segunda-feira, 18 de abril de 2016

Justiça suíça amplia investigação contra políticos brasileiros

No total, 57 nomes envolvidos na Lava Jato apareceram nos Panama Papers
Dentre os beneficiados estaria Eduardo Cunha | Foto: Evaristo Sá / AFP / CP

A Justiça suíça ampliou as investigações contra políticos brasileiros, ex-executivos da Petrobras e offshores da Odebrecht. O governo solicitou a cooperação de Panamá, Holanda e Liechtenstein para apurar o destino de milhões de dólares identificados nas contas de bancos do país. Entre os beneficiados estaria Eduardo Cunha.
No caso dele, o foco é a companhia Penbur Holdings, administrada pela consultoria Mossack Fonseca. Nos documentos revelados pelos Panama Papers, o nome do banqueiro suíço David Muino é citado como a pessoa que atuaria para administrar parte da estrutura de Cunha.
O deputado não é o único. No total, 57 nomes envolvidos na Lava Jato apareceram nos Panamá Papers, com a abertura de 107 sociedades offshore. As companhias teriam relações com Odebrecht, Schahin, Queiroz Galvão e outras. Nomes como o do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró também estão na lista.
A reportagem confirmou com pessoas próximas ao processo em Brasília que os suíços já haviam informado o Ministério Público brasileiro. Segundo a imprensa suíça, cerca de uma centena de advogados de Genebra, Zurique e Lugano está envolvida na defesa dos suspeitos, entre eles Cunha, para evitar que os dados sejam transmitidos ao Brasil.

·       CREDITOS:  Correio do Povo

Prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz, é preso durante operação da PF

Muniz usou meios fraudulentos para beneficiar o hospital dele, diz PF.
Ele foi citado pela mulher, deputada Raquel Muniz, no voto pelo impeachment.
Deputada Raquel Muniz (PSD-MG) citou o marido em voto sobre o processo de impeachment na Câmara (Foto: Nilson Bastian/ Câmara dos Deputados)

O prefeito de Montes Claros Ruy Muniz (PSB) foi preso preventivamente pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (18), em Brasília (DF). Ele é suspeito de prejudicar o funcionamento de hospitais públicos da cidade para favorecer um hospital privado, que é gerido pela sua família.
Muniz é casado com a deputada federal Raquel Muniz (PSD), que votou neste domingo (17) a favor do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Ela destacou a gestão do marido ao proferir o voto. "Meu voto é em homenagem às vítimas da BR-­251. É para dizer que o Brasil tem jeito, e o prefeito de Montes Claros mostra isso para todos nós com sua gestão".
O prefeito foi preso na operação "Máscara da Sanidade II - Sabotadores da Saúde" e deve chegar à cidade mineira ainda nesta segunda. A Justiça também expediu mandado de prisão contra a atual Secretária de Saúde do município, Ana Paula Nascimento.

http://g1.globo.com/mg/grande-minas/noticia/2016/04/prefeito-de-montes-claros-e-preso-durante-operacao-da-policia-federal.html

Ver reportagem na integra.

Crédito :  G1 Grande Minas

domingo, 17 de abril de 2016

A luta continua

Brasília



Manifestantes contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff caminham pela Esplanada dos Ministérios em direção ao Congresso Nacional, em Brasília (Foto: Beto Barata/AFP)  
Em Brasília, milhares de pessoas começam se reunir no gramado em frente ao Congresso Nacional, aguardando a votação que deve ter início às 14h. O local foi dividido por um enorme muro, de quase um quilômetro de extensão e dois metros de altura, que separará os manifestantes contra e pró-governo.
Parlamentares exibem cartazes a favor e contra o impeachment no plenário da Câmara (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)


Câmara aprova prosseguimento do processo de impeachment no Senado


Por 367 votos favoráveis e 137 contrários, a Câmara dos Deputados aprovou às 23h47 deste domingo (17) a autorização para ter prosseguimento no Senado do processo de impeachment . Houve sete abstenções  e  somente   dois ausentes  dentre  os  513  deputados. A sessão durou  9  horas e 47 minutos; a votação, seis horas e dois minutos.

Credito : G1 Brasília

1.    Reginaldo Lopes ‎@ReginaldoLopes
 Rio
             Praça dos Arcos da Lapa ficou lotada de manifestantes contra o impeachment (Foto: Janaína Carvalho/G1).

Segundo a Frente Brasil Popular, 2 mil pessoas estavam na Lapa por volta das 17h30. Cerca de uma hora depois, às 18h30, a informação é de que havia 15 mil pessoas. A PM não fez estimativa.
PRAIA DE COPACABANA
                     RJ: A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que o policiamento está reforçado em Copacabana, no entanto, que não fornecerá balanço do público presente na manifestação. (Foto: Alexandre Durão / G1)
RJ: Protesto contra o impeachment da presidente Dilma Roussef, na orla de Copacabana (Foto: Alexandre Durão / G1)


                    RJ: PMs acompanham manifestantes a frente do trio em Copacabana. (Foto: Alba Valéria Mendonça / G1)

                                                                                                                                                           RJ: Turistas americanas caem no funk , na concentração da manifestação em Copacabana. (Foto: Alba Valéria Mendonça / G1)


O Povo na rua , contra o Golpe

BELO HORIZONTE

                        Praça da Estação, em Belo Horizonte, é palco de protesto com apresentações culturais contra o impeachment da presidente Dilma (Foto: Reprodução/TV Globo)

A Central Única dos Trabalhadores (CUT), um dos movimentos organizadores do ato, disse que o protesto reunia 40 mil pessoas. A Polícia Militar (PM) informou que não divulgará os números do protesto.

BAHIA

 Manifestação pró-governo no Farol da Barra, em Salvador (Foto: Henrique Mendes/G1)

Manifestação pró-governo no Farol da Barra, em Salvador (Foto: Henrique Mendes/  G1  

Intitulada como "Vigília contra o Golpe", uma manifestação contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff ocupa a região do Farol da Barra, orla de Salvador, desde a manhã deste domingo (17).    Integrantes do Movimento Sem Terra (MST) estão acampados no local, desde sábado (16). 

SÃO PAULO
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) bloqueou as vias no entorno desses locais para que os manifestantes possam circular. Segundo os  
organizadores, 200 mil pessoas participam do ato.

SÃO PAULO: Ato contra o impeachment no Vale do Anhangabaú (Foto: Livia Machado/G1) 
A rapper luana Hansen apresentou uma uma nova versão do "Baile da Favela" contra o impeachment no palco montado no Anhangabaú: "Quer desafiar? Não tô entendendo? o povo não tem medo e a casa grande está tremendo. Vem pra rua, larga essa panela".

                       Ex-senador e ex-secretário de Direitos Humanos da Prefeitura de São  Paulo,  Eduardo Suplicy (PT), comparece a ato no Anhangabaú contra o impeachment (Foto: Tatiana Regadas / G1)


Manifestantes estendem faixa contra o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), presidente da câmara, no Vale do Anhangabaú (Foto: Tatiana Regadas / G1) 

Sem Terra bloqueiam rodovias em Alagoas contra a violência no campo e em defesa da democracia.



Por Gustavo Marinho
Da Página do MST
Nessa sexta-feira (15), o MST juntamente com diversos movimentos do campo, entre eles, Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) , Movimento de Luta pela Terra (MLT), Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTTL), MUPT, Via do Trabalho e Terra Livre, trancaram 20 trechos de rodovias em todo o estado de Alagoas e, com bandeiras e palavras de ordem, denunciaram a violência e a impunidade.
Do Sertão ao Litoral mais de cinco mil trabalhadores e trabalhadoras rurais estão mobilizados nos bloqueios das rodovias estaduais e federais, na BR 101 trechos nos municípios de Teotônio Vilela, Junqueiro, Atalaia, Flexeiras e Joaquim Gomes, estão fechados, além dos bloqueios nas cidades de  Delmiro Gouveia, Olho d’Água do Casado, Piranhas, Girau do Ponciano, Cajueiro, Novo Lino, União dos Palmares, Murici, Campo
Alegre, Maragogi, Matriz do Camaragibe, São Luiz do Quitunde e em Porto Calvo.
Segundo José Roberto Silva, da direção nacional do MST, a ação relembra  os 20 anos do massacre de Eldorado dos Carajás, “nossa luta hoje é em memória aos 20 anos de impunidade do assassinato dos trabalhadores rurais Sem Terra em Eldorado dos Carajás, no Pará. Essa impunidade reaviva cada vez mais a violência no campo que está presente em todas as nossas regiões, onde o agronegócio continua matando e massacrando Sem Terra”(...)

Além do massacre de Eldorado dos Carajás, José Roberto lembra do recente assassinato de dois trabalhadores Sem Terra no Paraná, onde a violência do latifúndio e do agronegócio fez duas vítimas fatais, no último dia 7, onde as famílias do MST, no Acampamento Dom Tomas Balduíno,  em Quedas do Iguaçu, região central do Paraná, foram vítimas de uma emboscada realizada pela Policia Militar do Estado e por seguranças contratados pela empresa Araupel.
Ver matéria na íntegra Site MST.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Rio: Chico, Lula e 70 mil contra o golpe


Atos lotaram a Fundição Progresso e a praça dos Arcos da Lapa 

               André Vieira Rio de Janeiro (RJ) 12 de Abril de 2016 às 17:29           / Mídia Ninja

Ato no Rio de Janeiro reuniu cerca de 70 mil pessoas. / Mídia Ninja
A Lapa, no Rio de Janeiro, voltou a ficar vermelha. Cerca de 70 mil pessoas ocuparam nesta segunda-feira (11) o histórico bairro carioca para manifestar seu repúdio ao processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Foram realizados dois atos. O primeiro na Fundição Progresso, comandado pelo cantor Chico Buarque. O segundo foi na praça dos Arcos da Lapa, convocado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela Frente Brasil Popular.
Chico, que foi a voz dos brasileiros contra a ditadura civil-militar (1964-1985), foi acompanhado por personalidades de peso durante o ato na Fundição: Beth Carvalho, Tico Santa Cruz, Nelson Sargento, Flávio Renegado, Gregório Duvivier, Leonardo Boff, dentre outros artistas e intelectuais. O ator Wagner Moura enviou um vídeo em apoio à atividade. “Amamos essa energia toda, principalmente dessa juventude que está ai. Estaremos juntos em defesa da democracia. Não vai ter golpe”, disse Chico Buarque aos que assistiam ali o primeiro ato dos artistas, que lançaram um manifesto.
Ver reportagem na íntegra: Brasil de Fato

Ato pela democracia reuniu Lula, artistas e intelectuais no Rio: "Vocês nunca me viram reclamar e dizer que o mandato de alguém é ilegal."
  "A comissão acabou de derrotar a gente. Mas isso não quer dizer nada", disse Lula . "A comissão acabou de derrotar a gente. Mas isso não quer dizer nada", O ato em defesa da democracia, realizado na noite de segunda-feira 11, reuniu milhares de pessoas ao pé do histórico aqueduto erguido ainda na colônia, chamado “Arcos da Lapa”, no centro do Rio de Janeiro.
Dezenas de milhares de pessoas. Velhos e jovens, homens e mulheres, esperançosos e angustiados.A busca da quantidade, porém, é um cálculo inútil. Dali partia a força da esperança e ela se multiplicava na palavra de ordem puxada pela multidão com todas as forças permitidas pelo pulmão: “Não vai ter  golpe”...
Ver matéria na íntegra : Carta Capital.
"Um discurso necessário, importante, proferido pelo valente líder do MTST - movimento dos trabalhadores sem-teto - no dia 16 de março, no TUCA - Teatro da Universidade Católica de SP. Guilherme Boulos é crítico do governo Dilma, sobretudo neste segundo mandato, mas sabe muito bem separar as coisas: criticar os equívocos do governo, sim; compactuar ou ser conivente ou se omitir diante dos ataques da direita contra as conquistas do nosso povo, não!  Haverá resistência sim! Já está havendo, aliás. Viva o povo brasileiro consciente e de luta!" 
Ver  blog do Euler.

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