ovacionada pela alegria e emoção. A Beija-Flor fez as pessoas cantarem o samba pelo pedido de socorro. As imagens foram muito fortes, aquele teatro todo retratando o que o nosso país está passando. Foi um grito de socorro dentro de um samba-enredo“, disse Raíssa, madrinha de bateria da escola.” (...)


  https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/carnaval/2018/noticia/desfile-da-beija-flor-veja-fotos.ghtml.
“A partir do samba-enredo “Monstro é aquele que não sabe amar. Os Filhos Abandonados da Pátria que os Pariu”, a escola resgatou o romance, essencialmente o fato de Frankstein ser lançado à própria sorte depois de criado, para questionar quem são os abandonados dessa pátria, quem são os que abandonam os filhos à própria sorte?”

  https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/carnaval/2018/noticia/desfile-da-beija-flor-veja-fotos.ghtml

“As 36 alas buscaram refletir as desigualdades sociais, a falta de respeito e amor com o que é diferente. A ala “Imposto dos Infernos", por exemplo, trouxe a crítica à taxa cobrada desde o ciclo do ouro e relembrou o Brasil como o país que tem maior carga tributária
  https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/carnaval/2018/noticia/desfile-da-beija-flor-veja-fotos.ghtml
Já a ala “Corte da Mamata – Quadrilha" no poder trouxe os passistas como ratos e abutres para mostrar os interesses dos líderes políticos. A corrupção também foi destaque na avenida, satirizada com colarinhos brancos e caixas de pizza.”(...)www.cartacapital.com.br/sociedade/beija-flor-e-os-filhos-abandonados-da-patria-que-os-pariu

 
 https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/carnaval/2018/noticia/desfile-da-beija-flor-veja-fotos.ghtml.

Campanha da Fraternidade lançada nesta quarta fala sobre 'superação da violência'
Interior da Catedral Metropolitana de Brasília (Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil) 
Por G1 DF
14/02/2018 05h00  


"A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançará nesta quarta-feira (13), em Brasília, a Campanha da Fraternidade deste ano com o tema "Fraternidade e superação da violência". A cerimônia ocorrerá na sede da CNBB, na 905 Norte, às 10h."

 “Superar a violência, em vista de uma cultura da paz, exige o enfrentamento da realidade de exclusão. Sem a justiça social não haverá superação da violência”, afirmou o padre Luís Fernando da Silva, coordenador executivo das Campanhas”(...) 







segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

CARNAVAL E RESISTÊNCIA

Já é carnaval, cidade! E qual é o seu bloco?

“Mercantilização da festa e resistência popular são parte das contradições do carnaval de Salvador.”

Brasil de Fato | Salvador (BA) 8 de Fevereiro de 2018 às 11:28
O bloco afro Didá é formando inteiramente por mulheres e possue cerca de 3.000 associadas. / Reprodução.




“Para baianos e baianas não há controvérsia: o carnaval de Salvador é a maior festa de rua do mundo. Durante os seis (sim, seis) dias oficiais de folia, blocos de trio convivem com a pipoca – cada vez mais espremida pelos camarotes nos circuitos mais famosos - estrelas disputam qual a música mais tocada enquanto cordeiros, ambulantes e catadores de latinhas buscam formas alternativas de renda, tudo isso em meio à euforia popular. É uma 
festa que expõe o melhor e o pior da capital baiana.”

“Não dá para imaginar que o carnaval pudesse ser algo diferente do que é essa cidade. Então as pessoas olham para o Carnaval e acham um absurdo o racismo e a diferença de classes, mas isso é a cidade. O que o Carnaval faz é expressar de forma amplificada todas as mazelas”, explica o professor e pesquisador do carnaval e festas populares Paulo César Miguez. No dia 05 de fevereiro, Miguez, que também é vice-reitor da Universidade Federal da Bahia, bateu um papo sobre a festa em evento promovido pelo Velho Espanha Bar, tradicional espaço no bairro dos Barris em Salvador. carnavalesco assumido, o professor destacou o caráter rebelde da festividade: “aqui [no Brasil] a festa cumpre um papel extremamente importante: fazer a festa aqui era resistir ao horror da escravidão. Quando um escravo dançava ele estava desafiando a lógica mesma da escravidão, porque ele estava tomando de volta a posse do seu corpo que, quando não estava na festa, era voltado ao trabalho. Então fazer a festa era roubar tempo ao trabalho, era se insurgir contra a escravidão. E a festa nunca deixou de ser um espaço de resistência das culturas populares do nosso país”.(...)
Ver matéria completa no site abaixo:
https://www.brasildefato.com.br/2018/02/08/ja-e-carnaval-cidade-e-qual-e-o-seu-bloco.
“Paraíso do Tuiuti denuncia golpe e critica reformas do governo Temer na Sapucaí”.
Com o enredo “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”, escola fez duras críticas ao atual momento político
Redação - Brasil de Fato São Paulo-12 de Fevereiro de 2018 às 10:46

A passagem das últimas alas e alegorias levou a plateia ao delírio, que aplaudiu e respondeu à agremiação com um “Fora, Temer”. / Mídia Ninja

Michel Temer "vampiro", paneleiros com camisetas do Brasil e patos da Fiesp sendo controlados pela mídia, críticas às reformas trabalhista e da Previdência. Esses foram os temas trabalhados pela escola de samba Paraíso do Tuiuti na noite desta segunda-feira (11) na passarela da Sapucaí, no Rio de Janeiro (RJ).
"Com o enredo “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”, sobre os 130 anos da Lei Áurea, a agremiação denunciou o golpe parlamentar de 2016 contra a ex-presidenta Dilma Rousseff e fez duras crítica ao atual governo de Michel Temer (MDB). Em uma das alas, como a reforma trabalhista e da Previdência representariam essa nova escravidão no Brasil."
“Eu acho que a gente está fazendo uma coisa que todo mundo quer. Todo mundo quer botar pra fora, as pessoas querem gritar o “Fora Temer”, as pessoas querem se manifestar e é forma de manifestar da minha parte”, disse em entrevista professor de história Léo Morais, que interpretou o Michel Temer Vampiro na última alegoria da escola, intitulada “Navio neo tumbeiro”.
"Outra ala de destaque no desfile da Tuiuti foi a dos “manifestantes fantoches”, que ironizou os chamados paneleiros que saíram às ruas com camisetas do Brasil pedindo o impeachment de Dilma. A escola de samba utilizou mãos gigantes representando a mídia, que controlava esses paneleiros envolvidos por patos amarelos, em referência à campanha da Fiesp contra o aumento de impostos que inflamou a população contra o governo petista."
"A passagem das últimas alas e alegorias levou a plateia ao delírio, que aplaudiu e respondeu à agremiação com um “Fora, Temer”, rapidamente abafado pela transmissão da Globo."
Edição: Luiz Felipe Albuquerque
https://www.brasildefato.com.br/2018/02/12/paraiso-do-tuiuti-denuncia-golpe-e-critica-reformas-do-governo-temer-na-sapucai/
Ala da Tuiuti ironiza manifestantes "fantoches" (Foto: Reprodução/TV Globo).







PARABÉNS  IVETE  E  FAMÍLIA.

Daniel Cade
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 Sobre auxílios e hipocrisia


Beatriz Cerqueira06 de Fevereiro de 2018 às 16:08

 "É preciso nos questionarmos sobre que país é este, onde o que incomoda não é o auxílio do juiz, mas a política de combate à fome" / Reprodução

“É preciso, na lógica da elite, humilhar o pobre, para que ele perca a dignidade.”

“Foi de um grupo de WhatsApp que recebi o cartaz. Nele uma mulher, negra, deitada numa rede, pergunta ao telefone”: "Alô, é da Caixa? Já depositaram meu Bolsa Família, Bolsa Escola, seguro desemprego?"


“No momento em que se desnudam os "auxílios" que são, na verdade, privilégios a magistrados e políticos, deveríamos nos perguntar: em que país vivemos onde o auxílio-moradia de um juiz é superior ao salário de uma professora? Que valores temos ou queremos construir como sociedade? Também é preciso nos questionarmos sobre que país é este de desigualdades estruturais, onde o que incomoda não é o auxílio do juiz, mas a política de combate à fome!” 


“O deboche sobre políticas sociais desnuda a hipocrisia em nossa sociedade. O neoliberalismo tenta nos convencer que a meritocracia deve ser o maior valor de uma sociedade. Se você não tem algo, a culpa seria sua, pois você não teve mérito para conseguir. As pessoas passariam fome por mérito próprio. Estão desempregadas por mérito próprio. Não conseguiram concluir os estudos porque não se esforçaram o suficiente! É este o nosso problema? Não basta manter a injustiça social. É preciso, na lógica da elite, humilhar o pobre, para que ele perca a dignidade. E com isso a condição de lutar para mudar a sua realidade. É disso que se trata!” 


“Um desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo é proprietário de 60 imóveis e recebe auxílio-moradia. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais "investe" R$53 milhões no mesmo auxílio, além dos juízes terem agora o direito de receber três meses de salário a mais, a cada cinco anos, a título de férias-prêmio. Também podem ser incentivados a manterem a leitura em dia com o auxílio-livro, superior ao salário de uma professora do estado com mestrado. A primeira votação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais em 2015 foi o retorno do mesmo auxílio-moradia. Um Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, que tem salário de R$30 mil, também pode receber o seu auxílio-saúde que pode chegar a R$3 mil por mês.
“No Rio de Janeiro, os membros do Ministério Público contam com auxílio-educação de quase R$1 mil por filho dependente de até 24 anos. Os Tribunais do Maranhão e São Paulo também "ajudam" seus desembargadores a comprarem livros, já que seus salários são insuficientes para este importante investimento, disponibilizando auxílios que podem chegar a R$5 mil. Um juiz de Curitiba justificou receber o auxílio para "compensar" a ausência de reajuste do salário de mais de R$25 mil. A que auxílio o povo recorre para compensar a política de austeridade em que é colocado? A que auxílio recorreremos nós, todos as professoras do Brasil, que não recebemos o Piso Salarial? A que auxílio recorrerá todos os Agentes Comunitários de Saúde que não recebem o Piso salarial? A que auxílio recorrerá o aposentado?”(...)
Edição: Joana Tavares.
Ver  matéria completa no site abaixo:

"Em clima festivo, Blocolândia, bloco de carnaval da Cracolândia, sai às ruas de SP."

“Não são zumbis, eles gostam de dançar e tocam muito bem”, afirma organizador”.


Edição: Simone Freire
Julia Dolce / Brasil de Fato.
Ver matéria completa no site abaixo:
https://www.brasildefato.com.br/2018/02/09/em-clima-festivo-blocolandia-bloco-de-caval-da-cracolandia-sai-as-ruas-de-sp/

"Ilê Aiyê batiza bloco afro que celebra a ancestralidade no carnaval de São Paulo".

“Durante passagem por São Paulo, grupo baiano apadrinhou o primeiro bloco afirmativo da cidade composto apenas por negros”.

Brasil de Fato | São Paulo (SP) 6 de Fevereiro de 2018 .
Bloco negro de São Paulo canta o amor e o afeto em sua segunda saída na última segunda-feira / Fotos: Nego Júnior


“O primeiro bloco de carnaval com todos os integrantes negros no Brasil surgiu no Curuzu, bairro de Salvador, na Bahia, em 1974. O Ilê Aiyê nasce de uma postura combativa de negros soteropolitanos que não se conformaram com a falta de espaço no carnaval baiano.”
“Em sua passagem por São Paulo, nos dias 2 e 3 de fevereiro, entre shows lotados, o Ilê Aiyê participou de uma cerimônia de batismo na qual fez o apadrinhamento simbólico do bloco afirmativo paulistano Ilú Inã, que também é totalmente composto por integrantes negros.
https://www.brasildefato.com.br/2018/02/06/ile-aiye-batiza-bloco-afro-que-celebra-a-ancestralidade-no-carnaval-de-sao-paulo/
“Bloco Ilú Obá De Min abre carnaval de rua de SP e homenageia mulheres quilombolas”.
        “A Associação enaltece os tambores para Xangô com percussionistas exclusivamente mulheres” 
Norma Odara
Brasil de Fato | São Paulo (SP) 10 de Fevereiro de 2018 às 10:48

O Bloco do Ilú promove cortejo por ruas do centro de São Paulo, abrindo carnaval de rua e levando empoderamento às mulheres do tambor / Mídia Ninja.
 “Rememorando o legado de mulheres quilombolas como Akotirene, Dandara, Luíza Mahin, Tereza de Benguela, Teresa do Quariterê e tantas outras, o bloco afro Ilú Obá De Min carrega multidões no carnaval paulistano.”

“O Brasil de Fato conversou com a produtora da Associação Ilú Obá de Min, Baby Amorim, que falou sobre os trabalhos de pesquisa do Ilú, as oficinas de vozes, percussão, o tradicional bloco percussivo que abre o carnaval de rua de São Paulo. Além disso ressaltou a importância do combate ao racismo e ao machismo em diversos campos, no Ilú através do tambor, da arte e da religião de matriz africana."(...)
Edição: Anelize Moreira
  https://www.brasildefato.com.br/2018/02/10/bloco-ilu-oba-de-min-abre-carnaval-de-rua-de-sp-homenageando-mulheres-quilombolas/